Item documental Diar_L9-M3_s-d_01 - Diário de bordo do navio Delfim, comandado pelo capitão Bento José Cardoso. Compreende viagens empreendidas pela embarcação entre os anos de 1829 e 1839, em rotas que passavam por Lisboa, Rio de Janeiro, Benguela, Manila e Macau

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Área de identidad

Código de referencia

BR DFMRE RIO-AHI-SNEIB-FIM-COM-CMis-CMBrGBr-Dfl-Diar_L9-M3_s-d_01

Título

Diário de bordo do navio Delfim, comandado pelo capitão Bento José Cardoso. Compreende viagens empreendidas pela embarcação entre os anos de 1829 e 1839, em rotas que passavam por Lisboa, Rio de Janeiro, Benguela, Manila e Macau

Fecha(s)

  • [S.d.] (Creación)
  • [S.l.] (Creación)

Nivel de descripción

Item documental

Volumen y soporte

Textual, manuscrito e impresso, 324 páginas
32,5 cm x 22,2 cm

Área de contexto

Nombre del productor

Historia biográfica

Institución archivística

Historia archivística

O Arquivo Histórico do Itamaraty – AHI – foi criado oficialmente por meio do Decreto-Lei nª 4.422 de 30 de junho de 1942, durante a gestão do Embaixador Oswaldo Aranha (1894-1960) a frente do Ministério das Relações Exteriores e durante a presidência Getúlio Vargas (1882-1954). Atualmente, o AHI é parte do Museu Histórico e Diplomático – MHD (Portaria Ministerial de 18/01/2019).
As origens do acervo se encontram nos documentos relacionados a Secretaria dos Negócios Estrangeiros e da Guerra do Reino de Portugal, criada em 1788 pelo Alvará Régio de 14 de outubro. Com a transferência da Corte Portuguesa para a América foi criado ainda em 1808 a Secretaria dos Negócios Estrangeiros e da Guerra. Já em 1821, após o retorno da Corte Portuguesa para a Europa e durante o governo do príncipe Pedro de Alcântara como regente do Reino do Brasil foi criada a Secretaria dos Negócios do Reino e Estrangeiros em abril de 1821. Em 13 de novembro de 1823 a referida secretaria foi desmembrada em Secretaria dos Negócios do Império e Secretaria dos Negócios Estrangeiros. Tal subdivisão se mantém até o fim do período monárquico em 1889, onde é substituída pelo Ministério das Relações Exteriores. Com a mudança da capital do Brasil para Brasília-DF em 1960, o Ministério se transfere para a nova sede. Os documentos anteriores a 1959 permanecem na antiga sede no Rio de Janeiro e os gerados após essa data estão alocados na sede do Ministério no Distrito Federal.

Origen del ingreso o transferencia

Os acervos relativos as legações do Império do Brasil foram custodiados pela Secretaria dos Negócios Estrangeiros (1822-1889), e com a Proclamação da República em 1889 tornaram-se parte do acervo do Ministério das Relações Exteriores onde se encontra atualmente.

Área de contenido y estructura

Alcance y contenido

Brigue denominado Delfim era uma embarcação possivelmente portuguesa, sob o comando de José Bento Cardoso. Embora não haja informações sobre seu proprietário, sua rota entre Lisboa, Benguela e o Rio de Janeiro sugere que fazia parte do intenso fluxo comercial que conectava Portugal, a África e o Brasil ao longo do século XIX. Esse circuito era vital para o abastecimento das colônias e, por muito tempo, também serviu ao tráfico transatlântico de escravizados, uma prática que persistiu, de maneira legal e ilegal, mesmo após os tratados internacionais. Benguela era um dos principais pontos de fornecimento de cativos para o Rio de Janeiro, uma cidade que, durante grande parte do século XIX, permaneceu como o epicentro da economia escravista brasileira. Assim, o caso do brigue Delfim reflete o auge do tráfico transatlântico de escravizados entre o Rio de Janeiro e Benguela na primeira metade do século XIX, sustentado por uma rede mercantil que conectava portos africanos e brasileiros. Nesse período, a crescente demanda por mão de obra escravizada no Brasil, impulsionada pela expansão da economia cafeeira, alimentava um sistema profundamente lucrativo, que resistia às pressões internacionais pela abolição .Benguela tornou-se importante porto desse comércio, oferecendo grande disponibilidade de cativos para atender às exigências do mercado brasileiro. Apesar das patrulhas navais destinadas a reprimir essas atividades, o tráfico permaneceu ativo por décadas, adaptando-se às mudanças legais e estruturais até seu declínio gradual em meados do século.

Valorización, destrucción y programación

A documentação do Arquivo Histórico do Itamaraty no Rio de Janeiro nunca foi objeto de Avaliação e Eliminação. Documentação de caráter permanente.

Acumulaciones

Sistema de arreglo

O Fundo Secretaria dos Negócios Estrangeiros do Império do Brasil (1822-1889), encontra-se organizado em dois grandes grupos (Atividade Meio e Atividade Fim). O primeiro está dividido em 04 séries (Organização e funcionamento, Pessoal, Contabilidade e Finanças, Material e Documentação) e a segunda em 07 séries (Legações do Império; Missões Especiais; Repartições Consulares; Atos, acordos e tratados internacionais; Comissões, congressos, eventos internacionais e afins; Limites e fronteiras e Relações com outros órgãos estatais, pessoas físicas e jurídicas).

Área de condiciones de acceso y uso

Condiciones de acceso

Sem restrições de acesso.
(Necessidade de agendamento prévio)

Condiciones

Os documentos textuais podem ser reproduzidos por via fotográfica, com uso de máquina fotográfica, telefone celular ou tablet, sem uso de iluminação extra. Para coleta de imagens com maior resolução e com a necessidade de iluminação especial se faz necessário a assinatura de instrumentos próprios.

Idioma del material

  • portugués

Escritura del material

    Notas sobre las lenguas y escrituras

    Características físicas y requisitos técnicos

    Documento em suporte de papel

    Instrumentos de descripción

    Inventário do Arquivo Histórico do Itamaraty no Rio de Janeiro. Documentação entre 1822 a 1889. Disponível em: https://www.gov.br/funag/pt-br/chdd/arquivos-chdd/pesquisa/catalogoahi_1822_1889.pdf

    Instrumento de descripción

    Área de materiales relacionados

    Existencia y localización de originales

    Existencia y localización de copias

    Unidades de descripción relacionadas

    Descripciones relacionadas

    Área de notas

    Notas

    Documento em estado ruim de conservação.

    Notas

    Há muitos rasgos e furos nas páginas que omitem vários trechos do texto

    Notas

    Aparece em alguns documentos a sigla JMB, como que indicando a autoria de uma anotação em uma das entradas do diário de bordo

    Notas

    Diversas localidades são informadas nas entradas do diário de bordo

    Identificador/es alternativo(os)

    Puntos de acceso

    Puntos de acceso por materia

    Puntos de acceso por lugar

    Puntos de acceso por autoridad

    Tipo de puntos de acceso

    Área de control de la descripción

    Identificador de la descripción

    Identificador de la institución

    Reglas y/o convenciones usadas

    Estado de elaboración

    Nivel de detalle

    Fechas de creación revisión eliminación

    Janeiro de 2024 a janeiro de 2025

    Idioma(s)

      Escritura(s)

        Fuentes

        BETHELL, Leslie. The abolition of the Brazilian slave trade: Britain, Brazil and the slave trade question. Cambridge University Press, 1970.

        CONDURU, Guilherme Frazão. O Museu Histórico e Diplomático do Itamaraty: história e revitalização. Brasília: FUNAG, 2013.

        FLORENTINO, Manolo. Em costas negras: uma história do tráfico atlântico de escravos entre a África e o Rio de Janeiro, séculos XVIII e XIX. Companhia das Letras, 1995.

        GABLER, Louise. A Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros e a consolidação das relações exteriores no Brasil. Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 2013.

        RODRIGUES, Jaime. “Neste tráfico não há lugar reservado”: traficantes portugueses no comércio de africanos para o Brasil entre 1818 e 1828. História (São Paulo), v. 36, p. e39, 2017.

        Nota del archivista

        Equipe da prestadora de serviço Tempo Real Produções ao Arquivo Histórico do Itamaraty: Jefferson do Nascimento Albino (Coordenador Geral). Kênia da Silva Vieira (Coordenadora de Descrição/Vice-coordenadora Geral). Antônio Inácio Reis (Descritor). Camila Oliveira da Silva (Descritora). Verônica dos Santos Silva (Descritora). Yan Melo de Almeida (Descritor). Nayara de Sousa Leite (Revisora). Thiago Souza de Mendonça (Coordenador de Revisão). Maiara De Souza Domequis (Descritora). Renan Cesar Rodrigues Ambrosio (Fotógrafo/Digitalizador). Renata Costa Pinto (Editora). Layla da Silva Ferreira (Pesquisadora/Historiadora). Luis Henrique Souza de Santos (Pesquisador/Historiador). Patrick Diego Sousa e Silva (Paleografia). Elem Suzane Brito de Assis (Tradução francês). Cristiane Patrocínio Franceschi (Tradução inglês). Fábio Eduardo Gomes (Estagiário em História).

        Equipe responsável pela estabilização dos suportes documentais: Susana Priscila Cerqueira Santos (Conservadora-Restauradora e Coordenadora). Natasha Lopes Pozzo de Oliveira (Assistente de conservação e restauração). Joanna da Costa Guerra (Assistente de conservação e restauração). Patrícia Paschoal Silva (Conservadora-Restauradora). Zoray Maria Teles (Conservadora-Restauradora).

        Objeto digital (Ejemplar original), área de permisos

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