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Série Fra - França
Escritório de Representação no Rio de Janeiro
Arquivo Histórico do Itamaraty no Rio de Janeiro
Secretaria dos Negócios Estrangeiros do Império do Brasil
Documentação relativa a Atividade-Fim
Legações do Império do Brasil
Comunicações com governos estrangeiros.
França
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Carta encaminhada ao Imperador D. Pedro I (1798-1834), falando a respeito de D. João e reiterando os laços de amizade entre Brasil e França, datado em 14 de abril de 1828 em Paris.
Carta encaminhada ao Imperador D. Pedro I (1798-1834), Informa o envio em anexo de um livro sobre o emprego do tempo o qual aconselha que seja utilizado pelos responsáveis do ensino e educação de jovens no Brasil. Informa também o envio em anexo de alguns exemplares de uma revista enciclopédica, datado em 06 de abril de 1829 em Paris.
Carta encaminhada ao Imperador D. Pedro I (1798-1834), relata que em 19 de agosto de 1829, a Imperatriz do Brasil acompanhada pelo Duque e pela Duquesa de Sax Weimar, visitou o internato de surdos e mudos da cidade de Gand dirigido pelo cônego Triest. Após esta visita, a Imperatriz demonstrou o desejo de criar uma instituição como essa no Brasil. Pelo exposto, informa o envio em anexo de um exemplar do livro "Olhar de um cego sobre os surdos e mudos", datado em 01 de junho de 1830 em Paris.
Anexo do despacho de 15 de outubro de 1822, de José Bonifácio de Andrada e Silva (1763-1838), ao ministro das Relações Exteriores na França, Conde de Montmorency, no qual relata a nomeação de Manuel Rodrigues Gameiro Pessoa (s.d.-1846) como encarregado de negócios, ocorrida em 12 de agosto de 1822.
Ofício de 19 de novembro de 1822, do ministro da Marinha e das Colônias, ao ministro das Relações Exteriores, no qual diz que em um relatório recebido no dia 2 de setembro de 1822, obteve detalhes sobre a situação da Bahia. O ministro da Marinha e das Colônias considera ter tido, constantemente, toda a atenção para manter o equilíbrio entre as partes beligerantes, brasileiros e portugueses.
Despacho de 7 de setembro de 1822, de Jean-Baptiste Maler (s.d.-s.d.), cônsul-geral da França no Brasil, ao Visconde de Montmorency, ministro das relações exteriores, no qual informa que um navio português vindo do Porto de Lisboa trouxe para a capital as primeiras notícias dos preparativos que estavam sendo feitos no país, no começo de julho, para equipar dois navios, duas fragatas e várias outras embarcações de guerra.
Despacho de 8 de setembro de 1822, de Jean-Baptiste Maler (s.d.-s.d.), cônsul-geral da França no Brasil, ao Visconde de Montmorency, ministro das relações exteriores, no qual informa o envio, em anexo, de um exemplar e a tradução de uma ordem do Príncipe Regente, pela qual encarrega o ministro das finanças de contratar um empréstimo de quatrocentos contos de réis para ser quitado em dez anos, com juros de seis por cento. Maler envia também, em anexo, um exemplar da balança de receitas e despesas efetuadas pelo tesouro público durante o ano de 1821, e relata que o príncipe decretou a suspensão do pagamento de dívidas anteriores até segunda ordem.
Despacho de 12 de setembro de 1822, de Jean-Baptiste Maler (s.d.-s.d.), cônsul-geral da França no Brasil, ao Visconde de Montmorency, ministro das relações exteriores, no qual comenta sobre os motins que aconteceram em Pernambuco nos primeiros dias do mês de agosto, concluindo que esses movimentos ratificam as dificuldades apresentadas no Brasil de operar a reunião dos poderes.
Despacho de 12 de setembro de 1822, de Jean-Baptiste Maler (s.d.-s.d.), cônsul-geral da França no Brasil, ao Visconde de Montmorency, ministro das relações exteriores, no qual anuncia a chegada de duas embarcações vindas da Bahia, Amazone e Lyonnaise, em 8 de setembro de 1822, e relata que outras duas ainda não chegaram.
Despacho de 12 de setembro de 1822, de Jean-Baptiste Maler (s.d.-s.d.), cônsul-geral da França no Brasil, ao Visconde de Montmorency, ministro das relações exteriores, no qual informa que a cidade de Montevidéu ainda não tinha manifestado sua opinião a respeito do sistema adotado pelo Brasil, e que a maioria das tropas portuguesas desejava se conservar sob a influência de Portugal.
Despacho de 19 de setembro de 1822, de Jean-Baptiste Maler (s.d.-s.d.), cônsul-geral da França no Brasil, ao Visconde de Montmorency, ministro das relações exteriores, no qual informa o envio, em anexo, de uma série de jornais da capital e o resumo dos últimos acontecimentos. Maler também comunica a chegada do Príncipe a sua residência em Boa Vista, na noite de 14 de setembro de 1822, e menciona a proclamação da independência do Brasil de Portugal, passando a ser um país autônomo.
Despacho de 19 de setembro de 1822, de Jean-Baptiste Maler (s.d.-s.d.), cônsul-geral da França no Brasil, ao Visconde de Montmorency, ministro das relações exteriores, no qual informa que o Príncipe Regente seria proclamado Rei do Brasil em 12 de outubro de 1822 e que a ele teria sido atribuído o título de defensor perpétuo do Reino do Brasil. Maler também comunica o envio, em anexo, de um exemplar da proclamação do príncipe, juntamente com a tradução da mesma dirigida aos paulistas.
Despacho de 24 de setembro de 1822, de Jean-Baptiste Maler (s.d.-s.d.), cônsul-geral da França no Brasil, ao Visconde de Montmorency, ministro das relações exteriores, no qual informa o envio, em anexo, de um exemplar extraordinário de um jornal da capital, datado de 21 de setembro de 1822. Segundo a publicação, era necessária a nomeação de D. Pedro I (1798-1834) como Imperador do Brasil. Maler também comunica a expedição de vários emissários para diversas municipalidades a fim de que aderissem à independência do Brasil. O cônsul francês cita Joaquim Gonçalves Lêdo e José Clemente Pereira como principais articuladores desta movimentação.
Despacho de 24 de setembro de 1822, de Jean-Baptiste Maler (s.d.), Cônsul-geral da França no Brasil, ao Visconde de Montmorency, ministro das relações exteriores, no qual comunica que, no dia 22 de setembro de 1822, o Colégio Eleitoral se reuniu às oito horas da manhã sem a presidência da municipalidade no convento de Benedictus. A reunião tinha a finalidade de nomear oito deputados que deveriam participar da assembleia geral constituinte. Maler informa a nomeação do Barão de Santo Amaro com 166 votos, o Doutor Agostinho Correia da Silva com 147 votos, Manuel José de Souza França com 143 votos, Joaquim Gonçalves Lêdo com 134 votos, Manoel Jacinto Nogueira da Gama com 126 votos, Antônio Luiz Pereira da Cunha (1760-1837) com 112 votos, o Bispo da Diocese com 108 votos e Jacinto Furtado de Mendonça com 105 votos.
Despacho de 24 de setembro de 1822, de Jean-Baptiste Maler (s.d.-s.d.), cônsul-geral da França no Brasil, ao Visconde de Montmorency, ministro das relações exteriores, no qual comunica que, como o Príncipe Regente não adotou e nem sancionou mudança em seu título, cessaria o exercício de suas funções de encarregado de negócios estrangeiros e passaria a se limitar às funções de cônsul-geral. Maler reitera sua obediência às instruções de manter boas relações com o Brasil e que aguarda novas instruções.
Despacho de 25 de setembro de 1822, de Jean-Baptiste Maler (s.d.-s.d.), cônsul-geral da França no Brasil, ao Visconde de Montmorency, ministro das relações exteriores, no qual declara que, segundo informações de um funcionário da imprensa nacional, uma decisão do Príncipe Regente seria publicada definindo o verde e o amarelo como novas cores da Marinha Militar e Mercante do Brasil.
Despacho de 26 de setembro de 1822, de Jean-Baptiste Maler (s.d.-s.d.), cônsul-geral da França no Brasil, ao Visconde de Montmorency, ministro das relações exteriores, no qual informa o envio, em anexo, do exemplar nº 116 da Gazeta da capital, datado de 26 de setembro de 1822. No referido exemplar consta a cópia de uma carta do Rei ao príncipe, datada de 3 de agosto de 1822 e a cópia da resposta do príncipe.
Despacho de 30 de setembro de 1822, de Jean-Baptiste Maler (s.d.-s.d.), cônsul-geral da França no Brasil, ao Visconde de Montmorency, ministro das relações exteriores, no qual informa que as embarcações União, Maria da Glória, Liberal e Reino Unido, enviadas em julho pelo Príncipe Regente à Bahia contra o governo, chegaram ao Rio de Janeiro na noite de 29 de setembro de 1822. Maler também relata que o Brasil não tinha uma classe própria dedicada à profissão de marinheiro, sendo todos os recursos navais de origem estrangeira.
Cópia de despacho de 12 de outubro de 1822, de Jean-Baptiste Maler (s.d.-s.d.), cônsul-geral da França no Brasil, ao ministro José Bonifácio de Andrada e Silva (1763-1838), no qual comunica que cessaria, momentaneamente, o exercício de suas funções de encarregado de negócios estrangeiros devido à mudança de título do Príncipe Regente para Imperador, e que a partir de então, limitaria-se às funções de cônsul geral até a chegada de instruções do ministério francês.
Cópia de despacho de 12 de outubro de 1822, de Jean-Baptiste Maler (s.d.-s.d.), cônsul-geral da França no Brasil, em resposta a um Barão. Maler relata que, devido aos últimos acontecimentos, não poderia se apresentar à Corte do Brasil sem novas ordens do Rei da França para informar o estado de saúde do referido Barão ao Príncipe Regente.
Cópia do ofício de 12 de outubro de 1822, do encarregado de negócios da Áustria, a Jean-Baptiste Maler (s.d.-s.d.), cônsul-geral da França no Brasil, na qual relata que, por questões de saúde, não poderia parabenizar pessoalmente o Príncipe Regente pelo seu aniversário. O encarregado austríaco pede ao cônsul que transmita suas felicitações.
Despacho de 13 de outubro de 1822, de Jean-Baptiste Maler (s.d.-s.d.), cônsul-geral da França no Brasil, ao Visconde de Montmorency, ministro das relações exteriores, no qual considera que, por conta de circunstâncias delicadas, não poderia tomar atitudes que fossem mal vistas por Portugal e pela Europa, e que seria prudente poupar o tanto quanto pudesse a suscetibilidade natural do Príncipe Regente e dos membros do governo. Maler também relata que comunicou ao ministro Andrada sobre a cessão de suas funções de encarregado de negócios, passando a limitar-se somente às funções de cônsul-geral. O cônsul francês acrescenta que soube no dia 9 de outubro de 1822, através do Sr. Telles da Silva, um dos senhores da Câmara do Rei, que o objetivo dos dirigentes da municipalidade era impor ao príncipe a condição de observar e de executar a Constituição que seria feita pelas Cortes do Brasil para obtenção da Coroa.
Cópia de despacho de 12 de outubro de 1822, de Jean-Baptiste Maler (s.d.-s.d.), cônsul-geral da França no Brasil, ao ministro José Bonifácio de Andrada e Silva (1763-1838), no qual comunica que cessaria, momentaneamente, o exercício de suas funções de encarregado de negócios estrangeiros devido à mudança de título do Príncipe Regente para Imperador, e que a partir de então, limitaria-se às funções de cônsul geral até a chegada de instruções do ministério francês.
Ofício de 15 de outubro de 1822, de Manuel Rodrigues Gameiro Pessoa (s.d.-1846), ao Sr. d’Hermann, diretor das Chancelarias no Ministério das Relações Exteriores, no qual comunica o envio, em anexo, de uma carta credencial da parte do Príncipe Regente.
Despacho de 17 de outubro de 1822, de Jean-Baptiste Maler (s.d.-s.d.), cônsul-geral da França no Brasil, ao Visconde de Montmorency, ministro das relações exteriores, no qual informa o envio, em anexo, de um exemplar do processo verbal redigido pela municipalidade na sessão extraordinária de 10 de outubro de 1822, a respeito da proclamação do príncipe como imperador. Maler também enviou exemplares da Gazeta dos dias 15 e 17 de outubro de 1822.
Despacho de 18 de outubro de 1822, de Jean-Baptiste Maler (s.d.-s.d.), cônsul-geral da França no Brasil, ao Visconde de Montmorency, ministro das relações exteriores, no qual relata que o Sr. Pereira e o Sr. Ledo queriam atenuar e circunscrever a autoridade do Príncipe Regente. Conta que através de uma ordem, datada de 5 de outubro de 1822, o príncipe prescreveu a formação de uma guarda cívica composta de um Estado Maior, quatro batalhões de infantaria e dois esquadrões de cavalaria, totalizando 1718 homens. Maler também informa o envio, em anexo, de duas outras ordens do príncipe, uma determinando o novo símbolo do Brasil, outra prescrevendo a forma e as cores de uma nova bandeira e do brasão das forças armadas do Brasil.
Despacho de 17 de outubro de 1822, de Jean-Baptiste Maler (s.d.-s.d.), cônsul-geral da França no Brasil, ao Visconde de Montmorency, ministro das relações exteriores, no qual informa que, de acordo com as últimas notícias de Montevidéu, o general Carlos Frederico Lecor (1764-1836) abraçou a causa do Brasil.
Despacho de 19 de outubro de 1822, de Jean-Baptiste Maler (s.d.-s.d.), cônsul-geral da França no Brasil, ao Visconde de Montmorency, ministro das relações exteriores, no qual informa o envio de um exemplar, com a tradução, das comunicações oficiais impressas pela municipalidade, em relação à aclamação do Príncipe Regente, agora imperador constitucional do Brasil.
Despacho de 21 de outubro de 1822, de Jean-Baptiste Maler (s.d.-s.d.), cônsul-geral da França no Brasil, ao Visconde de Montmorency, ministro das relações exteriores, informando o envio, em anexo, do exemplar de uma proclamação, com a tradução, na qual o chefe do governo brasileiro se dirige aos portugueses. Proclamação proferida em 21 de outubro de 1822.
Despacho de 22 de outubro de 1822, de Jean-Baptiste Maler (s.d.-s.d.), cônsul-geral da França no Brasil, ao Visconde de Montmorency, ministro das relações exteriores, relatando que estavam presentes no dia 12 de outubro, na coroação do Príncipe como Imperador, os cônsules da Rússia e da Inglaterra. Maler envia, em anexo, uma cópia do bilhete escrito pelo Barão Marechal, e conclui que dizer que estava doente foi uma estratégia adotada pelo Barão para não comparecer ao evento da coroação. No bilhete, o Barão Marechal comenta que, por não ter comparecido, estava sendo mal interpretado, pois não tinha a intenção de se opor ou censurar as mudanças ocorridas.
Ofício de 25 de outubro de 1822, enviado ao Príncipe Regente, D. Pedro I (1798-1834), no qual o emissor da mensagem ratifica a aprovação do príncipe pelos brasileiros e comenta que através das cartas do referido príncipe, entregues por Jacques-Marie Aymard (s.d.-1837), conde de Gestas, tomou conhecimento da intenção de D. Pedro I (1798-1834) de manter e aumentar as relações entre Brasil e França. O emissor conclui possuir o mesmo ponto de vista de D. Pedro I (1798-1834) e faz votos para que as relações entre Brasil e Portugal também sejam amistosas.
Ofício de 27 de outubro de 1822, do inspetor do Arsenal, Francisco Antônio da Silva Pacheco, dirigida a Jean-Baptiste Maler (s.d.-s.d.), cônsul-geral da França no Brasil, em observação às ordens transmitidas por Manoel Antônio Farinha, ministro e secretário de Estado da Marinha, sobre as medidas a serem tomadas para verificar se estavam a bordo da fragata União os marinheiros franceses, convidados pelo comandante David Juvet. O inspetor informa o envio de seu adjunto, o capitão de fragata, Luís Severiano da Veiga, a bordo da dita fragata para fazer pessoalmente as buscas. Durante as buscas, o marinheiro Louis Aller foi encontrado.
Cópia da despacho de 1 de novembro de 1822, de Jean-Baptiste Maler (s.d.-s.d.), cônsul-geral da França no Brasil, dirigida ao ministro José Bonifácio de Andrada e Silva (1763-1838), no qual comunica que foi expedido do porto de Havre, por ordens do Sr. Roussin, vários equipamentos detalhados na nota enviada em anexo. Os referidos equipamentos chegaram no dia 30 de outubro de 1822. O cônsul francês solicita ao ministro as ordens convenientes a fim de que os objetos destinados à fragata do Rei fossem recebidos sem desembaraço aduaneiro.
Despacho de 5 de novembro de 1822, de Jean-Baptiste Maler (s.d.-s.d.), cônsul-geral da França no Brasil, ao Visconde de Montmorency, ministro das relações exteriores, no qual ressalta a fama e sucesso do partido de Joaquim Gonçalves Ledo após a proclamação de D. Pedro I (1798-1834) como imperador, concluindo que o referido partido seria uma facção demagógica, e que o partido contrário, dirigido pelo Sr. Andrada, teria caído em uma armadilha. O cônsul francês ainda conta que os dois Andradas adotaram algumas medidas repressivas, como a suspensão de reuniões maçônicas e o banimento do redator responsável pelo Correio. Maler acrescenta que os Andrada e o ministro da Marinha pediram demissão. O príncipe visitou os ministros a fim de convencê-los a retornar às suas funções, levou também sua esposa, a princesa, para que o ajudasse a convencê-los.
Despacho de 6 de novembro de 1822, de José Bonifácio de Andrada e Silva (1763-1838), a Jean-Baptiste Maler (s.d.-s.d.), cônsul-geral da França no Brasil, no qual comunica, em resposta à nota de 1 de novembro de 1822, que as ordens para recebimento dos equipamentos, sem desembaraço aduaneiro, foram dadas pelo imperador sem a mínima hesitação em favor do governo francês.
Despacho de 8 de novembro de 1822, de Jean-Baptiste Maler (s.d.-s.d.), cônsul-geral da França no Brasil, ao Visconde de Montmorency, ministro das relações exteriores, no qual relata que a presença de um grande armamento na enseada é uma consequência natural dentro de um país revolucionado. Faz considerações a respeito do comandante da fragata União, David Juvet, concluindo que o mesmo adotava práticas tenebrosas. Informa que desde 17 de outubro de 1822, foi colocado, em todos os lugares públicos, a ordem do imperador requerendo que as capturas efetuadas por seus navios seriam imediatamente atribuídas a tripulação e os estrangeiros que desejassem ser marinheiros, e que os mesmos receberiam uma gratificação de 200 francos e pagamentos mensais.
Correspondência de 10 de novembro de 1822, de José Bonifácio de Andrada e Silva (1763-1838), a Jean-Baptiste Maler (s.d.-s.d.), cônsul-geral da França no Brasil, na qual comunica ao cônsul francês a criação de uma nova bandeira e um novo símbolo para o Brasil.
Cópia do despacho de 11 de novembro de 1822, de Jean-Baptiste Maler (s.d.-s.d.), cônsul-geral da França no Brasil, a José Bonifácio de Andrada e Silva (1763-1838), no qual acusa o recebimento da carta, de 10 de novembro de 1822, a respeito de uma nova bandeira e um novo símbolo para o Brasil. Maler informa a transmissão desta comunicação oficial ao ministro do Rei da França, que certamente levaria as novas disposições ao conhecimento dos comandantes dos navios de guerra franceses que estivessem na costa do Brasil.
Despacho de 15 de novembro de 1822, de Jean-Baptiste Maler (s.d.-s.d.), cônsul-geral da França no Brasil, ao Visconde de Montmorency, ministro das relações exteriores, no qual relata a cerimônia de bênção da nova bandeira e do novo símbolo do Brasil, ocorrida no dia 10 de novembro de 1822, na capela imperial. Informa o envio, em anexo, da tradução do discurso do príncipe, feito na referida data (10 de novembro). Comenta que tomou conhecimento através do comandante de navios da França, Sr. Roussin, que o comandante de navios da Inglaterra, Sr. Hall, saudaria os novos símbolos do Brasil com 21 tiros de canhão no dia 12 de novembro. O cônsul francês considerou essa resolução intempestiva, pois as embarcações estrangeiras não teriam recebido nenhum aviso prévio do governo referente às novas prescrições, e que ainda não tinham deliberado se iriam ou não fazer a saudação. Posteriormente, chegaram ordens expressas da França e da Inglaterra reconhecendo oficialmente o imperador. Sendo assim, as embarcações francesas
Despacho de 16 de novembro de 1822, de Jean-Baptiste Maler (s.d.), cônsul-geral da França no Brasil, ao Visconde de Montmorency, ministro das relações exteriores, no qual acusa o recebimento de duas cartas do ministro, datadas de 10 de junho de 1822 e 31 de julho de 1822, autorizando seu afastamento para férias e a designação de Jacques-Marie Aymard (s.d.-1837), Conde de Gestas como seu substituto. Maler relata que o referido Conde está em viagem, sem previsão de retorno, e que se afastará somente depois de seu retorno. Comenta que desde o dia 4 de agosto de 1822 trabalha ativamente contra as taxas arbitrárias pagas pelos comerciantes nos portos do Brasil, as mesmas pagas pelas outras nações, com exceção da Inglaterra. Comunica a tentativa de convencer o ministro Andrada das vantagens que teria o Brasil ao facilitar a entrada de artigos de primeira necessidade que a França poderia fornecer de boa qualidade e com preços favoráveis.
Ofício de 20 de novembro de 1822, dirigido ao Marquês Clermont Tonnerre, ministro da Marinha, na qual o emissor acusa o recebimento da carta de 19 de novembro de 1822 e do relatório enviado da Bahia por Albin Reine Roussin (1781-1854), Barão Roussin, comandante da divisão naval no Brasil. O emissor considerou sábia a conduta de Roussin diante da situação na Bahia.
Despacho de 20 de novembro de 1822, de Jean-Baptiste Maler (s.d.), cônsul-geral da França no Brasil, ao Visconde de Montmorency, ministro das relações exteriores, na qual comenta sobre a atmosfera amistosa existente entre ele e o ministro Andrada. Relata que, em conversa com o ministro, o mesmo teria dito, com surpreendente amabilidade, que o cônsul francês era o único a manter-se neutro e que, mesmo assim, seu governo não deixava de oferecer todo tipo de apoio ao Brasil. Em resposta ao ministro brasileiro, Maler disse que o governo francês não o teria ordenado mudar seu ponto de vista, ele simplesmente se mantinha neutro por necessidade, enquanto aguardava novas instruções de seu governo. Conta que o ministro brasileiro o disse, confidencialmente, que o imperador acabara de escrever uma carta afetuosa dirigida ao governo da França informando os principais acontecimentos da capital e pedindo conselhos ao Rei.
Ofício nº 8, de 25 de novembro de 1822, de Visconde de Montmorency, ministro das relações exteriores, a Jean-Baptiste Maler (s.d.), cônsul-geral da França no Brasil, na qual acusa o recebimento das correspondências enviadas, em especial a de nº 227 de 12 de setembro de 1822. O visconde agradece o tratamento recebido pelas tripulações francesas que chegam ao Rio de Janeiro.
Despacho de 26 de novembro de 1822, de Jean-Baptiste Maler (s.d.), cônsul-geral da França no Brasil, ao Visconde de Montmorency, ministro das relações exteriores, na qual acusa o recebimento de uma carta de 31 de agosto de 1822, escrita pelo ministro das Finanças, solicitando o envio do Almanaque que o governo brasileiro publicaria, mas que não havia previsão para impressão.
Despacho de 27 de novembro de 1822, de Jean-Baptiste Maler (s.d.), cônsul-geral da França no Brasil, ao Visconde de Montmorency, ministro das relações exteriores, na qual informa a chegada de um navio francês vindo da Bahia, no dia 25 de novembro de 1822. Relata a ida do imperador até sua casa para pedir notícias da Bahia, na ocasião, disse a ele que recebeu três cartas de 15 de novembro de 1822, tais cartas revelavam detalhes sobre uma saída do general Madeira, do dia 6 para o dia 7, Maler leu as cartas para o imperador. Conta que ao aceitar uma taça de vinho, o imperador ofereceu um brinde ao Rei Luís XVII. Aproveitou a ocasião e apresentou o Sr. Delasusse, comandante do navio vindo da Bahia, ao imperador. O soberano teceu elogios à celeridade de suas viagens. O cônsul francês comenta que foi a primeira vez que o Príncipe Regente foi a casa de um agente estrangeiro e que, justamente por isso, a visita gerou comentários na cidade.
Despacho de 27 de novembro de 1822, de Jean-Baptiste Maler (s.d.-s.d.), cônsul-geral da França no Brasil, ao Visconde de Montmorency, ministro das relações exteriores, na qual acusa o recebimento, no dia 8 de novembro de 1822, de uma carta do ministro francês, de 27 de julho de 1822, referente ao direito exigido pelo governo do Rio Negro, antes de permitir a pesca.
Despacho de 28 de novembro de 1822, de Jean-Baptiste Maler (s.d.), cônsul-geral da França no Brasil, ao Visconde de Montmorency, ministro das relações exteriores, na qual informa a partida das embarcações brasileiras União, Carolina e Liberal, saídas do Rio de Janeiro com destino a Montevidéu. Comenta que a presença das referidas embarcações seria indispensável no auxílio ao general Carlos Frederico Lecor (1764-1836), defensor da causa do Brasil. Maler alega que a maioria da divisão naval portuguesa aqui presente era a favor de Portugal e conclui a urgência de embarcar essas tropas para Lisboa.
Despacho de 4 de dezembro de 1822, de Jean-Baptiste Maler (s.d.), cônsul-geral da França no Brasil, ao Visconde de Montmorency, ministro das relações exteriores, na qual descreve a cerimônia de coroação do imperador em 1º de dezembro de 1822. Maler informa o envio, em anexo, do jornal Gazeta, de 3 de novembro de 1822, contendo notícias da solenidade.
Despacho de 4 de dezembro de 1822, de Jean-Baptiste Maler (s.d.), cônsul-geral da França no Brasil, ao Visconde de Montmorency, ministro das relações exteriores, na qual comunica o envio, em anexo, de uma decisão do imperador, criando uma nova ordem de cavalaria nomeada Ordem Imperial do Cruzeiro. Maler informa que a formação dos membros da ordem, prevista para 6 de janeiro de 1823, aconteceu no dia 1 de dezembro de 1822. O cônsul francês também relata a nomeação da irmã do ministro Andrada como camareira-mor da Imperatriz.
Despacho de 5 de dezembro de 1822, de Jean-Baptiste Maler (s.d.), cônsul-geral da França no Brasil, ao Visconde de Montmorency, ministro das relações exteriores, na qual informa o envio, em anexo, de um bilhete recebido do ministro Andrada tratando da cerimônia de coroação do imperador. Maler relata a posição que outros agentes estrangeiros tiveram em relação à participação na solenidade, concluindo que o melhor a fazer seria continuar a manter-se neutro e agir como a maioria dos outros agentes participantes da coroação.
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BR DFMRE RIO-AHI-SNEIB-FIM-LEG-ComGovEx-Fra
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França
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1822 - 1889 (创建)
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Série
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