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BR DFMRE RIO-AHI-SNEIB-FIM-COM-CMis-CMBrGBr--Avis_L31-M01_1819-02-04 · Item documental · 04/02/1819
Parte de Escritório de Representação no Rio de Janeiro

O patacho brasileiro Velha do Diu, de propriedade de Antonio Fernandes Coelho e sob o comando de Antônio Germano Soares, partiu de São João da Barra de Campos com destino a Benevente, no Espírito Santo, em 28 de junho de 1850, contando com 11 tripulantes a bordo.
O patacho, uma embarcação de médio porte com dois mastros e 116 toneladas, era amplamente utilizado no transporte costeiro, adequado tanto para o comércio regular quanto para atividades clandestinas. O itinerário do Velha do Diu, ligando São João da Barra de Campos a Benevente, sugere uma rota interprovincial dentro do território brasileiro, coerente com o aumento do tráfico interno de cativos após a proibição do tráfico atlântico. São João da Barra, no norte fluminense, era um porto ativo no comércio de mercadorias e, possivelmente, um ponto de redistribuição de cativos vindos de outras regiões. Benevente, por sua vez, situava-se no Espírito Santo, uma província que, embora não fosse um grande centro de recepção de africanos escravizados, integrava as rotas de deslocamento de cativos para áreas agrícolas em expansão, como as lavouras de café no Sudeste. Contudo, o itinerário da embarcação foi interrompido devido à sua interceptação por uma fragata de esquadra britânica. A captura da embarcação ocorreu em um período de intensificação da repressão ao tráfico de africanos escravizados, especialmente após a Lei Eusébio de Queirós (1850), que proibiu definitivamente a importação de cativos para o Brasil. Durante essa década, a patrulha naval britânica vigiava de perto a costa brasileira, interceptando navios suspeitos de envolvimento no tráfico negreiro ou na redistribuição de escravizados dentro do território nacional.

Manoel Ignacio de Sampaio (1778 - 1856)
BR DFMRE RIO-AHI-SNEIB-FIM-COM-CMis-CMBrGBr--Avis_L31-M01_1819-02-12 · Item documental · 12/02/1819
Parte de Escritório de Representação no Rio de Janeiro

O patacho brasileiro Velha do Diu, de propriedade de Antonio Fernandes Coelho e sob o comando de Antônio Germano Soares, partiu de São João da Barra de Campos com destino a Benevente, no Espírito Santo, em 28 de junho de 1850, contando com 11 tripulantes a bordo.
O patacho, uma embarcação de médio porte com dois mastros e 116 toneladas, era amplamente utilizado no transporte costeiro, adequado tanto para o comércio regular quanto para atividades clandestinas. O itinerário do Velha do Diu, ligando São João da Barra de Campos a Benevente, sugere uma rota interprovincial dentro do território brasileiro, coerente com o aumento do tráfico interno de cativos após a proibição do tráfico atlântico. São João da Barra, no norte fluminense, era um porto ativo no comércio de mercadorias e, possivelmente, um ponto de redistribuição de cativos vindos de outras regiões. Benevente, por sua vez, situava-se no Espírito Santo, uma província que, embora não fosse um grande centro de recepção de africanos escravizados, integrava as rotas de deslocamento de cativos para áreas agrícolas em expansão, como as lavouras de café no Sudeste. Contudo, o itinerário da embarcação foi interrompido devido à sua interceptação por uma fragata de esquadra britânica. A captura da embarcação ocorreu em um período de intensificação da repressão ao tráfico de africanos escravizados, especialmente após a Lei Eusébio de Queirós (1850), que proibiu definitivamente a importação de cativos para o Brasil. Durante essa década, a patrulha naval britânica vigiava de perto a costa brasileira, interceptando navios suspeitos de envolvimento no tráfico negreiro ou na redistribuição de escravizados dentro do território nacional.

Manoel Ignacio de Sampaio (1778 - 1856)
RIO-AHI-SNEIB-FIM-ROPFJ-PJBr-ReligBR-Cart_312-3-30_1855-10-18 · Item documental · 18/04/1855
Parte de Escritório de Representação no Rio de Janeiro

Beneplácito Régio era um preceito que determinava que as decisões e determinações da Igreja, para terem validade no território de Portugal, precisavam receber a aprovação explícita do monarca. Esta prerrogativa do rei já existia durante o reinado de D. Pedro I, ou possivelmente antes, foi abolido em 1487, durante o reinado de D. João II. No entanto, a Coroa Portuguesa continuou a exercer um controle indireto sobre certos atos e documentos eclesiásticos, e o beneplácito régio foi posteriormente restaurado e expandido. A imposição deste direito do Estado só foi encerrada durante o período da República.
O Cólera Morbos: O século XIX foi marcado por diferentes epidemias que assolaram a Europa, África, Ásia e América. No nosso contexto, a primeira grande onda epidêmica de cólera ocorreu em 1855, mas desde as primeiras décadas do século ela vinha sendo registrada em distintas partes do país. quando a doença desembarcou em solo brasileiro através dos portos, espalhando-se rapidamente devido à falta de infraestrutura sanitária adequada e a escassez de conhecimento médico sobre a doença contribuíram para sua propagação avassaladora. As cidades mais afetadas foram aquelas com maior concentração urbana, como Rio de Janeiro, Salvador e Recife. Que sofriam com a falta de saneamento, com ruas insalubres, com água contaminada sendo consumida, má alimentação da população escravizada e operária pobre, e as más condições de habitação foram alguns pontos de discussão médica e política para tentar contornar as periódicas e epidemias.

Arcebispo da Bahia
RIO-AHI-SNEIB-FIM-COM-CMis-CMBrGBr-Fld-Cerd_L16-M4_1838-05-16 · Item documental · 16/05/1838
Parte de Escritório de Representação no Rio de Janeiro

Em 1838, a escuna portuguesa denominada Flor de Loanda, de propriedade de Manoel Antônio Teixeira Barbosa e comandada pelo próprio, partiu do porto de São Paulo de Loanda, em Angola, com destino a Moçambique, realizando uma escala em Cabinda. O itinerário da embarcação, conectando Angola, na África Ocidental, a Moçambique, na África Oriental, reflete uma estratégia comum do período, utilizada para escapar da crescente fiscalização nas rotas tradicionais do Atlântico. Os portos de Angola eram, à época, um dos principais provedores de escravizados para as Américas, sobretudo para o Brasil. Cabinda, por sua vez, servia como um ponto estratégico para abastecimento e reorganização das operações. Contudo, no trajeto, o Flor de Loanda foi interceptado próximo à Ilha de Maricá, na costa brasileira, pela corveta britânica H.M.S. Rover, sob o comando de Charles Eden. O navio foi apreendido e levado ao Rio de Janeiro, um dos principais portos de entrada de escravizados no Império do Brasil. A escolha do Rio como destino após a apreensão está diretamente relacionada ao contexto político e legal da época. Desde a promulgação da Lei de 1831, que proibia a importação de escravizados no Brasil, o tráfico havia se tornado oficialmente ilegal, embora permanecesse amplamente ativo de forma clandestina. O envio de embarcações capturadas para o Rio de Janeiro permitia a investigação e julgamento dos casos, em conformidade com os tratados firmados entre o Brasil, Portugal e o Reino Unido, que buscavam reprimir o comércio transatlântico.

Sem título
BR DFMRE RIO-AHI-SNEIB-FIM-COM-CMis-CMBrGBr-Mrv-Cerd_L21-M3-P1_1860-01-12 · Item documental · 12/01/1860
Parte de Escritório de Representação no Rio de Janeiro

Sumaca de bandeira brasileira, pertencente ao comerciante Francisco de Sousa Paraíso. A embarcação foi consignada a João Barbosa da França, e estava sob o comando de Francisco José da Rocha. Partiu da Bahia em 7 de março de 1845, com destino declarado à Serra Leoa, realizando escalas pela costa da África, uma rota característica das embarcações que operavam no circuito do tráfico transatlântico de africanos escravizados. Em seu interior, a embarcação contava com 14 tripulantes a bordo e foi apreendida pouco mais de um mês depois, em 17 de abril de 1845, no porto de Onim, um dos pontos mais movimentados da costa da Mina. A captura foi efetuada pelo brigue britânico Star, que atuava no patrulhamento do Atlântico sob a missão de reprimir o tráfico ilegal de escravizados. Após a apreensão, a Minerva foi levada para Serra Leoa, colônia britânica que havia se consolidado como centro de julgamentos e triagem de embarcações capturadas por envolvimento no tráfico. Serra Leoa era um dos principais centros britânicos de triagem e julgamento de navios suspeitos de envolvimento com comércio ilegal de africanos. Servindo como base para a Comissão Mista, as embarcações capturadas eram levadas a Serra Leoa para serem submetidas a processos judiciais, nos quais sua carga e documentos eram examinados para determinar a legalidade da viagem, destacando a complexidade do período no que diz respeito à repressão do comércio atlântico de escravizados. O itinerário da Minerva revela a continuidade das atividades de tráfico, mesmo após a intensificação das medidas repressivas britânicas e a assinatura de tratados antitráfico entre Brasil e Inglaterra. A costa ocidental africana, especialmente portos como Onim, continuava sendo um ponto estratégico para o embarque de cativos, enquanto o uso de rotas indiretas ou destinos fictícios, como Serra Leoa, era uma prática comum entre os traficantes para despistar eventuais interceptações.

Manoel Batista Carneiro de Mattos Guerra
BR DFMRE RIO-AHI-SNEIB-FIM-COM-CMis-CMBrGBr-Mrv-Cerd_L21-M3-P1_1860-01-30 · Item documental · 30/01/1860
Parte de Escritório de Representação no Rio de Janeiro

Sumaca de bandeira brasileira, pertencente ao comerciante Francisco de Sousa Paraíso. A embarcação foi consignada a João Barbosa da França, e estava sob o comando de Francisco José da Rocha. Partiu da Bahia em 7 de março de 1845, com destino declarado à Serra Leoa, realizando escalas pela costa da África, uma rota característica das embarcações que operavam no circuito do tráfico transatlântico de africanos escravizados. Em seu interior, a embarcação contava com 14 tripulantes a bordo e foi apreendida pouco mais de um mês depois, em 17 de abril de 1845, no porto de Onim, um dos pontos mais movimentados da costa da Mina. A captura foi efetuada pelo brigue britânico Star, que atuava no patrulhamento do Atlântico sob a missão de reprimir o tráfico ilegal de escravizados. Após a apreensão, a Minerva foi levada para Serra Leoa, colônia britânica que havia se consolidado como centro de julgamentos e triagem de embarcações capturadas por envolvimento no tráfico. Serra Leoa era um dos principais centros britânicos de triagem e julgamento de navios suspeitos de envolvimento com comércio ilegal de africanos. Servindo como base para a Comissão Mista, as embarcações capturadas eram levadas a Serra Leoa para serem submetidas a processos judiciais, nos quais sua carga e documentos eram examinados para determinar a legalidade da viagem, destacando a complexidade do período no que diz respeito à repressão do comércio atlântico de escravizados. O itinerário da Minerva revela a continuidade das atividades de tráfico, mesmo após a intensificação das medidas repressivas britânicas e a assinatura de tratados antitráfico entre Brasil e Inglaterra. A costa ocidental africana, especialmente portos como Onim, continuava sendo um ponto estratégico para o embarque de cativos, enquanto o uso de rotas indiretas ou destinos fictícios, como Serra Leoa, era uma prática comum entre os traficantes para despistar eventuais interceptações.

Cândido Silvestre de Faria
RIO-AHI-SNEIB-FIM-COM-CMis-CMBrGBr-Gun-Cert_L17-M3_1841-03-02 · Item documental · 02/03/1841
Parte de Escritório de Representação no Rio de Janeiro

O brigue Guiana, embarcação de bandeira inglesa operou entre as décadas de 1840 e 1850, se inserindo no contexto do tráfico atlântico de escravizados em um momento de crescente repressão internacional, mas ainda de intensa atividade clandestina entre a costa brasileira e a África Ocidental. De propriedade de Feliciana Maria de Brito Lopes, viúva de Manoel Francisco Lopes, o navio foi fretado às firmas Logari e Moore, o que sugere o envolvimento de intermediários ou agentes comerciais que buscavam driblar as legislações proibitivas valendo-se da utilização de bandeiras estrangeiras.
A presença de uma embarcação inglesa nesse circuito, apesar da postura oficial britânica de combate ao tráfico, não era incomum: muitas vezes navios eram registrados sob bandeiras neutras ou mesmo sob falsos registros, como forma de dificultar as abordagens e encobrir as atividades ilícitas.
Comandado por George Nickles, o Guiana partiu do porto da Bahia, tradicional centro de embarque e desembarque de mercadorias e pessoas ligadas ao comércio atlântico, com destino à cidade portuária de Onim, na região do Golfo do Benim — um dos principais pontos de concentração de redes traficantes naquele período. O itinerário Bahia–Onim revela a persistência das rotas consolidadas ao longo do século XIX, mesmo sob a vigilância crescente das forças navais britânicas e a intensificação das ações diplomáticas e legais contra o tráfico. A articulação entre proprietários locais, firmas comerciais e comandantes estrangeiros aponta para a complexidade das redes envolvidas nesse comércio ilegal, que continuava a movimentar grandes somas de capital e a alimentar a economia escravista brasileira, mesmo diante de crescentes restrições.
Contudo, a embarcação foi apreendida pela escuna Viper, sob o comando de George Burselen, reforçando o papel ativo da marinha britânica na repressão ao tráfico. Levado para Serra Leoa, centro judicial e administrativo das operações britânicas de combate ao tráfico ilegal, o caso do Guiana exemplifica a vigilância constante nas rotas atlânticas e a tentativa de sufocar as operações por meio da apreensão de navios.

Sem título
RIO-AHI-SNEIB-FIM-COM-CMis-CMBrGBr-Gun-Cert_L17-M3_1859-05-14 · Item documental · 14/05/1859
Parte de Escritório de Representação no Rio de Janeiro

O brigue Guiana, embarcação de bandeira inglesa operou entre as décadas de 1840 e 1850, se inserindo no contexto do tráfico atlântico de escravizados em um momento de crescente repressão internacional, mas ainda de intensa atividade clandestina entre a costa brasileira e a África Ocidental. De propriedade de Feliciana Maria de Brito Lopes, viúva de Manoel Francisco Lopes, o navio foi fretado às firmas Logari e Moore, o que sugere o envolvimento de intermediários ou agentes comerciais que buscavam driblar as legislações proibitivas valendo-se da utilização de bandeiras estrangeiras.
A presença de uma embarcação inglesa nesse circuito, apesar da postura oficial britânica de combate ao tráfico, não era incomum: muitas vezes navios eram registrados sob bandeiras neutras ou mesmo sob falsos registros, como forma de dificultar as abordagens e encobrir as atividades ilícitas.
Comandado por George Nickles, o Guiana partiu do porto da Bahia, tradicional centro de embarque e desembarque de mercadorias e pessoas ligadas ao comércio atlântico, com destino à cidade portuária de Onim, na região do Golfo do Benim — um dos principais pontos de concentração de redes traficantes naquele período. O itinerário Bahia–Onim revela a persistência das rotas consolidadas ao longo do século XIX, mesmo sob a vigilância crescente das forças navais britânicas e a intensificação das ações diplomáticas e legais contra o tráfico. A articulação entre proprietários locais, firmas comerciais e comandantes estrangeiros aponta para a complexidade das redes envolvidas nesse comércio ilegal, que continuava a movimentar grandes somas de capital e a alimentar a economia escravista brasileira, mesmo diante de crescentes restrições.
Contudo, a embarcação foi apreendida pela escuna Viper, sob o comando de George Burselen, reforçando o papel ativo da marinha britânica na repressão ao tráfico. Levado para Serra Leoa, centro judicial e administrativo das operações britânicas de combate ao tráfico ilegal, o caso do Guiana exemplifica a vigilância constante nas rotas atlânticas e a tentativa de sufocar as operações por meio da apreensão de navios.

Sem título
BR DFMRE RIO-AHI-SNEIB-FIM-COM-CMis-CMBrGBr-Prv-Cert_L27-M2_1827-03-16 · Item documental · 16/03/1827
Parte de Escritório de Representação no Rio de Janeiro

De propriedade de D. Ana Josefa de Bonfim e Oliveira, viúva de Joaquim José de Oliveira, o patacho brasileiro chamado Providência, partiu do porto da Bahia, em fins de 1826, sob o comando de João Pedro de Sousa, com destino ao porto de Molembo, localizado na costa centro-ocidental africana. Pesando 147 toneladas, o Providência estava inserido numa ampla rede de comércio transatlântico ao longo do século XIX. Indícios apontam a importância de Joaquim José de Oliveira para o tráfico ilícito de escravizados entre Bahia e portos da África Ocidental na medida em que apresentava-se como proprietário de diversas embarcações que, entre 1810 e 1830, realizavam itinerário semelhante ao que Andorinha pretendia desenvolver em 1829. O comércio entre a Bahia e os portos africanos, exemplificado pela viagem do patacho Providência, era um elo crucial na rede colonial. Contudo, o patacho brasileiro foi apreendido pela marinha britânica em março de 1827. A Corveta de Sua Majestade Britânica Maidstone, sob o comando do capitão Charles Bullen, interceptou e apreendeu o patacho no porto de Onim. Esse porto era um dos locais mais conhecidos de atividade comercial no Golfo do Benim, onde o tráfico de africanos ainda prosperava, apesar da proibição formal por várias nações. Charles Bullen, comandante da Corveta britânica, era reconhecido por sua atuação no combate ao tráfico e já havia participado da apreensão de outros navios em rotas semelhantes, como o Príncipe da Guiné. Suas ações refletiam o esforço britânico de patrulhar as águas do Atlântico e desmantelar a rede de tráfico atlântico.

Não identificado
BR DFMRE RIO-AHI-SNEIB-FIM-COM-CMis-CMBrGBr-Spt-Cert_L29-M02_1839-11-12 · Item documental · 12/11/1839
Parte de Escritório de Representação no Rio de Janeiro

Patacho brasileiro de 69 toneladas denominado Simpatia, partiu no início de 1839 da Bahia com destino ao porto de Agué, na costa ocidental africana, uma das regiões que, à época, se consolidava como importante entreposto no tráfico transatlântico de pessoas escravizadas. A embarcação estava registrada sob propriedade de Francisco de Chagas Lima e Lessa.Sob o comando de Joaquim da Silva Marques, o Simpatia se inseria em um padrão recorrente das travessias comerciais do período: navios de médio porte, discretos e ágeis, utilizados para transportar cativos entre portos africanos estratégicos e os principais centros escravistas brasileiros, especialmente a Bahia, cuja economia seguia fortemente dependente do trabalho escravizado. A escolha de Agué como destino da embarcação aponta para o redirecionamento das rotas do tráfico frente à crescente vigilância naval, sobretudo britânica, sobre os itinerários mais tradicionais. Localizado na região do Golfo do Benim, o porto de Agué se tornou, nesse contexto, um ponto alternativo de embarque de cativos, menos patrulhado do que outros centros mais visados, como Luanda e Cabinda. A própria estrutura da embarcação, um patacho leve e de pequeno porte, reforça a estratégia dos traficantes em utilizar navios menos ostensivos para contornar a fiscalização internacional, reduzindo o risco de apreensão ao navegar por rotas secundárias. Contudo, apesar dessas tentativas, o Simpatia foi apreendido em agosto de 1839 pela escuna britânica Lynx, sob o comando do capitão Henry Broadhead, enquanto ainda se encontrava no porto de Agué. captura da embarcação nesse momento da operação evidencia a eficácia crescente da repressão britânica, que não apenas patrulhava o oceano Atlântico, mas também começava a atuar diretamente nos pontos de origem do tráfico, desarticulando o processo desde sua fase inicial. Conduzido a Serra Leoa, um dos principais centros de repressão ao tráfico atlântico mantidos pelos britânicos. Servindo como base para a Comissão Mista, as embarcações capturadas eram levadas a Serra Leoa para serem submetidas a processos judiciais, nos quais sua carga e documentos eram examinados para determinar a legalidade da viagem, destacando a complexidade do período no que diz respeito à repressão do comércio atlântico de escravizados.

Antonio Gonçalves Rodrigues.
RIO-AHI-SNEIB-FIM-COM-CMis-CMBrGBr-Fld-Comu_L16-M4_1838-04-18 · Item documental · 18/04/1838
Parte de Escritório de Representação no Rio de Janeiro

Em 1838, a escuna portuguesa denominada Flor de Loanda, de propriedade de Manoel Antônio Teixeira Barbosa e comandada pelo próprio, partiu do porto de São Paulo de Loanda, em Angola, com destino a Moçambique, realizando uma escala em Cabinda. O itinerário da embarcação, conectando Angola, na África Ocidental, a Moçambique, na África Oriental, reflete uma estratégia comum do período, utilizada para escapar da crescente fiscalização nas rotas tradicionais do Atlântico. Os portos de Angola eram, à época, um dos principais provedores de escravizados para as Américas, sobretudo para o Brasil. Cabinda, por sua vez, servia como um ponto estratégico para abastecimento e reorganização das operações. Contudo, no trajeto, o Flor de Loanda foi interceptado próximo à Ilha de Maricá, na costa brasileira, pela corveta britânica H.M.S. Rover, sob o comando de Charles Eden. O navio foi apreendido e levado ao Rio de Janeiro, um dos principais portos de entrada de escravizados no Império do Brasil. A escolha do Rio como destino após a apreensão está diretamente relacionada ao contexto político e legal da época. Desde a promulgação da Lei de 1831, que proibia a importação de escravizados no Brasil, o tráfico havia se tornado oficialmente ilegal, embora permanecesse amplamente ativo de forma clandestina. O envio de embarcações capturadas para o Rio de Janeiro permitia a investigação e julgamento dos casos, em conformidade com os tratados firmados entre o Brasil, Portugal e o Reino Unido, que buscavam reprimir o comércio transatlântico.

Sem título
RIO-AHI-SNEIB-FIM-COM-CMis-CMBrGBr-Mrv-Comu_L21-M3-P1_1860-02-15 · Item documental · 15/02/1860
Parte de Escritório de Representação no Rio de Janeiro

Sumaca de bandeira brasileira, pertencente ao comerciante Francisco de Sousa Paraíso. A embarcação foi consignada a João Barbosa da França, e estava sob o comando de Francisco José da Rocha. Partiu da Bahia em 7 de março de 1845, com destino declarado à Serra Leoa, realizando escalas pela costa da África, uma rota característica das embarcações que operavam no circuito do tráfico transatlântico de africanos escravizados. Em seu interior, a embarcação contava com 14 tripulantes a bordo e foi apreendida pouco mais de um mês depois, em 17 de abril de 1845, no porto de Onim, um dos pontos mais movimentados da costa da Mina. A captura foi efetuada pelo brigue britânico Star, que atuava no patrulhamento do Atlântico sob a missão de reprimir o tráfico ilegal de escravizados. Após a apreensão, a Minerva foi levada para Serra Leoa, colônia britânica que havia se consolidado como centro de julgamentos e triagem de embarcações capturadas por envolvimento no tráfico. Serra Leoa era um dos principais centros britânicos de triagem e julgamento de navios suspeitos de envolvimento com comércio ilegal de africanos. Servindo como base para a Comissão Mista, as embarcações capturadas eram levadas a Serra Leoa para serem submetidas a processos judiciais, nos quais sua carga e documentos eram examinados para determinar a legalidade da viagem, destacando a complexidade do período no que diz respeito à repressão do comércio atlântico de escravizados. O itinerário da Minerva revela a continuidade das atividades de tráfico, mesmo após a intensificação das medidas repressivas britânicas e a assinatura de tratados antitráfico entre Brasil e Inglaterra. A costa ocidental africana, especialmente portos como Onim, continuava sendo um ponto estratégico para o embarque de cativos, enquanto o uso de rotas indiretas ou destinos fictícios, como Serra Leoa, era uma prática comum entre os traficantes para despistar eventuais interceptações.

J.F. de Castilho Barreto Noronha
RIO-AHI-SNEIB-FIM-COM-CMis-CMBrGBr-Eys-Depo_L12-M3_1827-02-24 · Item documental · 1827
Parte de Escritório de Representação no Rio de Janeiro

Eclipse (1826)

Pertencente ao brasileiro Antônio de Pádua da Cunha Pimentel, a escuna de bandeira portuguesa denominada Eclipse saiu do porto da Bahia em 5 de setembro de 1826, com destino a Molembo, porto da África Ocidental próximo à atual Angola. Comandada pelo mestre João Antônio de Faria, a embarcação pesava 120 toneladas e podia ter a ocupação de até 301 escravizados. Contudo, ainda no porto de Ajudá (Uidá), na Costa da Mina, ao ser apreendida em janeiro do ano seguinte por um navio da Marinha Britânica North Star administrado pelo comandante Septimius Aravim Esquivel, cumprindo determinação do Tratado de 1815, a embarcação não continha nenhum africano em seus porões. Encaminhada à Comissão Mista de Serra Leoa, em investigação, constatou-se que tal embarcação, porém, tinha como pretensão o transporte de 301 africanos, onde, deste número, 286 deveriam chegar vivos ao porto baiano.
Muito possivelmente, a escuna Eclipse retornou aos mares ainda em 1827. Comandada também por João Antônio de Faria, registros apontam que a embarcação provavelmente realizou itinerário semelhante ao sair do porto da Bahia, em meados de 1827, com destino a Serra Leoa, tendo desembarcado 277 africanos no porto baiano no terço final do ano em questão.
O Tratado de 1815 teve um impacto significativo no comércio de escravos na Costa da Mina, especialmente devido ao aumento da repressão inglesa contra o tráfico negreiro, que proibia o tráfico de escravos na costa africana ao norte do Equador. Com esse impedimento, proprietários de embarcações da Bahia, como Antônio de Pádua, começaram a criar e implementar estratégias para evitar a fiscalização e as operações de combate ao tráfico realizadas pelos britânicos no Atlântico.

Sem título
RIO-AHI-SNEIB-FIM-COM-CMis-CMBrGBr-Fvt-Depo_L16-M1_1843-04-25_01 · Item documental · 25/04/1843
Parte de Escritório de Representação no Rio de Janeiro

Feliz Ventura (1840)

O Feliz Ventura era um patacho brasileiro de 123 toneladas, pertencente a Francisco José da Silva. Sob o comando de José Mariano da Costa e Silva, o navio zarpou da Bahia em setembro de 1840, contando com uma tripulação de 11 homens. Um patacho era um tipo de embarcação à vela muito ágil, bastante utilizado entre os séculos XVII e XIX. Sua jornada tinha como destino São Tomé e diversos portos da Costa da Mina, uma região central no tráfico transatlântico de pessoas escravizadas. O itinerário da embarcação reforçava a conexão histórica entre a Bahia e a Costa da Mina, rota tradicional para o tráfico de cativos. São Tomé era um ponto de apoio importante nesse circuito, servindo como escala para reabastecimento e reorganização das cargas antes do retorno ao Brasil. Contudo, a jornada do Feliz Ventura foi interrompida quando o brigue britânico Rolla, comandado por Charles Hall, interceptou a embarcação perto do rio Beni. O navio foi apreendido e levado para Serra Leoa, um dos principais centros de repressão ao tráfico atlântico administrados pelos britânicos. Servindo como base para a Comissão Mista, as embarcações capturadas eram levadas a Serra Leoa para serem submetidas a processos judiciais, nos quais sua carga e documentos eram examinados para determinar a legalidade da viagem, destacando a complexidade do período no que diz respeito à repressão do comércio atlântico de escravizados. Em 1840, o comércio de cativos enfrentava um período de forte perseguição por parte da Marinha Real Britânica, que patrulhava ativamente as rotas entre a África e as Américas. Mesmo com a Lei de 1831, o tráfico atlântico ilegal de escravizados entre rotas brasileiras e africanas se mantinha ativo.

Sem título
RIO-AHI-SNEIB-FIM-COM-CMis-CMBrGBr-Fvt-Depo_L16-M1_1843-04-25_02 · Item documental · 25/04/1843
Parte de Escritório de Representação no Rio de Janeiro

Feliz Ventura (1840)

O Feliz Ventura era um patacho brasileiro de 123 toneladas, pertencente a Francisco José da Silva. Sob o comando de José Mariano da Costa e Silva, o navio zarpou da Bahia em setembro de 1840, contando com uma tripulação de 11 homens. Um patacho era um tipo de embarcação à vela muito ágil, bastante utilizado entre os séculos XVII e XIX. Sua jornada tinha como destino São Tomé e diversos portos da Costa da Mina, uma região central no tráfico transatlântico de pessoas escravizadas. O itinerário da embarcação reforçava a conexão histórica entre a Bahia e a Costa da Mina, rota tradicional para o tráfico de cativos. São Tomé era um ponto de apoio importante nesse circuito, servindo como escala para reabastecimento e reorganização das cargas antes do retorno ao Brasil. Contudo, a jornada do Feliz Ventura foi interrompida quando o brigue britânico Rolla, comandado por Charles Hall, interceptou a embarcação perto do rio Beni. O navio foi apreendido e levado para Serra Leoa, um dos principais centros de repressão ao tráfico atlântico administrados pelos britânicos. Servindo como base para a Comissão Mista, as embarcações capturadas eram levadas a Serra Leoa para serem submetidas a processos judiciais, nos quais sua carga e documentos eram examinados para determinar a legalidade da viagem, destacando a complexidade do período no que diz respeito à repressão do comércio atlântico de escravizados. Em 1840, o comércio de cativos enfrentava um período de forte perseguição por parte da Marinha Real Britânica, que patrulhava ativamente as rotas entre a África e as Américas. Mesmo com a Lei de 1831, o tráfico atlântico ilegal de escravizados entre rotas brasileiras e africanas se mantinha ativo.

Sem título
RIO-AHI-SNEIB-FIM-COM-CMis-CMBrGBr-Fvt-Depo_L16-M1_1843-04-25_03 · Item documental · 25/04/1843
Parte de Escritório de Representação no Rio de Janeiro

Feliz Ventura (1840)

O Feliz Ventura era um patacho brasileiro de 123 toneladas, pertencente a Francisco José da Silva. Sob o comando de José Mariano da Costa e Silva, o navio zarpou da Bahia em setembro de 1840, contando com uma tripulação de 11 homens. Um patacho era um tipo de embarcação à vela muito ágil, bastante utilizado entre os séculos XVII e XIX. Sua jornada tinha como destino São Tomé e diversos portos da Costa da Mina, uma região central no tráfico transatlântico de pessoas escravizadas. O itinerário da embarcação reforçava a conexão histórica entre a Bahia e a Costa da Mina, rota tradicional para o tráfico de cativos. São Tomé era um ponto de apoio importante nesse circuito, servindo como escala para reabastecimento e reorganização das cargas antes do retorno ao Brasil. Contudo, a jornada do Feliz Ventura foi interrompida quando o brigue britânico Rolla, comandado por Charles Hall, interceptou a embarcação perto do rio Beni. O navio foi apreendido e levado para Serra Leoa, um dos principais centros de repressão ao tráfico atlântico administrados pelos britânicos. Servindo como base para a Comissão Mista, as embarcações capturadas eram levadas a Serra Leoa para serem submetidas a processos judiciais, nos quais sua carga e documentos eram examinados para determinar a legalidade da viagem, destacando a complexidade do período no que diz respeito à repressão do comércio atlântico de escravizados. Em 1840, o comércio de cativos enfrentava um período de forte perseguição por parte da Marinha Real Britânica, que patrulhava ativamente as rotas entre a África e as Américas. Mesmo com a Lei de 1831, o tráfico atlântico ilegal de escravizados entre rotas brasileiras e africanas se mantinha ativo.

Sem título
RIO-AHI-SNEIB-FIM-COM-CMis-CMBrGBr-Fvt-Depo_L16-M1_1843-04-25_04 · Item documental · 25/04/1843
Parte de Escritório de Representação no Rio de Janeiro

Feliz Ventura (1840)

O Feliz Ventura era um patacho brasileiro de 123 toneladas, pertencente a Francisco José da Silva. Sob o comando de José Mariano da Costa e Silva, o navio zarpou da Bahia em setembro de 1840, contando com uma tripulação de 11 homens. Um patacho era um tipo de embarcação à vela muito ágil, bastante utilizado entre os séculos XVII e XIX. Sua jornada tinha como destino São Tomé e diversos portos da Costa da Mina, uma região central no tráfico transatlântico de pessoas escravizadas. O itinerário da embarcação reforçava a conexão histórica entre a Bahia e a Costa da Mina, rota tradicional para o tráfico de cativos. São Tomé era um ponto de apoio importante nesse circuito, servindo como escala para reabastecimento e reorganização das cargas antes do retorno ao Brasil. Contudo, a jornada do Feliz Ventura foi interrompida quando o brigue britânico Rolla, comandado por Charles Hall, interceptou a embarcação perto do rio Beni. O navio foi apreendido e levado para Serra Leoa, um dos principais centros de repressão ao tráfico atlântico administrados pelos britânicos. Servindo como base para a Comissão Mista, as embarcações capturadas eram levadas a Serra Leoa para serem submetidas a processos judiciais, nos quais sua carga e documentos eram examinados para determinar a legalidade da viagem, destacando a complexidade do período no que diz respeito à repressão do comércio atlântico de escravizados. Em 1840, o comércio de cativos enfrentava um período de forte perseguição por parte da Marinha Real Britânica, que patrulhava ativamente as rotas entre a África e as Américas. Mesmo com a Lei de 1831, o tráfico atlântico ilegal de escravizados entre rotas brasileiras e africanas se mantinha ativo.

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RIO-AHI-SNEIB-FIM-COM-CMis-CMBrGBr-Fvt-Depo_L16-M1_1843-04-25_05 · Item documental · 25/04/1843
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Feliz Ventura (1840)

O Feliz Ventura era um patacho brasileiro de 123 toneladas, pertencente a Francisco José da Silva. Sob o comando de José Mariano da Costa e Silva, o navio zarpou da Bahia em setembro de 1840, contando com uma tripulação de 11 homens. Um patacho era um tipo de embarcação à vela muito ágil, bastante utilizado entre os séculos XVII e XIX. Sua jornada tinha como destino São Tomé e diversos portos da Costa da Mina, uma região central no tráfico transatlântico de pessoas escravizadas. O itinerário da embarcação reforçava a conexão histórica entre a Bahia e a Costa da Mina, rota tradicional para o tráfico de cativos. São Tomé era um ponto de apoio importante nesse circuito, servindo como escala para reabastecimento e reorganização das cargas antes do retorno ao Brasil. Contudo, a jornada do Feliz Ventura foi interrompida quando o brigue britânico Rolla, comandado por Charles Hall, interceptou a embarcação perto do rio Beni. O navio foi apreendido e levado para Serra Leoa, um dos principais centros de repressão ao tráfico atlântico administrados pelos britânicos. Servindo como base para a Comissão Mista, as embarcações capturadas eram levadas a Serra Leoa para serem submetidas a processos judiciais, nos quais sua carga e documentos eram examinados para determinar a legalidade da viagem, destacando a complexidade do período no que diz respeito à repressão do comércio atlântico de escravizados. Em 1840, o comércio de cativos enfrentava um período de forte perseguição por parte da Marinha Real Britânica, que patrulhava ativamente as rotas entre a África e as Américas. Mesmo com a Lei de 1831, o tráfico atlântico ilegal de escravizados entre rotas brasileiras e africanas se mantinha ativo.

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RIO-AHI-SNEIB-FIM-COM-CMis-CMBrGBr-Fvt-Depo_L16-M1_1843-04-25_06 · Item documental · 25/04/1843
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Feliz Ventura (1840)

O Feliz Ventura era um patacho brasileiro de 123 toneladas, pertencente a Francisco José da Silva. Sob o comando de José Mariano da Costa e Silva, o navio zarpou da Bahia em setembro de 1840, contando com uma tripulação de 11 homens. Um patacho era um tipo de embarcação à vela muito ágil, bastante utilizado entre os séculos XVII e XIX. Sua jornada tinha como destino São Tomé e diversos portos da Costa da Mina, uma região central no tráfico transatlântico de pessoas escravizadas. O itinerário da embarcação reforçava a conexão histórica entre a Bahia e a Costa da Mina, rota tradicional para o tráfico de cativos. São Tomé era um ponto de apoio importante nesse circuito, servindo como escala para reabastecimento e reorganização das cargas antes do retorno ao Brasil. Contudo, a jornada do Feliz Ventura foi interrompida quando o brigue britânico Rolla, comandado por Charles Hall, interceptou a embarcação perto do rio Beni. O navio foi apreendido e levado para Serra Leoa, um dos principais centros de repressão ao tráfico atlântico administrados pelos britânicos. Servindo como base para a Comissão Mista, as embarcações capturadas eram levadas a Serra Leoa para serem submetidas a processos judiciais, nos quais sua carga e documentos eram examinados para determinar a legalidade da viagem, destacando a complexidade do período no que diz respeito à repressão do comércio atlântico de escravizados. Em 1840, o comércio de cativos enfrentava um período de forte perseguição por parte da Marinha Real Britânica, que patrulhava ativamente as rotas entre a África e as Américas. Mesmo com a Lei de 1831, o tráfico atlântico ilegal de escravizados entre rotas brasileiras e africanas se mantinha ativo.

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RIO-AHI-SNEIB-FIM-COM-CMis-CMBrGBr-Fvt-Depo_L16-M1_1843-04-25_07 · Item documental · 25/04/1843
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Feliz Ventura (1840)

O Feliz Ventura era um patacho brasileiro de 123 toneladas, pertencente a Francisco José da Silva. Sob o comando de José Mariano da Costa e Silva, o navio zarpou da Bahia em setembro de 1840, contando com uma tripulação de 11 homens. Um patacho era um tipo de embarcação à vela muito ágil, bastante utilizado entre os séculos XVII e XIX. Sua jornada tinha como destino São Tomé e diversos portos da Costa da Mina, uma região central no tráfico transatlântico de pessoas escravizadas. O itinerário da embarcação reforçava a conexão histórica entre a Bahia e a Costa da Mina, rota tradicional para o tráfico de cativos. São Tomé era um ponto de apoio importante nesse circuito, servindo como escala para reabastecimento e reorganização das cargas antes do retorno ao Brasil. Contudo, a jornada do Feliz Ventura foi interrompida quando o brigue britânico Rolla, comandado por Charles Hall, interceptou a embarcação perto do rio Beni. O navio foi apreendido e levado para Serra Leoa, um dos principais centros de repressão ao tráfico atlântico administrados pelos britânicos. Servindo como base para a Comissão Mista, as embarcações capturadas eram levadas a Serra Leoa para serem submetidas a processos judiciais, nos quais sua carga e documentos eram examinados para determinar a legalidade da viagem, destacando a complexidade do período no que diz respeito à repressão do comércio atlântico de escravizados. Em 1840, o comércio de cativos enfrentava um período de forte perseguição por parte da Marinha Real Britânica, que patrulhava ativamente as rotas entre a África e as Américas. Mesmo com a Lei de 1831, o tráfico atlântico ilegal de escravizados entre rotas brasileiras e africanas se mantinha ativo.

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RIO-AHI-SNEIB-FIM-COM-CMis-CMBrGBr-Fvt-Depo_L16-M1_1843-04-25_08 · Item documental · 25/04/1843
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Feliz Ventura (1840)

O Feliz Ventura era um patacho brasileiro de 123 toneladas, pertencente a Francisco José da Silva. Sob o comando de José Mariano da Costa e Silva, o navio zarpou da Bahia em setembro de 1840, contando com uma tripulação de 11 homens. Um patacho era um tipo de embarcação à vela muito ágil, bastante utilizado entre os séculos XVII e XIX. Sua jornada tinha como destino São Tomé e diversos portos da Costa da Mina, uma região central no tráfico transatlântico de pessoas escravizadas. O itinerário da embarcação reforçava a conexão histórica entre a Bahia e a Costa da Mina, rota tradicional para o tráfico de cativos. São Tomé era um ponto de apoio importante nesse circuito, servindo como escala para reabastecimento e reorganização das cargas antes do retorno ao Brasil. Contudo, a jornada do Feliz Ventura foi interrompida quando o brigue britânico Rolla, comandado por Charles Hall, interceptou a embarcação perto do rio Beni. O navio foi apreendido e levado para Serra Leoa, um dos principais centros de repressão ao tráfico atlântico administrados pelos britânicos. Servindo como base para a Comissão Mista, as embarcações capturadas eram levadas a Serra Leoa para serem submetidas a processos judiciais, nos quais sua carga e documentos eram examinados para determinar a legalidade da viagem, destacando a complexidade do período no que diz respeito à repressão do comércio atlântico de escravizados. Em 1840, o comércio de cativos enfrentava um período de forte perseguição por parte da Marinha Real Britânica, que patrulhava ativamente as rotas entre a África e as Américas. Mesmo com a Lei de 1831, o tráfico atlântico ilegal de escravizados entre rotas brasileiras e africanas se mantinha ativo.

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RIO-AHI-SNEIB-FIM-COM-CMis-CMBrGBr-Fvt-Depo_L16-M1_1843-04-25_09 · Item documental · 25/04/1843
Parte de Escritório de Representação no Rio de Janeiro

Feliz Ventura (1840)

O Feliz Ventura era um patacho brasileiro de 123 toneladas, pertencente a Francisco José da Silva. Sob o comando de José Mariano da Costa e Silva, o navio zarpou da Bahia em setembro de 1840, contando com uma tripulação de 11 homens. Um patacho era um tipo de embarcação à vela muito ágil, bastante utilizado entre os séculos XVII e XIX. Sua jornada tinha como destino São Tomé e diversos portos da Costa da Mina, uma região central no tráfico transatlântico de pessoas escravizadas. O itinerário da embarcação reforçava a conexão histórica entre a Bahia e a Costa da Mina, rota tradicional para o tráfico de cativos. São Tomé era um ponto de apoio importante nesse circuito, servindo como escala para reabastecimento e reorganização das cargas antes do retorno ao Brasil. Contudo, a jornada do Feliz Ventura foi interrompida quando o brigue britânico Rolla, comandado por Charles Hall, interceptou a embarcação perto do rio Beni. O navio foi apreendido e levado para Serra Leoa, um dos principais centros de repressão ao tráfico atlântico administrados pelos britânicos. Servindo como base para a Comissão Mista, as embarcações capturadas eram levadas a Serra Leoa para serem submetidas a processos judiciais, nos quais sua carga e documentos eram examinados para determinar a legalidade da viagem, destacando a complexidade do período no que diz respeito à repressão do comércio atlântico de escravizados. Em 1840, o comércio de cativos enfrentava um período de forte perseguição por parte da Marinha Real Britânica, que patrulhava ativamente as rotas entre a África e as Américas. Mesmo com a Lei de 1831, o tráfico atlântico ilegal de escravizados entre rotas brasileiras e africanas se mantinha ativo.

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BR DFMRE RIO-AHI-SNEIB-FIM-COM-CMis-CMBrGBr-Mrv-Depo_L21-M3-P1_1846-08-03 · Item documental · 03/08/1846
Parte de Escritório de Representação no Rio de Janeiro

Sumaca de bandeira brasileira, pertencente ao comerciante Francisco de Sousa Paraíso. A embarcação foi consignada a João Barbosa da França, e estava sob o comando de Francisco José da Rocha. Partiu da Bahia em 7 de março de 1845, com destino declarado à Serra Leoa, realizando escalas pela costa da África, uma rota característica das embarcações que operavam no circuito do tráfico transatlântico de africanos escravizados. Em seu interior, a embarcação contava com 14 tripulantes a bordo e foi apreendida pouco mais de um mês depois, em 17 de abril de 1845, no porto de Onim, um dos pontos mais movimentados da costa da Mina. A captura foi efetuada pelo brigue britânico Star, que atuava no patrulhamento do Atlântico sob a missão de reprimir o tráfico ilegal de escravizados. Após a apreensão, a Minerva foi levada para Serra Leoa, colônia britânica que havia se consolidado como centro de julgamentos e triagem de embarcações capturadas por envolvimento no tráfico. Serra Leoa era um dos principais centros britânicos de triagem e julgamento de navios suspeitos de envolvimento com comércio ilegal de africanos. Servindo como base para a Comissão Mista, as embarcações capturadas eram levadas a Serra Leoa para serem submetidas a processos judiciais, nos quais sua carga e documentos eram examinados para determinar a legalidade da viagem, destacando a complexidade do período no que diz respeito à repressão do comércio atlântico de escravizados. O itinerário da Minerva revela a continuidade das atividades de tráfico, mesmo após a intensificação das medidas repressivas britânicas e a assinatura de tratados antitráfico entre Brasil e Inglaterra. A costa ocidental africana, especialmente portos como Onim, continuava sendo um ponto estratégico para o embarque de cativos, enquanto o uso de rotas indiretas ou destinos fictícios, como Serra Leoa, era uma prática comum entre os traficantes para despistar eventuais interceptações.

José Xavier da Costa
RIO-AHI-SNEIB-FIM-COM-CMis-CMBrGBr-Crq-Depo_L6-M3_1824-12-09 · Item documental · 09/12/1824
Parte de Escritório de Representação no Rio de Janeiro

Brigue de nacionalidade brasileira, propriedade de José Cerqueira de Lima, um importante negociante e armador da primeira metade do século XIX. Lima possuía uma extensa frota, com mais de 30 embarcações que realizavam viagens comerciais entre o porto da Bahia e a costa ocidental da África. Sob o comando de Manoel Cardoso dos Santos, o Cerqueira partiu do porto da Bahia em novembro de 1820, com destino a Molembo, um dos centros comerciais situados na região do Congo, conhecido por suas intensas trocas comerciais. Contudo, durante essa travessia, a embarcação foi interceptada pela fragata britânica Bann, sob o comando do capitão George William Courtney, que já havia apressado a Sumaca Criola na mesma época. Cerqueira foi apressado no porto de Onim, situado no golfo do Benim, uma localidade que frequentemente servia como ponto estratégico para patrulhas navais britânicas que atuavam no combate ao tráfico transatlântico de africanos escravizados. Após a captura, o navio foi conduzido a Serra Leoa, um dos principais centros britânicos de triagem e julgamento de navios suspeitos de envolvimento com comércio ilegal de africanos. Servindo como base da Comissão Mista, Serra Leoa era o principal destino das embarcações capturadas, onde eram submetidas a processos judiciais para avaliar a legalidade da viagem. Durante esses julgamentos, as autoridades britânicas examinavam a carga, documentos e depoimentos da tripulação em busca de evidências de envolvimento no tráfico de africanos escravizados, refletindo as tensões globais da época.

Sem título
RIO-AHI-SNEIB-FIM-COM-CMis-CMBrGBr-Ror-Depo_L66-M6_1846-02-09 · Item documental · 09/02/1846
Parte de Escritório de Representação no Rio de Janeiro

A diplomacia brasileira e a escravidão no século XIX foram intricadamente entrelaçadas em um período de mudanças significativas e lutas pelo fim do comércio transatlântico de escravos. A década de 1840 marcou uma virada crucial na campanha internacional contra o tráfico de escravos, anteriormente liderada principalmente pela Grã-Bretanha. Durante esse período, outras potências marítimas do Mundo Atlântico também se engajaram ativamente nesse esforço abolicionista. O impacto dessa mobilização foi profundo, afetando as redes sociais, políticas e comerciais associadas ao comércio de escravos, especialmente para grandes nações escravistas remanescentes como Portugal e Brasil. Desde 1807 até o início da década de 1840, a Grã-Bretanha liderou uma campanha diplomática e militar para restringir e, eventualmente, abolir o comércio de escravos. Esse esforço envolveu não apenas pressão diplomática, mas também o aumento da presença militar ao longo da costa africana para patrulhar e reprimir o tráfico. No entanto, apesar dos esforços britânicos, os traficantes de escravos demonstraram uma notável capacidade de se adaptar e continuar suas atividades, recorrendo a bandeiras de países alternativos, embarcações mais rápidas e portos mais distantes para evitar a repressão. A cooperação internacional na luta contra o tráfico de escravos foi variada, com países como França e Estados Unidos se juntando à Grã-Bretanha na campanha abolicionista. No entanto, Portugal e Brasil resistiram mais fortemente devido a interesses políticos, econômicos e sociais ligados à escravidão. Ambos os países empregaram uma estratégia diplomática para proteger seus interesses escravistas e adiar medidas mais rigorosas contra o comércio de escravos, envolvendo negociações complexas e, por vezes, conflituosas com potências estrangeiras, especialmente a Grã-Bretanha. Essa dinâmica influenciou as relações entre Portugal e Brasil, moldando suas políticas internas e externas. Enquanto isso, no Brasil, o processo de abolição da escravidão foi marcado por uma trajetória lenta e gradual ao longo do período imperial. Iniciado no período joanino, com os primeiros tratados entre Portugal e Inglaterra pelo fim do tráfico de escravos, o movimento abolicionista culminou no final do século XIX, após décadas de luta, resistência e pressões tanto internas quanto externas. Embora tenha havido esforços para reprimir o tráfico, como a Lei de 7 de novembro de 1831 e a Lei Eusébio de Queirós em 1850, a abolição gradual não significou o fim imediato da escravidão. O trabalho compulsório persistiu, especialmente na produção de café, e a transição para o trabalho livre foi lenta. O movimento abolicionista no Brasil ganhou força na segunda metade do século XIX, especialmente após a abolição nos Estados Unidos. As pressões sociais, políticas e econômicas culminaram na promulgação da Lei Áurea em 1888, que declarou a extinção da escravidão no país. No entanto, a libertação dos escravizados não foi acompanhada de medidas eficazes para sua inclusão na sociedade, deixando muitos à própria sorte após a emancipação. A história da diplomacia brasileira e da escravidão no século XIX reflete não apenas as lutas pela abolição do comércio de escravos, mas também as complexidades políticas, econômicas e sociais envolvidas na transição para uma sociedade pós-escravista.

Sem título
RIO-AHI-SNEIB-FIM-COM-CMis-CMBrGBr-Nnf-Desp_L21-M5_1818-02-28 · Item documental · 28/02/1818
Parte de Escritório de Representação no Rio de Janeiro

Escuna registrada sob bandeira inglesa denominada Ninfa. Sob propriedade de Salomon Wanano e comandada por D. Giovani Matickni, partiu do porto de Gibraltar, importante enclave britânico localizado no extremo sul da Península Ibérica, ponto estratégico entre o Mar Mediterrâneo e o Oceano Atlântico. O destino declarado era Bordéus, um dos principais portos do sudoeste da França, com forte atividade comercial, sobretudo na importação e exportação de produtos coloniais e vínculos com o comércio marítimo atlântico. Entretanto, apesar do itinerário aparentemente legítimo, a embarcação foi apreendida em 10 de maio de 1817, no Cabo Mondego, litoral centro-norte de Portugal, pela fragata de guerra portuguesa Príncipe D. Pedro, sob acusações de práticas de pirataria. O caso da Ninfa é emblemático das ambiguidades da navegação no início do século XIX. O uso de bandeira inglesa, mesmo com vínculos proprietários e operacionais pouco claros, era uma estratégia comum para conferir legitimidade ou proteção diplomática às embarcações, sobretudo em um contexto de crescente patrulhamento naval no Atlântico.

Sem título
BR DFMRE RIO-AHI-SNEIB-FIM-COM-CMis-CMBrGBr-Nnf-Desp_L21-M5_1820-09-24 · Item documental · 24/09/1820
Parte de Escritório de Representação no Rio de Janeiro

Escuna registrada sob bandeira inglesa denominada Ninfa. Sob propriedade de Salomon Wanano e comandada por D. Giovani Matickni, partiu do porto de Gibraltar, importante enclave britânico localizado no extremo sul da Península Ibérica, ponto estratégico entre o Mar Mediterrâneo e o Oceano Atlântico. O destino declarado era Bordéus, um dos principais portos do sudoeste da França, com forte atividade comercial, sobretudo na importação e exportação de produtos coloniais e vínculos com o comércio marítimo atlântico. Entretanto, apesar do itinerário aparentemente legítimo, a embarcação foi apreendida em 10 de maio de 1817, no Cabo Mondego, litoral centro-norte de Portugal, pela fragata de guerra portuguesa Príncipe D. Pedro, sob acusações de práticas de pirataria. O caso da Ninfa é emblemático das ambiguidades da navegação no início do século XIX. O uso de bandeira inglesa, mesmo com vínculos proprietários e operacionais pouco claros, era uma estratégia comum para conferir legitimidade ou proteção diplomática às embarcações, sobretudo em um contexto de crescente patrulhamento naval no Atlântico.

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RIO-AHI-SNEIB-FIM-COM-CMis-CMBrGBr-Jct-Diar_L18-M04_1839 · Item documental · 1839
Parte de Escritório de Representação no Rio de Janeiro

D. João de Castro era um brigue de nacionalidade dúbia, identificado ora como português, ora como brasileiro. A dubiedade da nacionalidade do brigue pode indicar uma recorrente estratégia utilizada para driblar patrulhas contra o tráfico atlântico de escravizados. O navio pertencia, originalmente, a Luiz José Gomes, passando posteriormente para a posse de Antonio Braz dos Reis. No momento da viagem em questão, era comandado por Vicente de Freitas Serpa. No início da década de 1830, a embarcação partiu do porto de Moçambique, com destino final em Angola, realizando uma escala em Montevidéu. A menção à escala em Montevidéu reforça a hipótese de que a embarcação poderia estar envolvida em esquemas de triangulação, que envolviam a reexportação de cativos ou o abastecimento de regiões onde a presença britânica era menos intensa, destacando a resiliência de redes mercantis do tráfico transatlântico. O brigue, contudo, foi apreendido na enseada de Marambaia pelo navio britânico Grecian, sob o comando do capitão William Smyth. A captura ocorreu em um contexto de fortalecimento das ações britânicas de patrulhamento naval no Atlântico Sul, voltadas à repressão ao tráfico transatlântico de escravizados. Indícios apontam que a operação de Grecian não se limitou à tal embarcação, mas incluiu a captura de outros navios que realizavam itinerários semelhantes, iniciando seus trajetos na costa oriental africana. Sob o comando de William Smyth, Grecian já havia capturado outras embarcações na mesma época, como o Ganges, Maria Carlota, Leal e Recuperador, por exemplo, refletindo, dessa forma, o contexto histórico de crescente fiscalização sobre as práticas comerciais marítimas no Atlântico durante o século XIX, intensificada pelos tratados de 1810 e 1815 entre Portugal e o Reino Unido. O Tratado de 1810 restringiu o comércio de escravizados às possessões portuguesas ao sul do Equador, enquanto o Tratado de Viena, em 1815, reafirmou o compromisso de ambas as nações em reprimir o tráfico transatlântico. Essas medidas permitiram que a Marinha Britânica abordasse e inspecionasse navios suspeitos de envolvimento no comércio ilegal de escravizados.

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BR DFMRE RIO-AHI-SNEIB-FIM-COM-CMis-CMBrGBr-Lzt-Diar_L19-M4_1819 · Item documental · 1819
Parte de Escritório de Representação no Rio de Janeiro

Luzitana (1819)

De nacionalidade não descrita, a sumaca denomina Luzitana, pertencia a Dom José de Almeida Lima e Antonio Ferreira Coelho. O comando estava sob a responsabilidade de Severo Leonardo, que conduziu a viagem partindo da Bahia, um dos portos mais ativos do Brasil no tráfico transatlântico de escravizados, com destino à Costa da Mina, um dos principais centros de abastecimento de cativos para as colônias americanas e para o Brasil. Embora não haja registros de apreensão da Luzitana, sua trajetória insere-se em um contexto de forte repressão ao tráfico no período. Na década de 1810, as pressões britânicas para erradicar o tráfico transatlântico de escravizados estavam em pleno andamento, com ações navais intensificadas no Atlântico. A assinatura do Tratado de Comércio e Navegação de 1810 entre Portugal e Inglaterra marcava o início de uma fase de crescente fiscalização sobre as embarcações lusas, obrigando-as a seguir regras mais rigorosas de controle, especialmente nos portos africanos. No entanto, mesmo com o aumento da vigilância, muitos comerciantes continuavam a operar em canais paralelos, utilizando portos secundários na Costa da Mina, que permanecia como uma região estratégica para o tráfico, devido à sua localização e à complexidade das redes comerciais que ali se estabeleciam.

Sem título
BR DFMRE RIO-AHI-SNEIB-FIM-COM-CMis-CMBrGBr-Venc-Diar_L31-M3_1836 · Item documental · 1836
Parte de Escritório de Representação no Rio de Janeiro

A sumaca Vencedora, de 120 toneladas, era uma embarcação de nacionalidade dúbia, podendo ser portuguesa ou brasileira, destacando a complexidade das ações marítimas. A dubiedade da nacionalidade do brigue pode indicar uma recorrente estratégia utilizada para driblar patrulhas contra o tráfico atlântico de escravizados. Sob propriedade de Francisco da Silva Santos, consignada a Villaços e comandada por Antônio Manoel de Barros, em janeiro 1826, partiu do porto de São Paulo de Loanda, na costa angolana, com uma escala em Ambriz, um conhecido entreposto comercial da época. O navio possivelmente faria uma escala no Rio de Janeiro, antes de seguir para seu destino final, Montevidéu, mas foi apreendido pela escuna britânica Hornet, comandada por Francis Rogers Coghlan, nas Ilhas de Maricá, próximas à costa fluminense. A apreensão do navio em 1836 ocorreu em um período de crescente repressão britânica ao tráfico transatlântico de escravizados, com a intensificação das patrulhas navais no Atlântico Sul. Embora Portugal e o Brasil já tivessem assinado tratados com a Grã-Bretanha para restringir o comércio de africanos escravizados, a prática ainda era amplamente realizada, especialmente a partir da costa ocidental da África. A escolha de Montevidéu como destino é significativa, à medida que a cidade era um ponto estratégico no tráfico inter-regional de cativos, funcionando como um entreposto de redistribuição para outras regiões.

Não consta
RIO-AHI-SNEIB-FIM-COM-CMis-CMBrGBr-Brl-Diar_L4-M3_1837 · Item documental · 1837
Parte de Escritório de Representação no Rio de Janeiro

Bergantim de nacionalidade dúbia, sendo registrada ora como portuguesa, ora como brasileira. De propriedade de José Vieira de Matos, a embarcação saiu, sob o comando de Antonio Jorge da Costa, do porto de São Paulo de Loanda, em Angola, um dos principais entrepostos do tráfico atlântico de africanos escravizados, com destino a Moçambique, no Oceano Índico, e uma escala prevista no Rio de Janeiro, revelando a complexidade das redes comerciais que conectavam o Atlântico Sul ao Oceano Índico na década de 1830. Loanda era um dos principais portos da África Ocidental envolvidos no tráfico de africanos escravizados, abastecendo diversas regiões, incluindo o Brasil e colônias portuguesas no Oceano Índico. A escala em Moçambique sugere a possibilidade de transporte de cativos para o comércio no Brasil ou para outros territórios controlados por Portugal, já que a colônia moçambicana era um ponto estratégico de redistribuição de escravizados capturados na África Oriental. A passagem pelo Rio de Janeiro reforça a posição central da região como principal porto do tráfico negreiro no Império do Brasil, servindo tanto para o desembarque de cativos quanto para a reexportação de mercadorias e escravizados para outras regiões. A embarcação foi interceptada pelo brigue britânico Wizard, sob o comando de James Bower, em meio à intensificação das patrulhas da Marinha Real contra o tráfico transatlântico. A apreensão do Brilhante reflete o esforço britânico em coibir o comércio ilegal de escravizados, sobretudo em um período em que comerciantes lusófonos utilizavam rotas alternativas e expedientes burocráticos para driblar as restrições impostas pelos tratados internacionais.

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RIO-AHI-SNEIB-FIM-COM-CMis-CMBrGBr-Brl-Diar_L4-M3_1838 · Item documental · 1838
Parte de Escritório de Representação no Rio de Janeiro

Bergantim de nacionalidade dúbia, sendo registrada ora como portuguesa, ora como brasileira. De propriedade de José Vieira de Matos, a embarcação saiu, sob o comando de Antonio Jorge da Costa, do porto de São Paulo de Loanda, em Angola, um dos principais entrepostos do tráfico atlântico de africanos escravizados, com destino a Moçambique, no Oceano Índico, e uma escala prevista no Rio de Janeiro, revelando a complexidade das redes comerciais que conectavam o Atlântico Sul ao Oceano Índico na década de 1830. Loanda era um dos principais portos da África Ocidental envolvidos no tráfico de africanos escravizados, abastecendo diversas regiões, incluindo o Brasil e colônias portuguesas no Oceano Índico. A escala em Moçambique sugere a possibilidade de transporte de cativos para o comércio no Brasil ou para outros territórios controlados por Portugal, já que a colônia moçambicana era um ponto estratégico de redistribuição de escravizados capturados na África Oriental. A passagem pelo Rio de Janeiro reforça a posição central da região como principal porto do tráfico negreiro no Império do Brasil, servindo tanto para o desembarque de cativos quanto para a reexportação de mercadorias e escravizados para outras regiões. A embarcação foi interceptada pelo brigue britânico Wizard, sob o comando de James Bower, em meio à intensificação das patrulhas da Marinha Real contra o tráfico transatlântico. A apreensão do Brilhante reflete o esforço britânico em coibir o comércio ilegal de escravizados, sobretudo em um período em que comerciantes lusófonos utilizavam rotas alternativas e expedientes burocráticos para driblar as restrições impostas pelos tratados internacionais.

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RIO-AHI-SNEIB-FIM-COM-CMis-CMBrGBr-Ror-Diar_L66-M6_1845 · Item documental · 1845
Parte de Escritório de Representação no Rio de Janeiro

A diplomacia brasileira e a escravidão no século XIX foram intricadamente entrelaçadas em um período de mudanças significativas e lutas pelo fim do comércio transatlântico de escravos. A década de 1840 marcou uma virada crucial na campanha internacional contra o tráfico de escravos, anteriormente liderada principalmente pela Grã-Bretanha. Durante esse período, outras potências marítimas do Mundo Atlântico também se engajaram ativamente nesse esforço abolicionista. O impacto dessa mobilização foi profundo, afetando as redes sociais, políticas e comerciais associadas ao comércio de escravos, especialmente para grandes nações escravistas remanescentes como Portugal e Brasil. Desde 1807 até o início da década de 1840, a Grã-Bretanha liderou uma campanha diplomática e militar para restringir e, eventualmente, abolir o comércio de escravos. Esse esforço envolveu não apenas pressão diplomática, mas também o aumento da presença militar ao longo da costa africana para patrulhar e reprimir o tráfico. No entanto, apesar dos esforços britânicos, os traficantes de escravos demonstraram uma notável capacidade de se adaptar e continuar suas atividades, recorrendo a bandeiras de países alternativos, embarcações mais rápidas e portos mais distantes para evitar a repressão. A cooperação internacional na luta contra o tráfico de escravos foi variada, com países como França e Estados Unidos se juntando à Grã-Bretanha na campanha abolicionista. No entanto, Portugal e Brasil resistiram mais fortemente devido a interesses políticos, econômicos e sociais ligados à escravidão. Ambos os países empregaram uma estratégia diplomática para proteger seus interesses escravistas e adiar medidas mais rigorosas contra o comércio de escravos, envolvendo negociações complexas e, por vezes, conflituosas com potências estrangeiras, especialmente a Grã-Bretanha. Essa dinâmica influenciou as relações entre Portugal e Brasil, moldando suas políticas internas e externas. Enquanto isso, no Brasil, o processo de abolição da escravidão foi marcado por uma trajetória lenta e gradual ao longo do período imperial. Iniciado no período joanino, com os primeiros tratados entre Portugal e Inglaterra pelo fim do tráfico de escravos, o movimento abolicionista culminou no final do século XIX, após décadas de luta, resistência e pressões tanto internas quanto externas. Embora tenha havido esforços para reprimir o tráfico, como a Lei de 7 de novembro de 1831 e a Lei Eusébio de Queirós em 1850, a abolição gradual não significou o fim imediato da escravidão. O trabalho compulsório persistiu, especialmente na produção de café, e a transição para o trabalho livre foi lenta. O movimento abolicionista no Brasil ganhou força na segunda metade do século XIX, especialmente após a abolição nos Estados Unidos. As pressões sociais, políticas e econômicas culminaram na promulgação da Lei Áurea em 1888, que declarou a extinção da escravidão no país. No entanto, a libertação dos escravizados não foi acompanhada de medidas eficazes para sua inclusão na sociedade, deixando muitos à própria sorte após a emancipação. A história da diplomacia brasileira e da escravidão no século XIX reflete não apenas as lutas pela abolição do comércio de escravos, mas também as complexidades políticas, econômicas e sociais envolvidas na transição para uma sociedade pós-escravista.

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RIO-AHI-SNEIB-FIM-COM-CMis-CMBrGBr-Dfl-Diar_L9-M3_s-d_01 · Item documental · [S.d.]
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Brigue denominado Delfim era uma embarcação possivelmente portuguesa, sob o comando de José Bento Cardoso. Embora não haja informações sobre seu proprietário, sua rota entre Lisboa, Benguela e o Rio de Janeiro sugere que fazia parte do intenso fluxo comercial que conectava Portugal, a África e o Brasil ao longo do século XIX. Esse circuito era vital para o abastecimento das colônias e, por muito tempo, também serviu ao tráfico transatlântico de escravizados, uma prática que persistiu, de maneira legal e ilegal, mesmo após os tratados internacionais. Benguela era um dos principais pontos de fornecimento de cativos para o Rio de Janeiro, uma cidade que, durante grande parte do século XIX, permaneceu como o epicentro da economia escravista brasileira. Assim, o caso do brigue Delfim reflete o auge do tráfico transatlântico de escravizados entre o Rio de Janeiro e Benguela na primeira metade do século XIX, sustentado por uma rede mercantil que conectava portos africanos e brasileiros. Nesse período, a crescente demanda por mão de obra escravizada no Brasil, impulsionada pela expansão da economia cafeeira, alimentava um sistema profundamente lucrativo, que resistia às pressões internacionais pela abolição .Benguela tornou-se importante porto desse comércio, oferecendo grande disponibilidade de cativos para atender às exigências do mercado brasileiro. Apesar das patrulhas navais destinadas a reprimir essas atividades, o tráfico permaneceu ativo por décadas, adaptando-se às mudanças legais e estruturais até seu declínio gradual em meados do século.

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Brigue denominado Delfim era uma embarcação possivelmente portuguesa, sob o comando de José Bento Cardoso. Embora não haja informações sobre seu proprietário, sua rota entre Lisboa, Benguela e o Rio de Janeiro sugere que fazia parte do intenso fluxo comercial que conectava Portugal, a África e o Brasil ao longo do século XIX. Esse circuito era vital para o abastecimento das colônias e, por muito tempo, também serviu ao tráfico transatlântico de escravizados, uma prática que persistiu, de maneira legal e ilegal, mesmo após os tratados internacionais. Benguela era um dos principais pontos de fornecimento de cativos para o Rio de Janeiro, uma cidade que, durante grande parte do século XIX, permaneceu como o epicentro da economia escravista brasileira. Assim, o caso do brigue Delfim reflete o auge do tráfico transatlântico de escravizados entre o Rio de Janeiro e Benguela na primeira metade do século XIX, sustentado por uma rede mercantil que conectava portos africanos e brasileiros. Nesse período, a crescente demanda por mão de obra escravizada no Brasil, impulsionada pela expansão da economia cafeeira, alimentava um sistema profundamente lucrativo, que resistia às pressões internacionais pela abolição .Benguela tornou-se importante porto desse comércio, oferecendo grande disponibilidade de cativos para atender às exigências do mercado brasileiro. Apesar das patrulhas navais destinadas a reprimir essas atividades, o tráfico permaneceu ativo por décadas, adaptando-se às mudanças legais e estruturais até seu declínio gradual em meados do século.

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Brigue denominado Delfim era uma embarcação possivelmente portuguesa, sob o comando de José Bento Cardoso. Embora não haja informações sobre seu proprietário, sua rota entre Lisboa, Benguela e o Rio de Janeiro sugere que fazia parte do intenso fluxo comercial que conectava Portugal, a África e o Brasil ao longo do século XIX. Esse circuito era vital para o abastecimento das colônias e, por muito tempo, também serviu ao tráfico transatlântico de escravizados, uma prática que persistiu, de maneira legal e ilegal, mesmo após os tratados internacionais. Benguela era um dos principais pontos de fornecimento de cativos para o Rio de Janeiro, uma cidade que, durante grande parte do século XIX, permaneceu como o epicentro da economia escravista brasileira. Assim, o caso do brigue Delfim reflete o auge do tráfico transatlântico de escravizados entre o Rio de Janeiro e Benguela na primeira metade do século XIX, sustentado por uma rede mercantil que conectava portos africanos e brasileiros. Nesse período, a crescente demanda por mão de obra escravizada no Brasil, impulsionada pela expansão da economia cafeeira, alimentava um sistema profundamente lucrativo, que resistia às pressões internacionais pela abolição .Benguela tornou-se importante porto desse comércio, oferecendo grande disponibilidade de cativos para atender às exigências do mercado brasileiro. Apesar das patrulhas navais destinadas a reprimir essas atividades, o tráfico permaneceu ativo por décadas, adaptando-se às mudanças legais e estruturais até seu declínio gradual em meados do século.

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Brigue denominado Delfim era uma embarcação possivelmente portuguesa, sob o comando de José Bento Cardoso. Embora não haja informações sobre seu proprietário, sua rota entre Lisboa, Benguela e o Rio de Janeiro sugere que fazia parte do intenso fluxo comercial que conectava Portugal, a África e o Brasil ao longo do século XIX. Esse circuito era vital para o abastecimento das colônias e, por muito tempo, também serviu ao tráfico transatlântico de escravizados, uma prática que persistiu, de maneira legal e ilegal, mesmo após os tratados internacionais. Benguela era um dos principais pontos de fornecimento de cativos para o Rio de Janeiro, uma cidade que, durante grande parte do século XIX, permaneceu como o epicentro da economia escravista brasileira. Assim, o caso do brigue Delfim reflete o auge do tráfico transatlântico de escravizados entre o Rio de Janeiro e Benguela na primeira metade do século XIX, sustentado por uma rede mercantil que conectava portos africanos e brasileiros. Nesse período, a crescente demanda por mão de obra escravizada no Brasil, impulsionada pela expansão da economia cafeeira, alimentava um sistema profundamente lucrativo, que resistia às pressões internacionais pela abolição .Benguela tornou-se importante porto desse comércio, oferecendo grande disponibilidade de cativos para atender às exigências do mercado brasileiro. Apesar das patrulhas navais destinadas a reprimir essas atividades, o tráfico permaneceu ativo por décadas, adaptando-se às mudanças legais e estruturais até seu declínio gradual em meados do século.

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Brigue denominado Delfim era uma embarcação possivelmente portuguesa, sob o comando de José Bento Cardoso. Embora não haja informações sobre seu proprietário, sua rota entre Lisboa, Benguela e o Rio de Janeiro sugere que fazia parte do intenso fluxo comercial que conectava Portugal, a África e o Brasil ao longo do século XIX. Esse circuito era vital para o abastecimento das colônias e, por muito tempo, também serviu ao tráfico transatlântico de escravizados, uma prática que persistiu, de maneira legal e ilegal, mesmo após os tratados internacionais. Benguela era um dos principais pontos de fornecimento de cativos para o Rio de Janeiro, uma cidade que, durante grande parte do século XIX, permaneceu como o epicentro da economia escravista brasileira. Assim, o caso do brigue Delfim reflete o auge do tráfico transatlântico de escravizados entre o Rio de Janeiro e Benguela na primeira metade do século XIX, sustentado por uma rede mercantil que conectava portos africanos e brasileiros. Nesse período, a crescente demanda por mão de obra escravizada no Brasil, impulsionada pela expansão da economia cafeeira, alimentava um sistema profundamente lucrativo, que resistia às pressões internacionais pela abolição .Benguela tornou-se importante porto desse comércio, oferecendo grande disponibilidade de cativos para atender às exigências do mercado brasileiro. Apesar das patrulhas navais destinadas a reprimir essas atividades, o tráfico permaneceu ativo por décadas, adaptando-se às mudanças legais e estruturais até seu declínio gradual em meados do século.

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Brigue denominado Delfim era uma embarcação possivelmente portuguesa, sob o comando de José Bento Cardoso. Embora não haja informações sobre seu proprietário, sua rota entre Lisboa, Benguela e o Rio de Janeiro sugere que fazia parte do intenso fluxo comercial que conectava Portugal, a África e o Brasil ao longo do século XIX. Esse circuito era vital para o abastecimento das colônias e, por muito tempo, também serviu ao tráfico transatlântico de escravizados, uma prática que persistiu, de maneira legal e ilegal, mesmo após os tratados internacionais. Benguela era um dos principais pontos de fornecimento de cativos para o Rio de Janeiro, uma cidade que, durante grande parte do século XIX, permaneceu como o epicentro da economia escravista brasileira. Assim, o caso do brigue Delfim reflete o auge do tráfico transatlântico de escravizados entre o Rio de Janeiro e Benguela na primeira metade do século XIX, sustentado por uma rede mercantil que conectava portos africanos e brasileiros. Nesse período, a crescente demanda por mão de obra escravizada no Brasil, impulsionada pela expansão da economia cafeeira, alimentava um sistema profundamente lucrativo, que resistia às pressões internacionais pela abolição .Benguela tornou-se importante porto desse comércio, oferecendo grande disponibilidade de cativos para atender às exigências do mercado brasileiro. Apesar das patrulhas navais destinadas a reprimir essas atividades, o tráfico permaneceu ativo por décadas, adaptando-se às mudanças legais e estruturais até seu declínio gradual em meados do século.

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Brigue denominado Delfim era uma embarcação possivelmente portuguesa, sob o comando de José Bento Cardoso. Embora não haja informações sobre seu proprietário, sua rota entre Lisboa, Benguela e o Rio de Janeiro sugere que fazia parte do intenso fluxo comercial que conectava Portugal, a África e o Brasil ao longo do século XIX. Esse circuito era vital para o abastecimento das colônias e, por muito tempo, também serviu ao tráfico transatlântico de escravizados, uma prática que persistiu, de maneira legal e ilegal, mesmo após os tratados internacionais. Benguela era um dos principais pontos de fornecimento de cativos para o Rio de Janeiro, uma cidade que, durante grande parte do século XIX, permaneceu como o epicentro da economia escravista brasileira. Assim, o caso do brigue Delfim reflete o auge do tráfico transatlântico de escravizados entre o Rio de Janeiro e Benguela na primeira metade do século XIX, sustentado por uma rede mercantil que conectava portos africanos e brasileiros. Nesse período, a crescente demanda por mão de obra escravizada no Brasil, impulsionada pela expansão da economia cafeeira, alimentava um sistema profundamente lucrativo, que resistia às pressões internacionais pela abolição .Benguela tornou-se importante porto desse comércio, oferecendo grande disponibilidade de cativos para atender às exigências do mercado brasileiro. Apesar das patrulhas navais destinadas a reprimir essas atividades, o tráfico permaneceu ativo por décadas, adaptando-se às mudanças legais e estruturais até seu declínio gradual em meados do século.

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Brigue denominado Delfim era uma embarcação possivelmente portuguesa, sob o comando de José Bento Cardoso. Embora não haja informações sobre seu proprietário, sua rota entre Lisboa, Benguela e o Rio de Janeiro sugere que fazia parte do intenso fluxo comercial que conectava Portugal, a África e o Brasil ao longo do século XIX. Esse circuito era vital para o abastecimento das colônias e, por muito tempo, também serviu ao tráfico transatlântico de escravizados, uma prática que persistiu, de maneira legal e ilegal, mesmo após os tratados internacionais. Benguela era um dos principais pontos de fornecimento de cativos para o Rio de Janeiro, uma cidade que, durante grande parte do século XIX, permaneceu como o epicentro da economia escravista brasileira. Assim, o caso do brigue Delfim reflete o auge do tráfico transatlântico de escravizados entre o Rio de Janeiro e Benguela na primeira metade do século XIX, sustentado por uma rede mercantil que conectava portos africanos e brasileiros. Nesse período, a crescente demanda por mão de obra escravizada no Brasil, impulsionada pela expansão da economia cafeeira, alimentava um sistema profundamente lucrativo, que resistia às pressões internacionais pela abolição .Benguela tornou-se importante porto desse comércio, oferecendo grande disponibilidade de cativos para atender às exigências do mercado brasileiro. Apesar das patrulhas navais destinadas a reprimir essas atividades, o tráfico permaneceu ativo por décadas, adaptando-se às mudanças legais e estruturais até seu declínio gradual em meados do século.

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Brigue denominado Delfim era uma embarcação possivelmente portuguesa, sob o comando de José Bento Cardoso. Embora não haja informações sobre seu proprietário, sua rota entre Lisboa, Benguela e o Rio de Janeiro sugere que fazia parte do intenso fluxo comercial que conectava Portugal, a África e o Brasil ao longo do século XIX. Esse circuito era vital para o abastecimento das colônias e, por muito tempo, também serviu ao tráfico transatlântico de escravizados, uma prática que persistiu, de maneira legal e ilegal, mesmo após os tratados internacionais. Benguela era um dos principais pontos de fornecimento de cativos para o Rio de Janeiro, uma cidade que, durante grande parte do século XIX, permaneceu como o epicentro da economia escravista brasileira. Assim, o caso do brigue Delfim reflete o auge do tráfico transatlântico de escravizados entre o Rio de Janeiro e Benguela na primeira metade do século XIX, sustentado por uma rede mercantil que conectava portos africanos e brasileiros. Nesse período, a crescente demanda por mão de obra escravizada no Brasil, impulsionada pela expansão da economia cafeeira, alimentava um sistema profundamente lucrativo, que resistia às pressões internacionais pela abolição .Benguela tornou-se importante porto desse comércio, oferecendo grande disponibilidade de cativos para atender às exigências do mercado brasileiro. Apesar das patrulhas navais destinadas a reprimir essas atividades, o tráfico permaneceu ativo por décadas, adaptando-se às mudanças legais e estruturais até seu declínio gradual em meados do século.

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Brigue denominado Delfim era uma embarcação possivelmente portuguesa, sob o comando de José Bento Cardoso. Embora não haja informações sobre seu proprietário, sua rota entre Lisboa, Benguela e o Rio de Janeiro sugere que fazia parte do intenso fluxo comercial que conectava Portugal, a África e o Brasil ao longo do século XIX. Esse circuito era vital para o abastecimento das colônias e, por muito tempo, também serviu ao tráfico transatlântico de escravizados, uma prática que persistiu, de maneira legal e ilegal, mesmo após os tratados internacionais. Benguela era um dos principais pontos de fornecimento de cativos para o Rio de Janeiro, uma cidade que, durante grande parte do século XIX, permaneceu como o epicentro da economia escravista brasileira. Assim, o caso do brigue Delfim reflete o auge do tráfico transatlântico de escravizados entre o Rio de Janeiro e Benguela na primeira metade do século XIX, sustentado por uma rede mercantil que conectava portos africanos e brasileiros. Nesse período, a crescente demanda por mão de obra escravizada no Brasil, impulsionada pela expansão da economia cafeeira, alimentava um sistema profundamente lucrativo, que resistia às pressões internacionais pela abolição .Benguela tornou-se importante porto desse comércio, oferecendo grande disponibilidade de cativos para atender às exigências do mercado brasileiro. Apesar das patrulhas navais destinadas a reprimir essas atividades, o tráfico permaneceu ativo por décadas, adaptando-se às mudanças legais e estruturais até seu declínio gradual em meados do século.

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Brigue denominado Delfim era uma embarcação possivelmente portuguesa, sob o comando de José Bento Cardoso. Embora não haja informações sobre seu proprietário, sua rota entre Lisboa, Benguela e o Rio de Janeiro sugere que fazia parte do intenso fluxo comercial que conectava Portugal, a África e o Brasil ao longo do século XIX. Esse circuito era vital para o abastecimento das colônias e, por muito tempo, também serviu ao tráfico transatlântico de escravizados, uma prática que persistiu, de maneira legal e ilegal, mesmo após os tratados internacionais. Benguela era um dos principais pontos de fornecimento de cativos para o Rio de Janeiro, uma cidade que, durante grande parte do século XIX, permaneceu como o epicentro da economia escravista brasileira. Assim, o caso do brigue Delfim reflete o auge do tráfico transatlântico de escravizados entre o Rio de Janeiro e Benguela na primeira metade do século XIX, sustentado por uma rede mercantil que conectava portos africanos e brasileiros. Nesse período, a crescente demanda por mão de obra escravizada no Brasil, impulsionada pela expansão da economia cafeeira, alimentava um sistema profundamente lucrativo, que resistia às pressões internacionais pela abolição .Benguela tornou-se importante porto desse comércio, oferecendo grande disponibilidade de cativos para atender às exigências do mercado brasileiro. Apesar das patrulhas navais destinadas a reprimir essas atividades, o tráfico permaneceu ativo por décadas, adaptando-se às mudanças legais e estruturais até seu declínio gradual em meados do século.

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Brigue denominado Delfim era uma embarcação possivelmente portuguesa, sob o comando de José Bento Cardoso. Embora não haja informações sobre seu proprietário, sua rota entre Lisboa, Benguela e o Rio de Janeiro sugere que fazia parte do intenso fluxo comercial que conectava Portugal, a África e o Brasil ao longo do século XIX. Esse circuito era vital para o abastecimento das colônias e, por muito tempo, também serviu ao tráfico transatlântico de escravizados, uma prática que persistiu, de maneira legal e ilegal, mesmo após os tratados internacionais. Benguela era um dos principais pontos de fornecimento de cativos para o Rio de Janeiro, uma cidade que, durante grande parte do século XIX, permaneceu como o epicentro da economia escravista brasileira. Assim, o caso do brigue Delfim reflete o auge do tráfico transatlântico de escravizados entre o Rio de Janeiro e Benguela na primeira metade do século XIX, sustentado por uma rede mercantil que conectava portos africanos e brasileiros. Nesse período, a crescente demanda por mão de obra escravizada no Brasil, impulsionada pela expansão da economia cafeeira, alimentava um sistema profundamente lucrativo, que resistia às pressões internacionais pela abolição .Benguela tornou-se importante porto desse comércio, oferecendo grande disponibilidade de cativos para atender às exigências do mercado brasileiro. Apesar das patrulhas navais destinadas a reprimir essas atividades, o tráfico permaneceu ativo por décadas, adaptando-se às mudanças legais e estruturais até seu declínio gradual em meados do século.

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Brigue denominado Delfim era uma embarcação possivelmente portuguesa, sob o comando de José Bento Cardoso. Embora não haja informações sobre seu proprietário, sua rota entre Lisboa, Benguela e o Rio de Janeiro sugere que fazia parte do intenso fluxo comercial que conectava Portugal, a África e o Brasil ao longo do século XIX. Esse circuito era vital para o abastecimento das colônias e, por muito tempo, também serviu ao tráfico transatlântico de escravizados, uma prática que persistiu, de maneira legal e ilegal, mesmo após os tratados internacionais. Benguela era um dos principais pontos de fornecimento de cativos para o Rio de Janeiro, uma cidade que, durante grande parte do século XIX, permaneceu como o epicentro da economia escravista brasileira. Assim, o caso do brigue Delfim reflete o auge do tráfico transatlântico de escravizados entre o Rio de Janeiro e Benguela na primeira metade do século XIX, sustentado por uma rede mercantil que conectava portos africanos e brasileiros. Nesse período, a crescente demanda por mão de obra escravizada no Brasil, impulsionada pela expansão da economia cafeeira, alimentava um sistema profundamente lucrativo, que resistia às pressões internacionais pela abolição .Benguela tornou-se importante porto desse comércio, oferecendo grande disponibilidade de cativos para atender às exigências do mercado brasileiro. Apesar das patrulhas navais destinadas a reprimir essas atividades, o tráfico permaneceu ativo por décadas, adaptando-se às mudanças legais e estruturais até seu declínio gradual em meados do século.

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Brigue denominado Delfim era uma embarcação possivelmente portuguesa, sob o comando de José Bento Cardoso. Embora não haja informações sobre seu proprietário, sua rota entre Lisboa, Benguela e o Rio de Janeiro sugere que fazia parte do intenso fluxo comercial que conectava Portugal, a África e o Brasil ao longo do século XIX. Esse circuito era vital para o abastecimento das colônias e, por muito tempo, também serviu ao tráfico transatlântico de escravizados, uma prática que persistiu, de maneira legal e ilegal, mesmo após os tratados internacionais. Benguela era um dos principais pontos de fornecimento de cativos para o Rio de Janeiro, uma cidade que, durante grande parte do século XIX, permaneceu como o epicentro da economia escravista brasileira. Assim, o caso do brigue Delfim reflete o auge do tráfico transatlântico de escravizados entre o Rio de Janeiro e Benguela na primeira metade do século XIX, sustentado por uma rede mercantil que conectava portos africanos e brasileiros. Nesse período, a crescente demanda por mão de obra escravizada no Brasil, impulsionada pela expansão da economia cafeeira, alimentava um sistema profundamente lucrativo, que resistia às pressões internacionais pela abolição .Benguela tornou-se importante porto desse comércio, oferecendo grande disponibilidade de cativos para atender às exigências do mercado brasileiro. Apesar das patrulhas navais destinadas a reprimir essas atividades, o tráfico permaneceu ativo por décadas, adaptando-se às mudanças legais e estruturais até seu declínio gradual em meados do século.

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RIO-AHI-SNEIB-FIM-COM-CMis-CMBrGBr-Dfl-Diar_L9-M3_s-d_15 · Item documental · [S.d.]
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Brigue denominado Delfim era uma embarcação possivelmente portuguesa, sob o comando de José Bento Cardoso. Embora não haja informações sobre seu proprietário, sua rota entre Lisboa, Benguela e o Rio de Janeiro sugere que fazia parte do intenso fluxo comercial que conectava Portugal, a África e o Brasil ao longo do século XIX. Esse circuito era vital para o abastecimento das colônias e, por muito tempo, também serviu ao tráfico transatlântico de escravizados, uma prática que persistiu, de maneira legal e ilegal, mesmo após os tratados internacionais. Benguela era um dos principais pontos de fornecimento de cativos para o Rio de Janeiro, uma cidade que, durante grande parte do século XIX, permaneceu como o epicentro da economia escravista brasileira. Assim, o caso do brigue Delfim reflete o auge do tráfico transatlântico de escravizados entre o Rio de Janeiro e Benguela na primeira metade do século XIX, sustentado por uma rede mercantil que conectava portos africanos e brasileiros. Nesse período, a crescente demanda por mão de obra escravizada no Brasil, impulsionada pela expansão da economia cafeeira, alimentava um sistema profundamente lucrativo, que resistia às pressões internacionais pela abolição .Benguela tornou-se importante porto desse comércio, oferecendo grande disponibilidade de cativos para atender às exigências do mercado brasileiro. Apesar das patrulhas navais destinadas a reprimir essas atividades, o tráfico permaneceu ativo por décadas, adaptando-se às mudanças legais e estruturais até seu declínio gradual em meados do século.

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BR DFMRE RIO-AHI-SNEIB-FIM-COM-CMis-CMBrGBr-Eys-Info_L12-M3_1826-09-02 · Item documental · 06/12/1827
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Eclipse (1826)

Pertencente ao brasileiro Antônio de Pádua da Cunha Pimentel, a escuna de bandeira portuguesa denominada Eclipse saiu do porto da Bahia em 5 de setembro de 1826, com destino a Molembo, porto da África Ocidental próximo à atual Angola. Comandada pelo mestre João Antônio de Faria, a embarcação pesava 120 toneladas e podia ter a ocupação de até 301 escravizados. Contudo, ainda no porto de Ajudá (Uidá), na Costa da Mina, ao ser apreendida em janeiro do ano seguinte por um navio da Marinha Britânica North Star administrado pelo comandante Septimius Aravim Esquivel, cumprindo determinação do Tratado de 1815, a embarcação não continha nenhum africano em seus porões. Encaminhada à Comissão Mista de Serra Leoa, em investigação, constatou-se que tal embarcação, porém, tinha como pretensão o transporte de 301 africanos, onde, deste número, 286 deveriam chegar vivos ao porto baiano.
Muito possivelmente, a escuna Eclipse retornou aos mares ainda em 1827. Comandada também por João Antônio de Faria, registros apontam que a embarcação provavelmente realizou itinerário semelhante ao sair do porto da Bahia, em meados de 1827, com destino a Serra Leoa, tendo desembarcado 277 africanos no porto baiano no terço final do ano em questão.
O Tratado de 1815 teve um impacto significativo no comércio de escravos na Costa da Mina, especialmente devido ao aumento da repressão inglesa contra o tráfico negreiro, que proibia o tráfico de escravos na costa africana ao norte do Equador. Com esse impedimento, proprietários de embarcações da Bahia, como Antônio de Pádua, começaram a criar e implementar estratégias para evitar a fiscalização e as operações de combate ao tráfico realizadas pelos britânicos no Atlântico.

Mestres carpinteiros