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BR DFMRE RIO-AHI-SNEIB-FIM-COM-CMis-CMBrGBr-Her-Reque_L17-M4_1860-03-01 · Item documental · 01/03/1860
Parte de Escritório de Representação no Rio de Janeiro

Heroína (1826)

Embarcação brasileira de 224 toneladas, em julho de 1826, partiu da Bahia com destino a Molembo, um conhecido ponto de embarque de cativos na costa centro-ocidental da África. Sob o comando de Miguel Antônio Neto e contando com uma tripulação de trinta pessoas, a embarcação pertencia a Dona Joaquina Margarida Cardoso, viúva de Manoel Cardoso dos Santos. A Bahia, assim como o Rio de Janeiro, era um dos principais centros desse comércio, com portos movimentados que recebiam navios de grande porte destinados ao tráfico. Molembo, por sua vez, era uma região estratégica no tráfico de escravizados, integrando uma complexa rede comercial que envolvia negociantes locais e traficantes brasileiros e portugueses. O Heroína, assim como outras embarcações da época, provavelmente transportava mercadorias como tecidos, fumo e aguardente, itens utilizados para a compra de cativos que seriam trazidos ao Brasil. Entretanto, a viagem do Heroína foi interrompida pela crescente repressão britânica ao tráfico atlântico. A fragata inglesa Maidstone, sob o comando de Charles Bullen, interceptou a embarcação e a levou para Serra Leoa, um dos principais centros de apreensão e libertação de africanos escravizados capturados em navios negreiros. A ação britânica contra o Heroína não foi um caso isolado – naquele mesmo período, outras embarcações, como o Carlota, o Conceição do Paquete do Rio e o Providência, também foram apreendidas na mesma região, evidenciando a intensificação dos esforços britânicos para desmantelar o tráfico ilegal. Serra Leoa era um dos principais centros britânicos de triagem e julgamento de navios suspeitos de envolvimento com comércio ilegal de africanos. Servindo como base para a Comissão Mista, as embarcações capturadas eram levadas a Serra Leoa para serem submetidas a processos judiciais, nos quais sua carga e documentos eram examinados para determinar a legalidade da viagem, destacando a complexidade do período no que diz respeito à repressão do comércio atlântico de escravizados.

Não identificado
RIO-AHI-SNEIB-FIM-COM-CMis-CMBrGBr-Afo-Requ_P01-M01_1832-04-03 · Item documental · 03/04/1832
Parte de Escritório de Representação no Rio de Janeiro

Africano Oriental (1830), bergantim português que, em meados de 1830, saiu de Lisboa em direção a Moçambique, tendo como destino final o porto do Rio de Janeiro. Denominado Africano Oriental, o navio tinha como proprietário João da Silva Carrão, importante e conhecido negociante português que atuava em Moçambique.
Tendo como responsável por capitanear a embarcação o também português Joaquim Alves da Silva, o bergantim Africano Oriental foi apreendido em setembro de 1830 por tráfico de escravizados e trazia em seus conveses 376 cativos pertencentes ao consignatário João Marcos da Silva Porto. Em viagem que durou 81 dias até a sua apreensão, 116 cativos não sobreviveram ao deslocamento.
Além dos mais de trezentos escravizados, a embarcação também contava com a presença de 17 marinheiros africanos ladinos que pertenciam à outra embarcação, denominada Mariana. Indícios apontam que Mariana foi vendida a João da Silva Carrão e teve seu nome mudado, voltando aos mares, agora, com nome de Africano Oriental.
O comércio de africanos nos portos moçambicanos realizados por comerciantes portugueses, como o caso do brigue Africano Oriental, contou com exponencial aumento, intimamente ligado por questões políticas, como a abertura dos portos, no início do século XIX. Entre os fins do século XVIII e a primeira metade do século XIX, a chegada de embarcações provenientes da costa moçambicana ao Rio de Janeiro, principal porto escravista das Américas e destino do bergantim Africano Oriental, tornava-se cada vez mais regular. Mesmo após a proibição do tráfico atlântico, embarcações continuavam aportando na região moçambicana, em grande maioria, hasteando a bandeira portuguesa, como o Africano Oriental.

Braz Martins Costa Passos
RIO-AHI-SNEIB-FIM-COM-CMis-CMBrGBr-Afo-Requ_P01-M01_1830-09-24 · Item documental · 24/09/1830
Parte de Escritório de Representação no Rio de Janeiro

Africano Oriental (1830), bergantim português que, em meados de 1830, saiu de Lisboa em direção a Moçambique, tendo como destino final o porto do Rio de Janeiro. Denominado Africano Oriental, o navio tinha como proprietário João da Silva Carrão, importante e conhecido negociante português que atuava em Moçambique.
Tendo como responsável por capitanear a embarcação o também português Joaquim Alves da Silva, o bergantim Africano Oriental foi apreendido em setembro de 1830 por tráfico de escravizados e trazia em seus conveses 376 cativos pertencentes ao consignatário João Marcos da Silva Porto. Em viagem que durou 81 dias até a sua apreensão, 116 cativos não sobreviveram ao deslocamento.
Além dos mais de trezentos escravizados, a embarcação também contava com a presença de 17 marinheiros africanos ladinos que pertenciam à outra embarcação, denominada Mariana. Indícios apontam que Mariana foi vendida a João da Silva Carrão e teve seu nome mudado, voltando aos mares, agora, com nome de Africano Oriental.
O comércio de africanos nos portos moçambicanos realizados por comerciantes portugueses, como o caso do brigue Africano Oriental, contou com exponencial aumento, intimamente ligado por questões políticas, como a abertura dos portos, no início do século XIX. Entre os fins do século XVIII e a primeira metade do século XIX, a chegada de embarcações provenientes da costa moçambicana ao Rio de Janeiro, principal porto escravista das Américas e destino do bergantim Africano Oriental, tornava-se cada vez mais regular. Mesmo após a proibição do tráfico atlântico, embarcações continuavam aportando na região moçambicana, em grande maioria, hasteando a bandeira portuguesa, como o Africano Oriental.

João Porto
BR DFMRE RIO-AHI-SNEIB-FIM-COM-CMis-CMBrGBr-Cri-Requ_L9-M2_s-d_02 · Item documental · [S.d.]
Parte de Escritório de Representação no Rio de Janeiro

Sumaca brasileira denominada Criola pertencia a Antonio Pedroso de Albuquerque e estava sob o comando de André Pinto da Silveira quando partiu da Bahia com destino a Molembo, uma das regiões africanas onde se desenvolvia intensamente o comércio de cativos. Molembo era um dos principais pontos de abastecimento de cativos para o Brasil, fornecendo milhares de africanos para as plantations da América portuguesa. No entanto, antes de completar sua travessia, a embarcação foi interceptada pela fragata britânica Bann, comandada pelo capitão George William Courtney. A apreensão da Criola ocorreu na costa do golfo do Benim, mais precisamente em Onim, uma localidade que também era um centro de tráfico e comércio. Após ser capturada, a embarcação foi levada para Serra Leoa, um dos principais centros britânicos de triagem e julgamento de navios suspeitos de envolvimento com comércio ilegal de africanos. Servindo como base da Comissão Mista, Serra Leoa era o principal destino das embarcações capturadas, onde eram submetidas a processos judiciais para avaliar a legalidade da viagem. Durante esses julgamentos, as autoridades britânicas examinavam a carga, documentos e depoimentos da tripulação em busca de evidências de envolvimento no tráfico de africanos escravizados, refletindo as tensões globais da época, marcadas pela crescente pressão britânica para extinguir o comércio transatlântico de escravizados e pela resistência de poderosos interesses comerciais em países como Brasil e Portugal, onde o tráfico ainda representava uma atividade lucrativa. Dessa maneira, a interceptação da Criola ilustra a intensificação da repressão britânica ao tráfico transatlântico. Desde o início do século XIX, a Marinha Real do Reino Unido vinha reforçando suas patrulhas na costa africana, abordando e apreendendo embarcações suspeitas de estarem envolvidas no tráfico de cativos. A fragata Bann, que já havia apreendido a sumaca Cerqueira na década de 1820, fazia parte desse esforço sistemático para desmantelar as redes ilícitas de escravização.

Vicente de Paulo Silva
RIO-AHI-SNEIB-FIM-COM-CMis-CMBrGBr-Cri-Requ_L9-M2_s-d_01 · Item documental · [S.d.]
Parte de Escritório de Representação no Rio de Janeiro

Sumaca brasileira denominada Criola pertencia a Antonio Pedroso de Albuquerque e estava sob o comando de André Pinto da Silveira quando partiu da Bahia com destino a Molembo, uma das regiões africanas onde se desenvolvia intensamente o comércio de cativos. Molembo era um dos principais pontos de abastecimento de cativos para o Brasil, fornecendo milhares de africanos para as plantations da América portuguesa. No entanto, antes de completar sua travessia, a embarcação foi interceptada pela fragata britânica Bann, comandada pelo capitão George William Courtney. A apreensão da Criola ocorreu na costa do golfo do Benim, mais precisamente em Onim, uma localidade que também era um centro de tráfico e comércio. Após ser capturada, a embarcação foi levada para Serra Leoa, um dos principais centros britânicos de triagem e julgamento de navios suspeitos de envolvimento com comércio ilegal de africanos. Servindo como base da Comissão Mista, Serra Leoa era o principal destino das embarcações capturadas, onde eram submetidas a processos judiciais para avaliar a legalidade da viagem. Durante esses julgamentos, as autoridades britânicas examinavam a carga, documentos e depoimentos da tripulação em busca de evidências de envolvimento no tráfico de africanos escravizados, refletindo as tensões globais da época, marcadas pela crescente pressão britânica para extinguir o comércio transatlântico de escravizados e pela resistência de poderosos interesses comerciais em países como Brasil e Portugal, onde o tráfico ainda representava uma atividade lucrativa. Dessa maneira, a interceptação da Criola ilustra a intensificação da repressão britânica ao tráfico transatlântico. Desde o início do século XIX, a Marinha Real do Reino Unido vinha reforçando suas patrulhas na costa africana, abordando e apreendendo embarcações suspeitas de estarem envolvidas no tráfico de cativos. A fragata Bann, que já havia apreendido a sumaca Cerqueira na década de 1820, fazia parte desse esforço sistemático para desmantelar as redes ilícitas de escravização.

Antonio Pedroso de Albuquerque
BR DFMRE RIO-AHI-SNEIB-FIM-COM-CMis-CMBrGBr-Cri-Requ_L9-M2_1859-12-23 · Item documental · 23/12/1859
Parte de Escritório de Representação no Rio de Janeiro

Sumaca brasileira denominada Criola pertencia a Antonio Pedroso de Albuquerque e estava sob o comando de André Pinto da Silveira quando partiu da Bahia com destino a Molembo, uma das regiões africanas onde se desenvolvia intensamente o comércio de cativos. Molembo era um dos principais pontos de abastecimento de cativos para o Brasil, fornecendo milhares de africanos para as plantations da América portuguesa. No entanto, antes de completar sua travessia, a embarcação foi interceptada pela fragata britânica Bann, comandada pelo capitão George William Courtney. A apreensão da Criola ocorreu na costa do golfo do Benim, mais precisamente em Onim, uma localidade que também era um centro de tráfico e comércio. Após ser capturada, a embarcação foi levada para Serra Leoa, um dos principais centros britânicos de triagem e julgamento de navios suspeitos de envolvimento com comércio ilegal de africanos. Servindo como base da Comissão Mista, Serra Leoa era o principal destino das embarcações capturadas, onde eram submetidas a processos judiciais para avaliar a legalidade da viagem. Durante esses julgamentos, as autoridades britânicas examinavam a carga, documentos e depoimentos da tripulação em busca de evidências de envolvimento no tráfico de africanos escravizados, refletindo as tensões globais da época, marcadas pela crescente pressão britânica para extinguir o comércio transatlântico de escravizados e pela resistência de poderosos interesses comerciais em países como Brasil e Portugal, onde o tráfico ainda representava uma atividade lucrativa. Dessa maneira, a interceptação da Criola ilustra a intensificação da repressão britânica ao tráfico transatlântico. Desde o início do século XIX, a Marinha Real do Reino Unido vinha reforçando suas patrulhas na costa africana, abordando e apreendendo embarcações suspeitas de estarem envolvidas no tráfico de cativos. A fragata Bann, que já havia apreendido a sumaca Cerqueira na década de 1820, fazia parte desse esforço sistemático para desmantelar as redes ilícitas de escravização.

José Feliciano de Castilho Barreto e Noronha (1810-1879)
BR DFMRE RIO-AHI-SNEIB-FIM-COM-CMis-CMBrGBr-Cri-Requ_L9-M2_1859-12-22 · Item documental · 22/12/1859
Parte de Escritório de Representação no Rio de Janeiro

Sumaca brasileira denominada Criola pertencia a Antonio Pedroso de Albuquerque e estava sob o comando de André Pinto da Silveira quando partiu da Bahia com destino a Molembo, uma das regiões africanas onde se desenvolvia intensamente o comércio de cativos. Molembo era um dos principais pontos de abastecimento de cativos para o Brasil, fornecendo milhares de africanos para as plantations da América portuguesa. No entanto, antes de completar sua travessia, a embarcação foi interceptada pela fragata britânica Bann, comandada pelo capitão George William Courtney. A apreensão da Criola ocorreu na costa do golfo do Benim, mais precisamente em Onim, uma localidade que também era um centro de tráfico e comércio. Após ser capturada, a embarcação foi levada para Serra Leoa, um dos principais centros britânicos de triagem e julgamento de navios suspeitos de envolvimento com comércio ilegal de africanos. Servindo como base da Comissão Mista, Serra Leoa era o principal destino das embarcações capturadas, onde eram submetidas a processos judiciais para avaliar a legalidade da viagem. Durante esses julgamentos, as autoridades britânicas examinavam a carga, documentos e depoimentos da tripulação em busca de evidências de envolvimento no tráfico de africanos escravizados, refletindo as tensões globais da época, marcadas pela crescente pressão britânica para extinguir o comércio transatlântico de escravizados e pela resistência de poderosos interesses comerciais em países como Brasil e Portugal, onde o tráfico ainda representava uma atividade lucrativa. Dessa maneira, a interceptação da Criola ilustra a intensificação da repressão britânica ao tráfico transatlântico. Desde o início do século XIX, a Marinha Real do Reino Unido vinha reforçando suas patrulhas na costa africana, abordando e apreendendo embarcações suspeitas de estarem envolvidas no tráfico de cativos. A fragata Bann, que já havia apreendido a sumaca Cerqueira na década de 1820, fazia parte desse esforço sistemático para desmantelar as redes ilícitas de escravização.

José Feliciano de Castilho Barreto e Noronha (1810-1879)
BR DFMRE RIO-AHI-SNEIB-FIM-COM-CMis-CMBrGBr-Cri-Requ_L9-M2_1859-11-29 · Item documental · 29/11/1859
Parte de Escritório de Representação no Rio de Janeiro

Sumaca brasileira denominada Criola pertencia a Antonio Pedroso de Albuquerque e estava sob o comando de André Pinto da Silveira quando partiu da Bahia com destino a Molembo, uma das regiões africanas onde se desenvolvia intensamente o comércio de cativos. Molembo era um dos principais pontos de abastecimento de cativos para o Brasil, fornecendo milhares de africanos para as plantations da América portuguesa. No entanto, antes de completar sua travessia, a embarcação foi interceptada pela fragata britânica Bann, comandada pelo capitão George William Courtney. A apreensão da Criola ocorreu na costa do golfo do Benim, mais precisamente em Onim, uma localidade que também era um centro de tráfico e comércio. Após ser capturada, a embarcação foi levada para Serra Leoa, um dos principais centros britânicos de triagem e julgamento de navios suspeitos de envolvimento com comércio ilegal de africanos. Servindo como base da Comissão Mista, Serra Leoa era o principal destino das embarcações capturadas, onde eram submetidas a processos judiciais para avaliar a legalidade da viagem. Durante esses julgamentos, as autoridades britânicas examinavam a carga, documentos e depoimentos da tripulação em busca de evidências de envolvimento no tráfico de africanos escravizados, refletindo as tensões globais da época, marcadas pela crescente pressão britânica para extinguir o comércio transatlântico de escravizados e pela resistência de poderosos interesses comerciais em países como Brasil e Portugal, onde o tráfico ainda representava uma atividade lucrativa. Dessa maneira, a interceptação da Criola ilustra a intensificação da repressão britânica ao tráfico transatlântico. Desde o início do século XIX, a Marinha Real do Reino Unido vinha reforçando suas patrulhas na costa africana, abordando e apreendendo embarcações suspeitas de estarem envolvidas no tráfico de cativos. A fragata Bann, que já havia apreendido a sumaca Cerqueira na década de 1820, fazia parte desse esforço sistemático para desmantelar as redes ilícitas de escravização.

A. N. Tolentino
BR DFMRE RIO-AHI-SNEIB-FIM-COM-CMis-CMBrGBr-Cri-Requ_L9-M2_1859-10-18_02 · Item documental · 18/10/1859
Parte de Escritório de Representação no Rio de Janeiro

Sumaca brasileira denominada Criola pertencia a Antonio Pedroso de Albuquerque e estava sob o comando de André Pinto da Silveira quando partiu da Bahia com destino a Molembo, uma das regiões africanas onde se desenvolvia intensamente o comércio de cativos. Molembo era um dos principais pontos de abastecimento de cativos para o Brasil, fornecendo milhares de africanos para as plantations da América portuguesa. No entanto, antes de completar sua travessia, a embarcação foi interceptada pela fragata britânica Bann, comandada pelo capitão George William Courtney. A apreensão da Criola ocorreu na costa do golfo do Benim, mais precisamente em Onim, uma localidade que também era um centro de tráfico e comércio. Após ser capturada, a embarcação foi levada para Serra Leoa, um dos principais centros britânicos de triagem e julgamento de navios suspeitos de envolvimento com comércio ilegal de africanos. Servindo como base da Comissão Mista, Serra Leoa era o principal destino das embarcações capturadas, onde eram submetidas a processos judiciais para avaliar a legalidade da viagem. Durante esses julgamentos, as autoridades britânicas examinavam a carga, documentos e depoimentos da tripulação em busca de evidências de envolvimento no tráfico de africanos escravizados, refletindo as tensões globais da época, marcadas pela crescente pressão britânica para extinguir o comércio transatlântico de escravizados e pela resistência de poderosos interesses comerciais em países como Brasil e Portugal, onde o tráfico ainda representava uma atividade lucrativa. Dessa maneira, a interceptação da Criola ilustra a intensificação da repressão britânica ao tráfico transatlântico. Desde o início do século XIX, a Marinha Real do Reino Unido vinha reforçando suas patrulhas na costa africana, abordando e apreendendo embarcações suspeitas de estarem envolvidas no tráfico de cativos. A fragata Bann, que já havia apreendido a sumaca Cerqueira na década de 1820, fazia parte desse esforço sistemático para desmantelar as redes ilícitas de escravização.

A. N. Tolentino
RIO-AHI-SNEIB-FIM-COM-CMis-CMBrGBr-Cri-Requ_L9-M2_1859-10-18_01 · Item documental · 18/10/1859
Parte de Escritório de Representação no Rio de Janeiro

Sumaca brasileira denominada Criola pertencia a Antonio Pedroso de Albuquerque e estava sob o comando de André Pinto da Silveira quando partiu da Bahia com destino a Molembo, uma das regiões africanas onde se desenvolvia intensamente o comércio de cativos. Molembo era um dos principais pontos de abastecimento de cativos para o Brasil, fornecendo milhares de africanos para as plantations da América portuguesa. No entanto, antes de completar sua travessia, a embarcação foi interceptada pela fragata britânica Bann, comandada pelo capitão George William Courtney. A apreensão da Criola ocorreu na costa do golfo do Benim, mais precisamente em Onim, uma localidade que também era um centro de tráfico e comércio. Após ser capturada, a embarcação foi levada para Serra Leoa, um dos principais centros britânicos de triagem e julgamento de navios suspeitos de envolvimento com comércio ilegal de africanos. Servindo como base da Comissão Mista, Serra Leoa era o principal destino das embarcações capturadas, onde eram submetidas a processos judiciais para avaliar a legalidade da viagem. Durante esses julgamentos, as autoridades britânicas examinavam a carga, documentos e depoimentos da tripulação em busca de evidências de envolvimento no tráfico de africanos escravizados, refletindo as tensões globais da época, marcadas pela crescente pressão britânica para extinguir o comércio transatlântico de escravizados e pela resistência de poderosos interesses comerciais em países como Brasil e Portugal, onde o tráfico ainda representava uma atividade lucrativa. Dessa maneira, a interceptação da Criola ilustra a intensificação da repressão britânica ao tráfico transatlântico. Desde o início do século XIX, a Marinha Real do Reino Unido vinha reforçando suas patrulhas na costa africana, abordando e apreendendo embarcações suspeitas de estarem envolvidas no tráfico de cativos. A fragata Bann, que já havia apreendido a sumaca Cerqueira na década de 1820, fazia parte desse esforço sistemático para desmantelar as redes ilícitas de escravização.

A. N. Tolentino
BR DFMRE RIO-AHI-SNEIB-FIM-COM-CMis-CMBrGBr-Cst-Requ_L8-M5_1860-02-09 · Item documental · 09/02/1860
Parte de Escritório de Representação no Rio de Janeiro

Constante (1846)

Galera brasileira denominada “Constante” operava sob propriedade de Antonio de Sousa Ribeiro, representante dos herdeiros do Comendador Bernardino de Sá, o Barão de Vila Nova do Minho. Figura influente no comércio atlântico, o barão esteve envolvido em diversas atividades mercantis, possuindo uma frota de navios que incluía o Atrevida, Bonfim, Princeza, Triunfante e Cidade de Angra. A embarcação Constante também tinha como proprietário Jeronimo Pereira Lopes da Silva.
Sob o comando de Laurentino Cândido do Amaral, a Constante partiu do porto do Rio de Janeiro em novembro de 1846. Oficialmente, seu destino era a pesca da baleia, mas a embarcação foi apreendida na saída de Quelimane, na costa oriental africana, pela fragata britânica Cleópatra.
A apreensão da Constante insere-se no contexto do tráfico atlântico de escravizados, que, apesar das proibições internacionais, ainda persistia de maneira clandestina. O Brasil havia formalmente abolido o tráfico transatlântico em 1831, mas a medida foi amplamente desrespeitada até a intensificação das patrulhas britânicas e a aplicação mais rigorosa da Lei Eusébio de Queirós em 1850. Regiões como Quelimane, em Moçambique, eram pontos estratégicos para traficantes, fornecendo cativos para mercados da América. A atuação de embarcações britânicas, como a Cleópatra, fazia parte de um esforço internacional para sufocar esse comércio ilícito.

Antônio de Souza Ribeiro (s.d.)
BR DFMRE RIO-AHI-SNEIB-FIM-COM-CMis-CMBrGBr-Cst-Requ_L8-M5_1859-11-30 · Item documental · 30/11/1859
Parte de Escritório de Representação no Rio de Janeiro

Constante (1846)

Galera brasileira denominada “Constante” operava sob propriedade de Antonio de Sousa Ribeiro, representante dos herdeiros do Comendador Bernardino de Sá, o Barão de Vila Nova do Minho. Figura influente no comércio atlântico, o barão esteve envolvido em diversas atividades mercantis, possuindo uma frota de navios que incluía o Atrevida, Bonfim, Princeza, Triunfante e Cidade de Angra. A embarcação Constante também tinha como proprietário Jeronimo Pereira Lopes da Silva.
Sob o comando de Laurentino Cândido do Amaral, a Constante partiu do porto do Rio de Janeiro em novembro de 1846. Oficialmente, seu destino era a pesca da baleia, mas a embarcação foi apreendida na saída de Quelimane, na costa oriental africana, pela fragata britânica Cleópatra.
A apreensão da Constante insere-se no contexto do tráfico atlântico de escravizados, que, apesar das proibições internacionais, ainda persistia de maneira clandestina. O Brasil havia formalmente abolido o tráfico transatlântico em 1831, mas a medida foi amplamente desrespeitada até a intensificação das patrulhas britânicas e a aplicação mais rigorosa da Lei Eusébio de Queirós em 1850. Regiões como Quelimane, em Moçambique, eram pontos estratégicos para traficantes, fornecendo cativos para mercados da América. A atuação de embarcações britânicas, como a Cleópatra, fazia parte de um esforço internacional para sufocar esse comércio ilícito.

Antônio de Souza Ribeiro (s.d.)
BR DFMRE RIO-AHI-SNEIB-FIM-COM-CMis-CMBrGBr-Cst-Requ_L8-M5_1859-11-24 · Item documental · 24/11/1859
Parte de Escritório de Representação no Rio de Janeiro

Constante (1846)

Galera brasileira denominada “Constante” operava sob propriedade de Antonio de Sousa Ribeiro, representante dos herdeiros do Comendador Bernardino de Sá, o Barão de Vila Nova do Minho. Figura influente no comércio atlântico, o barão esteve envolvido em diversas atividades mercantis, possuindo uma frota de navios que incluía o Atrevida, Bonfim, Princeza, Triunfante e Cidade de Angra. A embarcação Constante também tinha como proprietário Jeronimo Pereira Lopes da Silva.
Sob o comando de Laurentino Cândido do Amaral, a Constante partiu do porto do Rio de Janeiro em novembro de 1846. Oficialmente, seu destino era a pesca da baleia, mas a embarcação foi apreendida na saída de Quelimane, na costa oriental africana, pela fragata britânica Cleópatra.
A apreensão da Constante insere-se no contexto do tráfico atlântico de escravizados, que, apesar das proibições internacionais, ainda persistia de maneira clandestina. O Brasil havia formalmente abolido o tráfico transatlântico em 1831, mas a medida foi amplamente desrespeitada até a intensificação das patrulhas britânicas e a aplicação mais rigorosa da Lei Eusébio de Queirós em 1850. Regiões como Quelimane, em Moçambique, eram pontos estratégicos para traficantes, fornecendo cativos para mercados da América. A atuação de embarcações britânicas, como a Cleópatra, fazia parte de um esforço internacional para sufocar esse comércio ilícito.

Antônio de Souza Ribeiro (s.d.)
BR DFMRE RIO-AHI-SNEIB-FIM-COM-CMis-CMBrGBr-Ccç-Requ_L8-M1_s.d_02 · Item documental · S.d
Parte de Escritório de Representação no Rio de Janeiro

Conceição (1850)
A Sumaca Conceição era uma embarcação brasileira que, em 1850, já possuía cerca de vinte anos de atividade. De propriedade de Domingos Gomes Barroso e D. Cândida de Oliveira Barroso, e consignada a João Martins Barroso, iniciou sua viagem no dia 16 de junho de 1850, partindo do porto do Rio de Janeiro com destino a São João da Barra de Campos.
O tráfico interprovincial de escravizados no Brasil do século XIX teve papel fundamental na manutenção da economia agrícola em regiões como o Sudeste. Nesse ínterim, o porto de São João da Barra, localizado na região Norte Fluminense do estado do Rio de Janeiro, desempenhou um papel estratégico. Situado na foz do Rio Paraíba do Sul, funcionava como um importante entreposto comercial, conectando as plantações de café e açúcar do interior com os mercados externos e internos. Além do escoamento da produção agrícola, o porto também facilitava o deslocamento de escravizados em trânsito para áreas de maior demanda, como o Vale do Paraíba e outras regiões agrícolas em expansão.
Portos menores e pontos estratégicos da costa brasileira eram frequentemente utilizados para o desembarque clandestino de africanos escravizados, evitando os grandes centros portuários que estavam sob maior vigilância. No entanto, a Sumaca Conceição foi apreendida pelo navio britânico Sharpshooter, comandado por John Bailey, nas proximidades de Cabo Frio, em 20 de julho de 1850.
O referido caso está intrinsecamente ligado com o momento de discussões sócio-políticas em torno do fim do tráfico transatlântico entre as décadas de 1840 e 1850. A promulgação unilateral do Bill Aberdeen, em agosto de 1845 foi um evento crucial na história das relações entre o Brasil e o Império Britânico, refletindo a crescente pressão que a Grã-Bretanha exercia sobre o Brasil durante o século XIX.

José Feliciano de Castilho Barreto e Noronha
BR DFMRE RIO-AHI-SNEIB-FIM-COM-CMis-CMBrGBr-Ccç-Requ_L8-M1_s.d_01 · Item documental · S.d
Parte de Escritório de Representação no Rio de Janeiro

Conceição (1850)
A Sumaca Conceição era uma embarcação brasileira que, em 1850, já possuía cerca de vinte anos de atividade. De propriedade de Domingos Gomes Barroso e D. Cândida de Oliveira Barroso, e consignada a João Martins Barroso, iniciou sua viagem no dia 16 de junho de 1850, partindo do porto do Rio de Janeiro com destino a São João da Barra de Campos.
O tráfico interprovincial de escravizados no Brasil do século XIX teve papel fundamental na manutenção da economia agrícola em regiões como o Sudeste. Nesse ínterim, o porto de São João da Barra, localizado na região Norte Fluminense do estado do Rio de Janeiro, desempenhou um papel estratégico. Situado na foz do Rio Paraíba do Sul, funcionava como um importante entreposto comercial, conectando as plantações de café e açúcar do interior com os mercados externos e internos. Além do escoamento da produção agrícola, o porto também facilitava o deslocamento de escravizados em trânsito para áreas de maior demanda, como o Vale do Paraíba e outras regiões agrícolas em expansão.
Portos menores e pontos estratégicos da costa brasileira eram frequentemente utilizados para o desembarque clandestino de africanos escravizados, evitando os grandes centros portuários que estavam sob maior vigilância. No entanto, a Sumaca Conceição foi apreendida pelo navio britânico Sharpshooter, comandado por John Bailey, nas proximidades de Cabo Frio, em 20 de julho de 1850.
O referido caso está intrinsecamente ligado com o momento de discussões sócio-políticas em torno do fim do tráfico transatlântico entre as décadas de 1840 e 1850. A promulgação unilateral do Bill Aberdeen, em agosto de 1845 foi um evento crucial na história das relações entre o Brasil e o Império Britânico, refletindo a crescente pressão que a Grã-Bretanha exercia sobre o Brasil durante o século XIX.

João M. Barroso.
RIO-AHI-SNEIB-FIM-COM-CMis-CMBrGBr-Chv-Requ_L7-M3_s.d. · Item documental · S.d.
Parte de Escritório de Representação no Rio de Janeiro

Chaves Primeiro (1863), patacho brasileiro pertencente à Clara Maria Ferreira e consignado a João Fernandes de Matias. Pilotada pelo mestre Romão Quinteiros, saiu de Benevente em 31 de dezembro de 1863 com destino ao porto do Rio de Janeiro. Com o carregamento de madeira, milho, café e “alguns cativos” foi apreendida no dia seguinte, em 1º de janeiro pelo navio de vapor inglês denominado Stromboli às 8 da manhã.
Nos anos derradeiros do século XIX, o Porto de Benevente, como parte da rede de portos e vias comerciais do Tejo, estava indiretamente vinculado ao tráfico de escravizados para o Rio de Janeiro, principalmente pela sua relação com Lisboa, o principal porto de embarque de escravizados para o Brasil. Embora Benevente em si não fosse um ponto chave para o tráfico direto de escravizados, o Porto de Lisboa e outros portos fluviais ao longo do Tejo eram fundamentais para a logística do tráfico ilegal que ainda persistia mesmo após a lei abolicionista de 1850.

João Fernandes de Mattos
RIO-AHI-SNEIB-FIM-COM-CMis-CMBrGBr-Chv-Requ_L7-M3_1863-02-27 · Item documental · 27/02/1863
Parte de Escritório de Representação no Rio de Janeiro

Chaves Primeiro (1863), patacho brasileiro pertencente à Clara Maria Ferreira e consignado a João Fernandes de Matias. Pilotada pelo mestre Romão Quinteiros, saiu de Benevente em 31 de dezembro de 1863 com destino ao porto do Rio de Janeiro. Com o carregamento de madeira, milho, café e “alguns cativos” foi apreendida no dia seguinte, em 1º de janeiro pelo navio de vapor inglês denominado Stromboli às 8 da manhã.
Nos anos derradeiros do século XIX, o Porto de Benevente, como parte da rede de portos e vias comerciais do Tejo, estava indiretamente vinculado ao tráfico de escravizados para o Rio de Janeiro, principalmente pela sua relação com Lisboa, o principal porto de embarque de escravizados para o Brasil. Embora Benevente em si não fosse um ponto chave para o tráfico direto de escravizados, o Porto de Lisboa e outros portos fluviais ao longo do Tejo eram fundamentais para a logística do tráfico ilegal que ainda persistia mesmo após a lei abolicionista de 1850.

Não consta.
RIO-AHI-SNEIB-FIM-COM-CMis-CMBrGBr-Crq-Requ_L6-M3_s-d · Item documental · [S.d.]
Parte de Escritório de Representação no Rio de Janeiro

Brigue de nacionalidade brasileira, propriedade de José Cerqueira de Lima, um importante negociante e armador da primeira metade do século XIX. Lima possuía uma extensa frota, com mais de 30 embarcações que realizavam viagens comerciais entre o porto da Bahia e a costa ocidental da África. Sob o comando de Manoel Cardoso dos Santos, o Cerqueira partiu do porto da Bahia em novembro de 1820, com destino a Molembo, um dos centros comerciais situados na região do Congo, conhecido por suas intensas trocas comerciais. Contudo, durante essa travessia, a embarcação foi interceptada pela fragata britânica Bann, sob o comando do capitão George William Courtney, que já havia apressado a Sumaca Criola na mesma época. Cerqueira foi apressado no porto de Onim, situado no golfo do Benim, uma localidade que frequentemente servia como ponto estratégico para patrulhas navais britânicas que atuavam no combate ao tráfico transatlântico de africanos escravizados. Após a captura, o navio foi conduzido a Serra Leoa, um dos principais centros britânicos de triagem e julgamento de navios suspeitos de envolvimento com comércio ilegal de africanos. Servindo como base da Comissão Mista, Serra Leoa era o principal destino das embarcações capturadas, onde eram submetidas a processos judiciais para avaliar a legalidade da viagem. Durante esses julgamentos, as autoridades britânicas examinavam a carga, documentos e depoimentos da tripulação em busca de evidências de envolvimento no tráfico de africanos escravizados, refletindo as tensões globais da época.

Sem título
RIO-AHI-SNEIB-FIM-COM-CMis-CMBrGBr-Crq-Requ_L6-M3_1839-10-18 · Item documental · 18/10/1839
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Brigue de nacionalidade brasileira, propriedade de José Cerqueira de Lima, um importante negociante e armador da primeira metade do século XIX. Lima possuía uma extensa frota, com mais de 30 embarcações que realizavam viagens comerciais entre o porto da Bahia e a costa ocidental da África. Sob o comando de Manoel Cardoso dos Santos, o Cerqueira partiu do porto da Bahia em novembro de 1820, com destino a Molembo, um dos centros comerciais situados na região do Congo, conhecido por suas intensas trocas comerciais. Contudo, durante essa travessia, a embarcação foi interceptada pela fragata britânica Bann, sob o comando do capitão George William Courtney, que já havia apressado a Sumaca Criola na mesma época. Cerqueira foi apressado no porto de Onim, situado no golfo do Benim, uma localidade que frequentemente servia como ponto estratégico para patrulhas navais britânicas que atuavam no combate ao tráfico transatlântico de africanos escravizados. Após a captura, o navio foi conduzido a Serra Leoa, um dos principais centros britânicos de triagem e julgamento de navios suspeitos de envolvimento com comércio ilegal de africanos. Servindo como base da Comissão Mista, Serra Leoa era o principal destino das embarcações capturadas, onde eram submetidas a processos judiciais para avaliar a legalidade da viagem. Durante esses julgamentos, as autoridades britânicas examinavam a carga, documentos e depoimentos da tripulação em busca de evidências de envolvimento no tráfico de africanos escravizados, refletindo as tensões globais da época.

Sem título
RIO-AHI-SNEIB-FIM-COM-CMis-CMBrGBr-Crq-Requ_L6-M3_1824-08-20 · Item documental · 20/08/1824
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Brigue de nacionalidade brasileira, propriedade de José Cerqueira de Lima, um importante negociante e armador da primeira metade do século XIX. Lima possuía uma extensa frota, com mais de 30 embarcações que realizavam viagens comerciais entre o porto da Bahia e a costa ocidental da África. Sob o comando de Manoel Cardoso dos Santos, o Cerqueira partiu do porto da Bahia em novembro de 1820, com destino a Molembo, um dos centros comerciais situados na região do Congo, conhecido por suas intensas trocas comerciais. Contudo, durante essa travessia, a embarcação foi interceptada pela fragata britânica Bann, sob o comando do capitão George William Courtney, que já havia apressado a Sumaca Criola na mesma época. Cerqueira foi apressado no porto de Onim, situado no golfo do Benim, uma localidade que frequentemente servia como ponto estratégico para patrulhas navais britânicas que atuavam no combate ao tráfico transatlântico de africanos escravizados. Após a captura, o navio foi conduzido a Serra Leoa, um dos principais centros britânicos de triagem e julgamento de navios suspeitos de envolvimento com comércio ilegal de africanos. Servindo como base da Comissão Mista, Serra Leoa era o principal destino das embarcações capturadas, onde eram submetidas a processos judiciais para avaliar a legalidade da viagem. Durante esses julgamentos, as autoridades britânicas examinavam a carga, documentos e depoimentos da tripulação em busca de evidências de envolvimento no tráfico de africanos escravizados, refletindo as tensões globais da época.

Sem título
RIO-AHI-SNEIB-FIM-COM-CMis-CMBrGBr-Clp-Requ_L5-M2_1860-02-18 · Item documental · 18/02/1860
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Caliope (1851)

Hiate de nacionalidade brasileira, a embarcação denominada Calíope era pertencente a João Pinto Luz, um comerciante envolvido nas redes mercantis do litoral sul do Brasil. A partir de janeiro de 1850, sob o comando de Jesuíno Antônio de Sousa, realizou cerca de três ou quatro viagens entre Paranaguá, no Paraná, e Porto Belo, em Santa Catarina, um itinerário que inseria-se no fluxo de embarcações que navegavam pela costa brasileira no século XIX.
A rota entre Paranaguá e Porto Belo conectava dois importantes portos do sul do Brasil, utilizados tanto para o comércio de mercadorias como para atividades clandestinas, incluindo o tráfico ilegal de africanos escravizados. Durante esse período, apesar da proibição formal do tráfico transatlântico de cativos, redes de traficantes continuavam operando por meio de embarcações menores, que faziam o transporte de cativos desembarcados em pontos isolados da costa brasileira para redistribuição em centros urbanos e áreas agrícolas. Portos secundários, como Paranaguá e Porto Belo, apresentavam-se como estratégicos para esses circuitos clandestinos.
Contudo, em agosto de 1851, Calíope foi apreendido pelo navio britânico Locust, uma embarcação da Marinha Real que patrulhava o Atlântico Sul em busca de navios envolvidos no comércio ilegal de africanos escravizados. A mesma embarcação também realizou, no mesmo período, a captura do navio Triunfante. Ademais, indícios apontam que, em meio à apreensão, Calíope teria sido incendiada, demonstrando a atuação intensiva da esquadra britânica na repressão ao tráfico.

José Feliciano de C. B. Noronha (s.d.)