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RIO-AHI-SNEIB-FIM-ROPFJ-Exec-Ofic_300-4-13_1823-04-18 · Item documental · 18/04/1823
Teil von Escritório de Representação no Rio de Janeiro

A diplomacia no Primeiro Reinado do Brasil (1821-1831) desempenhou um papel crucial na consolidação da independência do país e na definição das relações internacionais. Este período foi marcado por intensas negociações com potências estrangeiras, especialmente a Inglaterra e Portugal, que influenciaram significativamente a trajetória política e econômica da nação recém-independente. Portugal desempenhou um papel central nas relações diplomáticas do Brasil, estabelecendo acordos desiguais que agravam a dependência econômica brasileira em relação à Inglaterra. Os “Tratados Desiguais" de 1810, notadamente o Tratado de Comércio e Navegação, demonstraram a submissão do Brasil aos interesses britânicos, impondo tarifas favoráveis aos produtos ingleses e concedendo privilégios jurídicos especiais aos súditos britânicos. O reconhecimento da independência do Brasil pela comunidade internacional foi um processo complexo, marcado por disputas políticas e interesses divergentes. Enquanto Portugal buscava preservar seus interesses coloniais e manter sua influência sobre o Brasil, os líderes brasileiros, liderados por figuras como José Bonifácio de Andrada e Silva, buscavam estabelecer relações equilibradas e independentes com as potências estrangeiras. A queda de José Bonifácio e a ascensão de Dom Pedro I ao poder marcaram uma mudança na condução da diplomacia brasileira. Sob o comando de Dom Pedro I, o Brasil buscou afirmar sua soberania e buscar o reconhecimento internacional como uma nação independente e soberana. As negociações para o reconhecimento internacional do Brasil enfrentaram várias dificuldades, incluindo questões relacionadas à sucessão do trono português, o pagamento de dívidas contraídas por Portugal durante o processo de independência brasileira e questões de orgulho e vaidade pessoal por parte das autoridades portuguesas. O resultado dessas negociações foi o estabelecimento de relações diplomáticas formais entre o Brasil e as potências estrangeiras, incluindo o reconhecimento oficial da independência brasileira por Portugal em 1829. No entanto, esses acordos muitas vezes impuseram custos significativos ao Brasil, como a abolição da escravidão, refletindo os desafios enfrentados pela diplomacia brasileira em seus primeiros anos de existência. Em resumo, a diplomacia no Primeiro Reinado do Brasil foi caracterizada por uma luta constante para afirmar a independência e soberania do país em meio a uma complexa teia de interesses políticos e econômicos internacionais. Sucessos e dificuldades nesse período moldaram as relações exteriores do Brasil e influenciaram sua posição no cenário internacional em desenvolvimento.

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RIO-AHI-SNEIB-FIM-COM-CMis-CMBrGBr-Atr-Peti_L2-M3_1860-03-09_01 · Item documental · 09/03/1860
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Barca de nacionalidade brasileira, a embarcação denominada Atrevida era propriedade de Jeronimo Pereira Lopes da Silva, posteriormente cedida a Bernardino de Sá, o Barão da Vila Nova do Minho - um influente comerciante e também dono do navio Princeza - e realizava rotas comerciais entre portos brasileiros. Durante a década de 1850, sob o comando do capitão José Antonio Alvarenga, a Atrevida partiu do porto do Rio de Janeiro, tendo como destino a província de Pernambuco. Sua rota entre o Rio de Janeiro e Pernambuco também sugere uma possível conexão com o tráfico interprovincial, prática que se intensificou após a proibição oficial da importação de africanos em 1850. Com a extinção do tráfico transatlântico, comerciantes e proprietários de terras passaram a recorrer ao deslocamento interno de pessoas escravizadas, transferindo-as principalmente das regiões sudeste e norte para as zonas canavieiras do nordeste e as lavouras de café do centro-sul. Pernambuco, sendo um dos principais polos açucareiros do país, figurava como um destino comum nesse comércio forçado de mão de obra cativa. Contudo, em meio a essa viagem, a embarcação foi interceptada pelo vapor britânico SMB Styx, uma unidade da Marinha Real Britânica que atuava no patrulhamento contra o tráfico transatlântico de africanos escravizados. Após a apreensão, a barca foi levada à Ilha de Santa Helena, um território britânico localizado no Atlântico Sul, a aproximadamente 1.950km da costa da África. No século XIX, a Ilha desempenhou um papel relevante na repressão ao tráfico transatlântico de escravizados, funcionando como um centro de detenção para navios suspeitos de envolvimento no comércio ilegal. Assim, a posição isolada da ilha e sua importância como entreposto naval fizeram dela um ponto estratégico no contexto das políticas britânicas de controle marítimo e combate ao tráfico. A captura da Atrevida insere-se no contexto da crescente pressão internacional sobre o Império do Brasil para erradicar o tráfico de africanos escravizados, intensificada após a década de 1850, com a Lei Eusébio de Queiroz.

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RIO-AHI-SNEIB-FIM-COM-CMis-CMBrGBr-Atr-Peti_L2-M3_1860-03-09_02 · Item documental · 09/03/1860
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Barca de nacionalidade brasileira, a embarcação denominada Atrevida era propriedade de Jeronimo Pereira Lopes da Silva, posteriormente cedida a Bernardino de Sá, o Barão da Vila Nova do Minho - um influente comerciante e também dono do navio Princeza - e realizava rotas comerciais entre portos brasileiros. Durante a década de 1850, sob o comando do capitão José Antonio Alvarenga, a Atrevida partiu do porto do Rio de Janeiro, tendo como destino a província de Pernambuco. Sua rota entre o Rio de Janeiro e Pernambuco também sugere uma possível conexão com o tráfico interprovincial, prática que se intensificou após a proibição oficial da importação de africanos em 1850. Com a extinção do tráfico transatlântico, comerciantes e proprietários de terras passaram a recorrer ao deslocamento interno de pessoas escravizadas, transferindo-as principalmente das regiões sudeste e norte para as zonas canavieiras do nordeste e as lavouras de café do centro-sul. Pernambuco, sendo um dos principais polos açucareiros do país, figurava como um destino comum nesse comércio forçado de mão de obra cativa. Contudo, em meio a essa viagem, a embarcação foi interceptada pelo vapor britânico SMB Styx, uma unidade da Marinha Real Britânica que atuava no patrulhamento contra o tráfico transatlântico de africanos escravizados. Após a apreensão, a barca foi levada à Ilha de Santa Helena, um território britânico localizado no Atlântico Sul, a aproximadamente 1.950km da costa da África. No século XIX, a Ilha desempenhou um papel relevante na repressão ao tráfico transatlântico de escravizados, funcionando como um centro de detenção para navios suspeitos de envolvimento no comércio ilegal. Assim, a posição isolada da ilha e sua importância como entreposto naval fizeram dela um ponto estratégico no contexto das políticas britânicas de controle marítimo e combate ao tráfico. A captura da Atrevida insere-se no contexto da crescente pressão internacional sobre o Império do Brasil para erradicar o tráfico de africanos escravizados, intensificada após a década de 1850, com a Lei Eusébio de Queiroz.

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RIO-AHI-SNEIB-FIM-COM-CMis-CMBrGBr-Epc-Proc_L14-M3_1839-04-03_02 · Item documental · 03/04/1839
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Em meados do século XIX, o patacho português denominado Especulador, de propriedade de José Joaquim Teixeira, partiu do porto do Rio de Janeiro com destino à costa oriental africana, tendo Moçambique como ponto final planejado. Sob o comando de José Joaquim Pereira Negrão, a embarcação realizou escalas em Hanha e Montevidéu, pontos estratégicos nas rotas transatlânticas da época. O porto de Hanha, localizado na costa ocidental da África, servia à época como um importante ponto de apoio para embarcações que navegavam entre as Américas e a África. Já Montevidéu, situado na margem norte do estuário do Rio da Prata, desempenhava um papel central nas redes do tráfico transatlântico de escravizados, especialmente no abastecimento do mercado brasileiro. Durante a travessia, contudo, o patacho lusitano foi interceptado pela Corveta britânica Electra, comandada por William Preston, apreensão que fazia parte das atividades de patrulhamento realizadas no âmbito das Comissões Mistas estabelecidas entre a Inglaterra e outras potências europeias que tinham como objetivo combater o tráfico transatlântico de escravizados, fruto de tratados bilaterais que permitiam a inspeção e apreensão de embarcações suspeitas, com o caso do Especulador.

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RIO-AHI-SNEIB-FIM-COM-CMis-CMBrGBr-Epc-Proc_L14-M3_1839-04-03_03 · Item documental · 03/04/1839
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Em meados do século XIX, o patacho português denominado Especulador, de propriedade de José Joaquim Teixeira, partiu do porto do Rio de Janeiro com destino à costa oriental africana, tendo Moçambique como ponto final planejado. Sob o comando de José Joaquim Pereira Negrão, a embarcação realizou escalas em Hanha e Montevidéu, pontos estratégicos nas rotas transatlânticas da época. O porto de Hanha, localizado na costa ocidental da África, servia à época como um importante ponto de apoio para embarcações que navegavam entre as Américas e a África. Já Montevidéu, situado na margem norte do estuário do Rio da Prata, desempenhava um papel central nas redes do tráfico transatlântico de escravizados, especialmente no abastecimento do mercado brasileiro. Durante a travessia, contudo, o patacho lusitano foi interceptado pela Corveta britânica Electra, comandada por William Preston, apreensão que fazia parte das atividades de patrulhamento realizadas no âmbito das Comissões Mistas estabelecidas entre a Inglaterra e outras potências europeias que tinham como objetivo combater o tráfico transatlântico de escravizados, fruto de tratados bilaterais que permitiam a inspeção e apreensão de embarcações suspeitas, com o caso do Especulador.

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RIO-AHI-SNEIB-FIM-COM-CMis-CMBrGBr-Epc-Proc_L14-M3_1839-04-03_04 · Item documental · 03/04/1839
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Em meados do século XIX, o patacho português denominado Especulador, de propriedade de José Joaquim Teixeira, partiu do porto do Rio de Janeiro com destino à costa oriental africana, tendo Moçambique como ponto final planejado. Sob o comando de José Joaquim Pereira Negrão, a embarcação realizou escalas em Hanha e Montevidéu, pontos estratégicos nas rotas transatlânticas da época. O porto de Hanha, localizado na costa ocidental da África, servia à época como um importante ponto de apoio para embarcações que navegavam entre as Américas e a África. Já Montevidéu, situado na margem norte do estuário do Rio da Prata, desempenhava um papel central nas redes do tráfico transatlântico de escravizados, especialmente no abastecimento do mercado brasileiro. Durante a travessia, contudo, o patacho lusitano foi interceptado pela Corveta britânica Electra, comandada por William Preston, apreensão que fazia parte das atividades de patrulhamento realizadas no âmbito das Comissões Mistas estabelecidas entre a Inglaterra e outras potências europeias que tinham como objetivo combater o tráfico transatlântico de escravizados, fruto de tratados bilaterais que permitiam a inspeção e apreensão de embarcações suspeitas, com o caso do Especulador.

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RIO-AHI-SNEIB-FIM-COM-CMis-CMBrGBr-Epc-Proc_L14-M3_1839-04-03_05 · Item documental · 03/04/1839
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Em meados do século XIX, o patacho português denominado Especulador, de propriedade de José Joaquim Teixeira, partiu do porto do Rio de Janeiro com destino à costa oriental africana, tendo Moçambique como ponto final planejado. Sob o comando de José Joaquim Pereira Negrão, a embarcação realizou escalas em Hanha e Montevidéu, pontos estratégicos nas rotas transatlânticas da época. O porto de Hanha, localizado na costa ocidental da África, servia à época como um importante ponto de apoio para embarcações que navegavam entre as Américas e a África. Já Montevidéu, situado na margem norte do estuário do Rio da Prata, desempenhava um papel central nas redes do tráfico transatlântico de escravizados, especialmente no abastecimento do mercado brasileiro. Durante a travessia, contudo, o patacho lusitano foi interceptado pela Corveta britânica Electra, comandada por William Preston, apreensão que fazia parte das atividades de patrulhamento realizadas no âmbito das Comissões Mistas estabelecidas entre a Inglaterra e outras potências europeias que tinham como objetivo combater o tráfico transatlântico de escravizados, fruto de tratados bilaterais que permitiam a inspeção e apreensão de embarcações suspeitas, com o caso do Especulador.

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RIO-AHI-SNEIB-FIM-COM-CMis-CMBrGBr-Epc-Proc_L14-M3_1839-04-03_06 · Item documental · 03/04/1839
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Em meados do século XIX, o patacho português denominado Especulador, de propriedade de José Joaquim Teixeira, partiu do porto do Rio de Janeiro com destino à costa oriental africana, tendo Moçambique como ponto final planejado. Sob o comando de José Joaquim Pereira Negrão, a embarcação realizou escalas em Hanha e Montevidéu, pontos estratégicos nas rotas transatlânticas da época. O porto de Hanha, localizado na costa ocidental da África, servia à época como um importante ponto de apoio para embarcações que navegavam entre as Américas e a África. Já Montevidéu, situado na margem norte do estuário do Rio da Prata, desempenhava um papel central nas redes do tráfico transatlântico de escravizados, especialmente no abastecimento do mercado brasileiro. Durante a travessia, contudo, o patacho lusitano foi interceptado pela Corveta britânica Electra, comandada por William Preston, apreensão que fazia parte das atividades de patrulhamento realizadas no âmbito das Comissões Mistas estabelecidas entre a Inglaterra e outras potências europeias que tinham como objetivo combater o tráfico transatlântico de escravizados, fruto de tratados bilaterais que permitiam a inspeção e apreensão de embarcações suspeitas, com o caso do Especulador.

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RIO-AHI-SNEIB-FIM-COM-CMis-CMBrGBr-Epc-Proc_L14-M3_1839-04-03_07 · Item documental · 03/04/1839
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Em meados do século XIX, o patacho português denominado Especulador, de propriedade de José Joaquim Teixeira, partiu do porto do Rio de Janeiro com destino à costa oriental africana, tendo Moçambique como ponto final planejado. Sob o comando de José Joaquim Pereira Negrão, a embarcação realizou escalas em Hanha e Montevidéu, pontos estratégicos nas rotas transatlânticas da época. O porto de Hanha, localizado na costa ocidental da África, servia à época como um importante ponto de apoio para embarcações que navegavam entre as Américas e a África. Já Montevidéu, situado na margem norte do estuário do Rio da Prata, desempenhava um papel central nas redes do tráfico transatlântico de escravizados, especialmente no abastecimento do mercado brasileiro. Durante a travessia, contudo, o patacho lusitano foi interceptado pela Corveta britânica Electra, comandada por William Preston, apreensão que fazia parte das atividades de patrulhamento realizadas no âmbito das Comissões Mistas estabelecidas entre a Inglaterra e outras potências europeias que tinham como objetivo combater o tráfico transatlântico de escravizados, fruto de tratados bilaterais que permitiam a inspeção e apreensão de embarcações suspeitas, com o caso do Especulador.

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RIO-AHI-SNEIB-FIM-COM-CMis-CMBrGBr-Epc-Proc_L14-M3_1839-04-03_08 · Item documental · 03/04/1839
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Em meados do século XIX, o patacho português denominado Especulador, de propriedade de José Joaquim Teixeira, partiu do porto do Rio de Janeiro com destino à costa oriental africana, tendo Moçambique como ponto final planejado. Sob o comando de José Joaquim Pereira Negrão, a embarcação realizou escalas em Hanha e Montevidéu, pontos estratégicos nas rotas transatlânticas da época. O porto de Hanha, localizado na costa ocidental da África, servia à época como um importante ponto de apoio para embarcações que navegavam entre as Américas e a África. Já Montevidéu, situado na margem norte do estuário do Rio da Prata, desempenhava um papel central nas redes do tráfico transatlântico de escravizados, especialmente no abastecimento do mercado brasileiro. Durante a travessia, contudo, o patacho lusitano foi interceptado pela Corveta britânica Electra, comandada por William Preston, apreensão que fazia parte das atividades de patrulhamento realizadas no âmbito das Comissões Mistas estabelecidas entre a Inglaterra e outras potências europeias que tinham como objetivo combater o tráfico transatlântico de escravizados, fruto de tratados bilaterais que permitiam a inspeção e apreensão de embarcações suspeitas, com o caso do Especulador.

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RIO-AHI-SNEIB-FIM-COM-CMis-CMBrGBr-Epc-Proc_L14-M3_1839-04-03_09 · Item documental · 03/04/1839
Teil von Escritório de Representação no Rio de Janeiro

Em meados do século XIX, o patacho português denominado Especulador, de propriedade de José Joaquim Teixeira, partiu do porto do Rio de Janeiro com destino à costa oriental africana, tendo Moçambique como ponto final planejado. Sob o comando de José Joaquim Pereira Negrão, a embarcação realizou escalas em Hanha e Montevidéu, pontos estratégicos nas rotas transatlânticas da época. O porto de Hanha, localizado na costa ocidental da África, servia à época como um importante ponto de apoio para embarcações que navegavam entre as Américas e a África. Já Montevidéu, situado na margem norte do estuário do Rio da Prata, desempenhava um papel central nas redes do tráfico transatlântico de escravizados, especialmente no abastecimento do mercado brasileiro. Durante a travessia, contudo, o patacho lusitano foi interceptado pela Corveta britânica Electra, comandada por William Preston, apreensão que fazia parte das atividades de patrulhamento realizadas no âmbito das Comissões Mistas estabelecidas entre a Inglaterra e outras potências europeias que tinham como objetivo combater o tráfico transatlântico de escravizados, fruto de tratados bilaterais que permitiam a inspeção e apreensão de embarcações suspeitas, com o caso do Especulador.

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RIO-AHI-SNEIB-FIM-COM-CMis-CMBrGBr-Fld-Proc_L16-M4_1838-07-06_05 · Item documental · 06/07/1838
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Em 1838, a escuna portuguesa denominada Flor de Loanda, de propriedade de Manoel Antônio Teixeira Barbosa e comandada pelo próprio, partiu do porto de São Paulo de Loanda, em Angola, com destino a Moçambique, realizando uma escala em Cabinda. O itinerário da embarcação, conectando Angola, na África Ocidental, a Moçambique, na África Oriental, reflete uma estratégia comum do período, utilizada para escapar da crescente fiscalização nas rotas tradicionais do Atlântico. Os portos de Angola eram, à época, um dos principais provedores de escravizados para as Américas, sobretudo para o Brasil. Cabinda, por sua vez, servia como um ponto estratégico para abastecimento e reorganização das operações. Contudo, no trajeto, o Flor de Loanda foi interceptado próximo à Ilha de Maricá, na costa brasileira, pela corveta britânica H.M.S. Rover, sob o comando de Charles Eden. O navio foi apreendido e levado ao Rio de Janeiro, um dos principais portos de entrada de escravizados no Império do Brasil. A escolha do Rio como destino após a apreensão está diretamente relacionada ao contexto político e legal da época. Desde a promulgação da Lei de 1831, que proibia a importação de escravizados no Brasil, o tráfico havia se tornado oficialmente ilegal, embora permanecesse amplamente ativo de forma clandestina. O envio de embarcações capturadas para o Rio de Janeiro permitia a investigação e julgamento dos casos, em conformidade com os tratados firmados entre o Brasil, Portugal e o Reino Unido, que buscavam reprimir o comércio transatlântico.

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RIO-AHI-SNEIB-FIM-COM-CMis-CMBrGBr-Fld-Proc_L16-M4_1838-07-06_06 · Item documental · 06/07/1838
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Em 1838, a escuna portuguesa denominada Flor de Loanda, de propriedade de Manoel Antônio Teixeira Barbosa e comandada pelo próprio, partiu do porto de São Paulo de Loanda, em Angola, com destino a Moçambique, realizando uma escala em Cabinda. O itinerário da embarcação, conectando Angola, na África Ocidental, a Moçambique, na África Oriental, reflete uma estratégia comum do período, utilizada para escapar da crescente fiscalização nas rotas tradicionais do Atlântico. Os portos de Angola eram, à época, um dos principais provedores de escravizados para as Américas, sobretudo para o Brasil. Cabinda, por sua vez, servia como um ponto estratégico para abastecimento e reorganização das operações. Contudo, no trajeto, o Flor de Loanda foi interceptado próximo à Ilha de Maricá, na costa brasileira, pela corveta britânica H.M.S. Rover, sob o comando de Charles Eden. O navio foi apreendido e levado ao Rio de Janeiro, um dos principais portos de entrada de escravizados no Império do Brasil. A escolha do Rio como destino após a apreensão está diretamente relacionada ao contexto político e legal da época. Desde a promulgação da Lei de 1831, que proibia a importação de escravizados no Brasil, o tráfico havia se tornado oficialmente ilegal, embora permanecesse amplamente ativo de forma clandestina. O envio de embarcações capturadas para o Rio de Janeiro permitia a investigação e julgamento dos casos, em conformidade com os tratados firmados entre o Brasil, Portugal e o Reino Unido, que buscavam reprimir o comércio transatlântico.

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RIO-AHI-SNEIB-FIM-COM-CMis-CMBrGBr-Fld-Proc_L16-M4_1838-07-06_07 · Item documental · 06/07/1838
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Em 1838, a escuna portuguesa denominada Flor de Loanda, de propriedade de Manoel Antônio Teixeira Barbosa e comandada pelo próprio, partiu do porto de São Paulo de Loanda, em Angola, com destino a Moçambique, realizando uma escala em Cabinda. O itinerário da embarcação, conectando Angola, na África Ocidental, a Moçambique, na África Oriental, reflete uma estratégia comum do período, utilizada para escapar da crescente fiscalização nas rotas tradicionais do Atlântico. Os portos de Angola eram, à época, um dos principais provedores de escravizados para as Américas, sobretudo para o Brasil. Cabinda, por sua vez, servia como um ponto estratégico para abastecimento e reorganização das operações. Contudo, no trajeto, o Flor de Loanda foi interceptado próximo à Ilha de Maricá, na costa brasileira, pela corveta britânica H.M.S. Rover, sob o comando de Charles Eden. O navio foi apreendido e levado ao Rio de Janeiro, um dos principais portos de entrada de escravizados no Império do Brasil. A escolha do Rio como destino após a apreensão está diretamente relacionada ao contexto político e legal da época. Desde a promulgação da Lei de 1831, que proibia a importação de escravizados no Brasil, o tráfico havia se tornado oficialmente ilegal, embora permanecesse amplamente ativo de forma clandestina. O envio de embarcações capturadas para o Rio de Janeiro permitia a investigação e julgamento dos casos, em conformidade com os tratados firmados entre o Brasil, Portugal e o Reino Unido, que buscavam reprimir o comércio transatlântico.

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RIO-AHI-SNEIB-FIM-COM-CMis-CMBrGBr-Fld-Proc_L16-M4_1838-07-06_08 · Item documental · 06/07/1838
Teil von Escritório de Representação no Rio de Janeiro

Em 1838, a escuna portuguesa denominada Flor de Loanda, de propriedade de Manoel Antônio Teixeira Barbosa e comandada pelo próprio, partiu do porto de São Paulo de Loanda, em Angola, com destino a Moçambique, realizando uma escala em Cabinda. O itinerário da embarcação, conectando Angola, na África Ocidental, a Moçambique, na África Oriental, reflete uma estratégia comum do período, utilizada para escapar da crescente fiscalização nas rotas tradicionais do Atlântico. Os portos de Angola eram, à época, um dos principais provedores de escravizados para as Américas, sobretudo para o Brasil. Cabinda, por sua vez, servia como um ponto estratégico para abastecimento e reorganização das operações. Contudo, no trajeto, o Flor de Loanda foi interceptado próximo à Ilha de Maricá, na costa brasileira, pela corveta britânica H.M.S. Rover, sob o comando de Charles Eden. O navio foi apreendido e levado ao Rio de Janeiro, um dos principais portos de entrada de escravizados no Império do Brasil. A escolha do Rio como destino após a apreensão está diretamente relacionada ao contexto político e legal da época. Desde a promulgação da Lei de 1831, que proibia a importação de escravizados no Brasil, o tráfico havia se tornado oficialmente ilegal, embora permanecesse amplamente ativo de forma clandestina. O envio de embarcações capturadas para o Rio de Janeiro permitia a investigação e julgamento dos casos, em conformidade com os tratados firmados entre o Brasil, Portugal e o Reino Unido, que buscavam reprimir o comércio transatlântico.

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