Item documental Ofic_308-3-6_1823-05-30 - Ofício original enviado por Francisco Pessoa da Silva Apolônio, Custódio José Dias e Luiz Maria da Silva Pinto (1770/1780-1869) para José Boni-fácio de Andrada e Silva (1763-1838), com data de 30 de maio de 1823, acusando o recebimento de uma portaria, que determinava o estabeleci-mento de um correio, e de uma carta do Capitão Miguel Barbosa Cabral, relatando uma viagem.

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Código de referência

BR DFMRE RIO-AHI-SNEIB-FIM-ROPFJ-Prov-Min-Ofic_308-3-6_1823-05-30

Título

Ofício original enviado por Francisco Pessoa da Silva Apolônio, Custódio José Dias e Luiz Maria da Silva Pinto (1770/1780-1869) para José Boni-fácio de Andrada e Silva (1763-1838), com data de 30 de maio de 1823, acusando o recebimento de uma portaria, que determinava o estabeleci-mento de um correio, e de uma carta do Capitão Miguel Barbosa Cabral, relatando uma viagem.

Data(s)

  • 30/05/1823 (Produção)
  • Ouro Preto, Brasil (Produção)

Nível de descrição

Item documental

Dimensão e suporte

Textual, manuscrito, 01 página.
33 cm X 21 cm

Zona do contexto

Nome do produtor

História biográfica

Nome do produtor

História biográfica

Nome do produtor

História biográfica

História do arquivo

O Arquivo Histórico do Itamaraty – AHI – foi criado oficialmente por meio do Decreto-Lei nª 4.422 de 30 de junho de 1942, durante a gestão do Embaixador Oswaldo Aranha (1894-1960) a frente do Ministério das Relações Exteriores e durante a presidência Getúlio Vargas (1882-1954). Atualmente, o AHI é parte do Museu Histórico e Diplomático – MHD (Portaria Ministerial de 18/01/2019). As origens do acervo se encontram nos documentos relacionados a Se-cretaria dos Negócios Estrangeiros e da Guerra do Reino de Portugal, criada em 1788 pelo Alvará Régio de 14 de outubro. Com a transferên-cia da Corte Portuguesa para a América foi criado ainda em 1808 a Se-cretaria dos Negócios Estrangeiros e da Guerra. Já em 1821, após o retorno da Corte Portuguesa para a Europa e durante o governo do príncipe Pedro de Alcântara como regente do Reino do Brasil foi criada a Secretaria dos Negócios do Reino e Estrangeiros em abril de 1821. Em 13 de novembro de 1823 a referida secretaria foi desmembrada em Se-cretaria dos Negócios do Império e Secretaria dos Negócios Estrangei-ros. Tal subdivisão se mantém até o fim do período monárquico em 1889, onde é substituída pelo Ministério das Relações Exteriores. Com a mu-dança da capital do Brasil para Brasília-DF em 1960, o Ministério se transfere para a nova sede. Os documentos anteriores a 1959 permane-cem na antiga sede no Rio de Janeiro e os gerados após essa data estão alocados na sede do Ministério no Distrito Federal.

Fonte imediata de aquisição ou transferência

Os acervos relativos as legações do Império do Brasil foram custodiados pela Secretaria dos Negócios Estrangeiros (1822-1889), e com a Pro-clamação da República em 1889 tornaram-se parte do acervo do Minis-tério das Relações Exteriores onde se encontra atualmente.

Zona do conteúdo e estrutura

Âmbito e conteúdo

José Bonifácio de Andrada e Silva (1763-1838), nasceu em Santos, São Paulo, e morreu em Niterói, Rio de Janeiro. Foi o segundo dos nove filhos do casal Bonifá-cio José de Andrada e Maria Bárbara da Silva. Com o auxílio de pais e tios, José Bonifácio concluiu em casa seus estudos primários, e aos quatorze anos seguiu para São Paulo, onde estudou com Frei Manuel da Ressurreição, com intenção de ordenar-se padre, mas acabou por seguir outros caminhos. Exerceu um papel de extrema importância para o processo de Independência do Brasil, sendo considera-do até mesmo como o Patriarca da Independência. Articulou a permanência do Príncipe Regente D. Pedro I no Brasil e foi nomeado como ministro do Reino e dos Negócios Estrangeiros em janeiro de 1822.

Luís Maria da Silva Pinto (1770/1780-1869) teve uma extensa trajetória na buro-cracia do Estado, ocupando o cargo de secretário do governo provincial. Embora tenhamos poucas informações sobre sua biografia, destacam-se três áreas principais de atuação. Primeiramente, dedicou-se à elaboração de mapas estatísticos popula-cionais, sendo nomeado diretor do Censo em 1852. Além disso, desempenhou um papel importante na instrução pública: entre 1856 e 1857, foi vice-diretor geral da Instrução Pública e diretor do 1° Círculo Literário e do Liceu Mineiro, onde elabo-rou um Plano de reforma do ensino em Minas Gerais. Sua terceira área de atuação relevante foi na imprensa, especialmente na Tipografia de Silva, cujo equipamento, segundo sugestões de José Pedro Xavier da Veiga, teria sido adquirido da Tipogra-fia Provincial (ou Nacional), tornando-se o núcleo da Tipografia de Silva por volta de 1828. O título do dicionário de Silva Pinto, o primeiro publicado em Minas Gerais e possivelmente o primeiro em terras brasileiras, chama a atenção para a efervescente cultura política do Brasil do período regencial (1831-1840). “Este período foi marcado por intensas disputas sobre identidade e cidadania, refletidas nas palavras "brasileiras " e" portuguesas”. A nacionalidade estava intrinsecamente ligada à cidadania e às lutas políticas da época. O dicionário, intitulado como lín-gua portuguesa, levanta questões sobre a natureza do português em um contexto político onde insultos e xingamentos eram comuns nas disputas políticas. Durante o período regencial, a palavra "brasileiro" era ambígua, sendo apropriada por dife-rentes grupos sociais e projetos políticos. O termo "língua brasileira" também não possuía um significado claro ou consensual. Silva Pinto foi motivado a escrever o dicionário devido à escassez de obras lexicográficas em português. Em seu prólo-go, ele menciona a existência de outros dicionários, mas argumenta que não resol-viam a escassez de volumes auxiliares da Gramática e da Ortografia. Em 1829, ele lançou uma proposta de subscrição para financiar a publicação do dicionário, que recebeu apoio de diferentes províncias do Império. No entanto, após distribuir os exemplares, restou-lhe pouco para compensar seu próprio trabalho.

A província de Minas Gerais teve um papel fundamental na história do Brasil des-de o período colonial até o período imperial. Instituída no Reino do Brasil pelas Cortes Gerais e Extraordinárias da Nação Portuguesa em 28 de fevereiro de 1821, a província surgiu a partir da Capitania de Minas Gerais e tornou-se parte do Impé-rio do Brasil após a independência em 1822. Durante o período imperial, que se estendeu de 1822 a 1889, Minas Gerais desempenhou um papel crucial na consoli-dação e estabilidade do novo regime político. A província era historicamente rica e influente, exercendo um papel central na economia, política e cultura do país. A viagem do então Príncipe Regente Pedro a Minas Gerais em 1822 foi um evento histórico significativo que ocorreu como parte do processo de independência do Brasil. A visita teve como objetivo fortalecer o apoio à independência e obter o respaldo das elites locais. Ao longo do século XIX, Minas Gerais passou por várias transformações territoriais e políticas. A expansão dos limites da província incluiu a incorporação de novas regiões, como o Triângulo Mineiro e o Alto Paranaíba. No entanto, também houve eventos como a transferência temporária de certas áreas para outras províncias, como a anexação do Noroeste de Minas à Bahia em 1827. A política e a cultura de Minas Gerais foram marcadas por eventos como a Revo-lução Liberal de 1842, que refletiu as tensões políticas e sociais da época. Durante esse período, os conflitos entre grupos conservadores e liberais levaram a levantes e revoltas em várias partes da província. Além disso, a imigração europeia para Minas Gerais desempenhou um papel importante no desenvolvimento econômico e social da região. Embora em menor escala do que em outras partes do Brasil, a imigração contribuiu para a colonização e diversificação da população. A economia de Minas Gerais durante o período imperial foi dominada pela agricultura, princi-palmente pela produção de café. Embora tenha sido uma importante fonte de renda para a província, a cafeicultura enfrentou desafios como a dependência da mão de obra escrava e a concorrência com outras regiões produtoras, como São Paulo. No final do século XIX, Minas Gerais continuou a desempenhar um papel significati-vo no cenário nacional, e sua influência política, econômica e cultural perdurou ao longo dos anos, moldando a história do Brasil.

Avaliação, selecção e eliminação

A documentação do Arquivo Histórico do Itamaraty no Rio de Janeiro nunca foi objeto de Avaliação e Eliminação. Documentação de caráter permanente.

Ingressos adicionais

Sistema de arranjo

O Fundo Secretaria dos Negócios Estrangeiros do Império do Brasil (1822-1889), encontra-se organizado em dois grandes grupos (Atividade Meio e Atividade Fim). O primeiro está dividido em 04 séries (Organização e funcionamento, Pes-soal, Contabilidade e Finanças, Material e Documentação) e a segunda em 07 séries (Legações do Império; Missões Especiais; Repartições Consulares; Atos, acordos e tratados internacionais; Comissões, congressos, eventos internacionais e afins; Limites e fronteiras e Relações com outros órgãos estatais, pessoas físicas e jurídicas).

Zona de condições de acesso e utilização

Condições de acesso

Sem restrições de acesso.
(Necessidade de agendamento prévio)

Condiçoes de reprodução

Os documentos textuais podem ser reproduzidos por via fotográfica, com uso de máquina fotográfica, telefone celular ou tablet, sem uso de iluminação extra. Para coleta de imagens com maior resolução e com a necessidade de ilumina-ção especial se faz necessário a assinatura de instrumentos próprios.

Idioma do material

  • português

Script do material

    Notas ao idioma e script

    Características físicas e requisitos técnicos

    Documento em suporte de papel.

    Instrumentos de descrição

    Inventário do Arquivo Histórico do Itamaraty no Rio de Janeiro. Documentação entre 1822 a 1889. Disponível em: https://www.gov.br/funag/pt-br/chdd/arquivos-chdd/pesquisa/catalogoahi_1822_1889.pdf

    Instrumento de descrição documental

    Zona de documentação associada

    Existência e localização de originais

    Existência e localização de cópias

    Unidades de descrição relacionadas

    Descrições relacionadas

    Zona das notas

    Nota

    Documento em bom estado de conservação.

    Identificador(es) alternativo(s)

    Pontos de acesso

    Pontos de acesso - Assuntos

    Pontos de acesso - Locais

    Pontos de acesso - Nomes

    Pontos de acesso de género

    Zona do controlo da descrição

    Identificador da descrição

    Identificador da instituição

    Regras ou convenções utilizadas

    Estatuto

    Nível de detalhe

    Datas de criação, revisão, eliminação

    Janeiro de 2024 a janeiro de 2025

    Línguas e escritas

      Script(s)

        Fontes

        BRASIL. Câmara dos Deputados. Memória da Exposição: José Bonifácio de Andrada e Silva. Brasília, DF: Centro Cultural Secretaria de Comunicação Social, 2019. Disponível em: https://www2.camara.leg.br/a-camara/visiteacamara/cultura-na-camara/arquivos/jose-bonifacio-de-andrada-e-silva. Acesso em: 18 mar. 2024.

        CALDEIRA, Jorge. José Bonifácio de Andrada e Silva. São Paulo: Editora 34, 2002. 272 p.

        CONDURU, Guilherme Frazão. O Museu Histórico e Diplomático do Itamaraty: história e revitalização. Brasília: FUNAG, 2013.

        GABLER, Louise. A Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros e a consolidação das relações exteriores no Brasil. Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 2013.

        LIMA, Ivana Stolze. Luis Maira da Silva Pinto e o Dicionário da Língua Brasileira (Ouro Preto, 1832). v.28, nº1. Porto Alegre: Revista de Humanas, 2006, p. 33-67.

        LANNA, Ana Lúcia Duarte. A transformação do trabalho: a passagem para o trabalho livre na Zona da Mata Mineira, 1870-1920. Campinas: Unicamp. 1988, p. 47.

        OLIVEIRA, Cecília Helena de S.; PIMENTA, João Paulo. Dicionário da Independência do Brasil. São Paulo: EDUSP: BBM, 2022. p. 201-202.

        Nota do arquivista

        Equipe da prestadora de serviço Tempo Real Produções ao Arquivo Histórico do Itamaraty: Jefferson do Nascimento Albino (Coordenador Geral). Zoray Maria Telles (Restauradora) Lúcia Helena Gomes Antônio (Auxilia de restauração). Mayra Mendes Trocado (Coordenadora de Descrição). Camila de Oliveira da Silva (Descritora). Verônica dos Santos Silva (Descritora). Bruno de Jesus Mirada (Descritor). Cristiane Ribeiro Teixeira Cardoso da Silva (Descritora). Kênia da Silva Vieira (Coordenadora de Revisão). Éden Pimentel Coutinho (Revisor). Renan Cesar Rodrigues Ambrosio (Responsável pela coleta das imagens). Fátima Cristina Gonçalves (Pesquisadora). Patrick Diego Sousa e Silva (Paleografia). Elem Suzane Brito de Assis (Tradução. Francês). Cristiane Patrocínio Franceschi (Tradução. Inglês).
        Agradecimento especial ao Prof. João Daniel Almeida.

        Objeto digital (Matriz) zona de direitos

        Zona da incorporação