Item documental Requ_L4-M2_1860-01-02 - Requerimento original datado de 2 de janeiro de 1860 dirigido a D. Pedro II (1825-1891), pelo qual Antônio de Souza Ribeiro (s.d.), inventariante e herdeiro de José Bernardino de Sá, Barão de Vila Nova do Minho, relatava a apreensão da escuna brasileira “Bonfim” pelo brigue de guerra inglês “Persian” seguida da condenação pela Comissão Mista Inglesa e Brasileira em Serra Leoa, em 13 de março de 1841. Solicita ao imperador que transmita as contas anexas à referida comissão em reclamação de indenização pelo governo britânico. Contém anexos.

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Zone d'identification

Cote

BR DFMRE RIO-AHI-SNEIB-FIM-COM-CMis-CMBrGBr-Bfm-Requ_L4-M2_1860-01-02

Titre

Requerimento original datado de 2 de janeiro de 1860 dirigido a D. Pedro II (1825-1891), pelo qual Antônio de Souza Ribeiro (s.d.), inventariante e herdeiro de José Bernardino de Sá, Barão de Vila Nova do Minho, relatava a apreensão da escuna brasileira “Bonfim” pelo brigue de guerra inglês “Persian” seguida da condenação pela Comissão Mista Inglesa e Brasileira em Serra Leoa, em 13 de março de 1841. Solicita ao imperador que transmita as contas anexas à referida comissão em reclamação de indenização pelo governo britânico. Contém anexos.

Date(s)

  • 01/01/1860 (Création/Production)
  • Rio de Janeiro, Brasil (Création/Production)

Niveau de description

Item documental

Étendue matérielle et support

Textual, manuscrito e impresso, 44 páginas.
43 cm x 27 cm

Zone du contexte

Nom du producteur

Notice biographique

Histoire archivistique

O Arquivo Histórico do Itamaraty – AHI – foi criado oficialmente por meio do Decreto-Lei nª 4.422 de 30 de junho de 1942, durante a gestão do Embaixador Oswaldo Aranha (1894-1960) a frente do Ministério das Relações Exteriores e durante a presidência Getúlio Vargas (1882-1954). Atualmente, o AHI é parte do Museu Histórico e Diplomático – MHD (Portaria Ministerial de 18/01/2019).
As origens do acervo se encontram nos documentos relacionados a Secretaria dos Negócios Estrangeiros e da Guerra do Reino de Portugal, criada em 1788 pelo Alvará Régio de 14 de outubro. Com a transferência da Corte Portuguesa para a América foi criado ainda em 1808 a Secretaria dos Negócios Estrangeiros e da Guerra. Já em 1821, após o retorno da Corte Portuguesa para a Europa e durante o governo do príncipe Pedro de Alcântara como regente do Reino do Brasil foi criada a Secretaria dos Negócios do Reino e Estrangeiros em abril de 1821. Em 13 de novembro de 1823 a referida secretaria foi desmembrada em Secretaria dos Negócios do Império e Secretaria dos Negócios Estrangeiros. Tal subdivisão se mantém até o fim do período monárquico em 1889, onde é substituída pelo Ministério das Relações Exteriores. Com a mudança da capital do Brasil para Brasília-DF em 1960, o Ministério se transfere para a nova sede. Os documentos anteriores a 1959 permanecem na antiga sede no Rio de Janeiro e os gerados após essa data estão alocados na sede do Ministério no Distrito Federal.

Source immédiate d'acquisition ou de transfert

Os acervos relativos as legações do Império do Brasil foram custodiados pela Secretaria dos Negócios Estrangeiros (1822-1889), e com a Proclamação da República em 1889 tornaram-se parte do acervo do Ministério das Relações Exteriores onde se encontra atualmente.

Zone du contenu et de la structure

Portée et contenu

Bonfim (1849)

A escuna Bonfim era uma embarcação de bandeira brasileira associada às redes comerciais do Barão de Vila Nova do Minho, José Bernardino de Sá, um dos mais influentes negociantes da primeira metade do século XIX, que possuía uma vasta frota de mais de 50 embarcações, como os navios Princeza e Atrevida e mantinha conexões comerciais estratégicas que se estendiam pelo Atlântico.
O Bonfim pertencia a Antônio de Sousa Ribeiro, herdeiro de José Bernardino de Sá, e tinha como comandante José Pinto de Araújo. Em 14 de novembro de 1840, partiu do porto do Rio de Janeiro com destino à ilha de São Tomé, localizada no Golfo da Guiné, uma região que, à época, estava intensamente ligada ao tráfico transatlântico de escravizados.
O Rio de Janeiro, um dos principais portos do Império do Brasil, era um ponto de partida estratégico devido à sua posição como centro econômico e político, além de contar com uma infraestrutura portuária consolidada para o comércio marítimo. São Tomé, por sua vez, localizada no Golfo da Guiné, era um entreposto fundamental no circuito atlântico, servindo como ponto de redistribuição de cativos capturados no interior da África Central.
Em 11 de janeiro de 1841, a escuna brasileira foi interceptada pelo navio britânico Persian, sob o comando de Thomas Seymond, como parte das ações da Marinha Real Britânica no combate ao tráfico negreiro. Após sua apreensão, o Bonfim foi levado a Serra Leoa, um dos principais centros das operações britânicas contra o comércio ilegal de africanos escravizados, destacando as tensões globais da época, marcadas pela pressão britânica para acabar com o comércio transatlântico de escravos e pela resistência de interesses comerciais em regiões como o Brasil e Portugal.

Évaluation, élimination et calendrier de conservation

A documentação do Arquivo Histórico do Itamaraty no Rio de Janeiro nunca foi objeto de Avaliação e Eliminação. Documentação de caráter permanente.

Accroissements

Mode de classement

O Fundo Secretaria dos Negócios Estrangeiros do Império do Brasil (1822-1889), encontra-se organizado em dois grandes grupos (Atividade Meio e Atividade Fim). O primeiro está dividido em 04 séries (Organização e funcionamento, Pessoal, Contabilidade e Finanças, Material e Documentação) e a segunda em 07 séries (Legações do Império; Missões Especiais; Repartições Consulares; Atos, acordos e tratados internacionais; Comissões, congressos, eventos internacionais e afins; Limites e fronteiras e Relações com outros órgãos estatais, pessoas físicas e jurídicas).

Zone des conditions d'accès et d'utilisation

Conditions d'accès

Sem restrições de acesso.
(Necessidade de agendamento prévio)

Conditions de reproduction

Os documentos textuais podem ser reproduzidos por via fotográfica, com uso de máquina fotográfica, telefone celular ou tablet, sem uso de iluminação extra. Para coleta de imagens com maior resolução e com a necessidade de iluminação especial se faz necessário a assinatura de instrumentos próprios.

Langue des documents

  • portugais

  • anglais

Écriture des documents

    Notes de langue et graphie

    Caractéristiques matérielle et contraintes techniques

    Documento em suporte de papel

    Instruments de recherche

    Inventário do Arquivo Histórico do Itamaraty no Rio de Janeiro. Documentação entre 1822 a 1889. Disponível em: https://www.gov.br/funag/pt-br/chdd/arquivos-chdd/pesquisa/catalogoahi_1822_1889.pdf

    Zone des sources complémentaires

    Existence et lieu de conservation des originaux

    Existence et lieu de conservation des copies

    Unités de description associées

    Descriptions associées

    Zone des notes

    Note

    Documento em estado ruim de conservação.

    Os documentos em anexo compreendem certidões de termo de inventariante de José Bernardino de Sá, Barão de Vila Nova do Minho, de passaporte, arqueação e matrícula da tripulação da escuna brasileira “Bonfim”;
    De um protesto assinado por oficiais e marinheiros da mesma escuna; declaração do comandante do navio britânico “Persian”, acompanhada de tradução; sentença proferida pela Comissão Mista Inglesa e Brasileira, acompanhada de tradução; comprovante de carga da escuna “Bonfim”; demonstrativos de tecidos carregados a bordo da referida escuna e conta geral das indenizações reclamadas.

    Identifiant(s) alternatif(s)

    Mots-clés

    Mots-clés - Sujets

    Mots-clés - Lieux

    Mots-clés - Noms

    Mots-clés - Genre

    Zone du contrôle de la description

    Identifiant de la description

    Identifiant du service d'archives

    Règles et/ou conventions utilisées

    Statut

    Niveau de détail

    Dates de production, de révision, de suppression

    Janeiro de 2024 a janeiro de 2025

    Langue(s)

      Écriture(s)

        Sources

        BROWN, David. The Abolition of the Brazilian Slave Trade: Britain and the Slave Trade in the Americas, 1807-1860. Cambridge: Cambridge University Press, 1993.

        CONDURU, Guilherme Frazão. O Museu Histórico e Diplomático do Itamaraty: história e revitalização. Brasília: FUNAG, 2013.

        FLORENTINO, Manolo. Em costas negras: uma história do tráfico atlântico de escravos entre a África e o Rio de Janeiro, séculos XVIII e XIX. Companhia das Letras, 1995.

        GABLER, Louise. A Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros e a consolidação das relações exteriores no Brasil. Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 2013.

        GOMES, Ângela de Castro. A Abolição: O Processo de Emancipação no Brasil. São Paulo: Editora Companhia das Letras, 1995.

        Note de l'archiviste

        Equipe da prestadora de serviço Tempo Real Produções ao Arquivo Histórico do Itamaraty: Jefferson do Nascimento Albino (Coordenador Geral). Kênia da Silva Vieira (Coordenadora de Descrição/Vice-coordenadora Geral). Antônio Inácio Reis (Descritor). Camila Oliveira da Silva (Descritora). Verônica dos Santos Silva (Descritora). Yan Melo de Almeida (Descritor). Nayara de Sousa Leite (Revisora). Thiago Souza de Mendonça (Coordenador de Revisão). Maiara De Souza Domequis (Descritora). Renan Cesar Rodrigues Ambrosio (Fotógrafo/Digitalizador). Renata Costa Pinto (Editora). Layla da Silva Ferreira (Pesquisadora/Historiadora). Luis Henrique Souza de Santos (Pesquisador/Historiador). Patrick Diego Sousa e Silva (Paleografia). Elem Suzane Brito de Assis (Tradução francês). Cristiane Patrocínio Franceschi (Tradução inglês). Fábio Eduardo Gomes (Estagiário em História).

        Equipe responsável pela estabilização dos suportes documentais: Susana Priscila Cerqueira Santos (Conservadora-Restauradora e Coordenadora). Natasha Lopes Pozzo de Oliveira (Assistente de conservação e restauração). Joanna da Costa Guerra (Assistente de conservação e restauração). Patrícia Paschoal Silva (Conservadora-Restauradora). Zoray Maria Teles (Conservadora-Restauradora).

        Document numérique (Matrice) zone des droits

        Document numérique (Référence) zone des droits

        Document numérique (Vignette) zone des droits

        Zone des entrées