Item documental Ico_INV11029_1819 - Congresso de Viena, sessão dos plenipotenciários das oito potências signatárias do Tratado de Paris, produzida por Jean Godefroy em 1819. Os signatários são os representantes da Inglaterra, Áustria, Espanha, França, Portugal, Prússia, Rússia e Suécia: Conde Charles de Nesselrode, Conde Alexis de Noailles, Conde de Palmella, Principe Andre de Razumowsky, M. de Saldanha, Conde de Gustave de Stackelberg, General Lorde Stewart ,Principe de Talleyrand, Duque de Wellington, Barão de Wessenberg, Visconde de Castlereagh ,General e e Conde Cathcart, Conde de Clancarty, Duque de Dalberg, Principe de Hardinberg, Barão de Humboldt, Cavaleiro Pierre Gomez Labrador, Conde de La Tour du Pin, Conde de Lobo, Conde de Lowenhielm, Principe de Metternich. [Gravura]

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Zona de identificação

Código de referência

BR DFMRE RIO-MHI-SNEGP-EV-Ico_INV11029_1819

Título

Congresso de Viena, sessão dos plenipotenciários das oito potências signatárias do Tratado de Paris, produzida por Jean Godefroy em 1819. Os signatários são os representantes da Inglaterra, Áustria, Espanha, França, Portugal, Prússia, Rússia e Suécia: Conde Charles de Nesselrode, Conde Alexis de Noailles, Conde de Palmella, Principe Andre de Razumowsky, M. de Saldanha, Conde de Gustave de Stackelberg, General Lorde Stewart ,Principe de Talleyrand, Duque de Wellington, Barão de Wessenberg, Visconde de Castlereagh ,General e e Conde Cathcart, Conde de Clancarty, Duque de Dalberg, Principe de Hardinberg, Barão de Humboldt, Cavaleiro Pierre Gomez Labrador, Conde de La Tour du Pin, Conde de Lobo, Conde de Lowenhielm, Principe de Metternich. [Gravura]

Data(s)

  • 1819 (Produção)

Nível de descrição

Item documental

Dimensão e suporte

87,6 cm x 66,2 cm

Zona do contexto

Nome do produtor

História biográfica

História do arquivo

As origens da Mapoteca do Itamaraty se encontram no governo do presidente Hermes da Fonseca (1855-1923), tendo Lauro Müller (1863-1926), como chanceler. Por meio do Decreto nº 10.662 de 31/12/1913, que reorganiza a gestão do Itamaraty, criando uma unidade específica para gestão de documentos cartográficos.

O acervo da mapoteca tem suas origens com a vinda da família real portuguesa para o Brasil em 1808. Na Regência, com a atuação de diplomatas como Duarte da Ponte Ribeiro (1795-1878) e José Maria do Amaral (1812-1885) novos itens foram inseridos na coleção. Durante o II Reinado e República Velha houve acréscimos originados das representações brasileiras em várias partes do mundo.

Fonte imediata de aquisição ou transferência

Os acervos relativos as legações do Império do Brasil foram custodiados pela Secretaria dos Negócios Estrangeiros (1822-1889), e com a Proclamação da República em 1889 tornaram-se parte do acervo do Ministério das Relações Exteriores onde se encontra atualmente.

Zona do conteúdo e estrutura

Âmbito e conteúdo

Congresso de Viena - Conferência que ocorreu no período de 1814 e 1815 entre países que foram invadidos por tropas napoleônicas, Portugal, Prússia, Reino Unido, Rússia, França, teve como objetivo reorganizar geograficamente o mapa europeu e restituir o trono das monarquias antes derrubadas por Napoleão.

Avaliação, selecção e eliminação

A documentação da Mapoteca Histórica do Itamaraty no Rio de Janeiro nunca foi objeto de Avaliação e Eliminação. Documentação de caráter permanente.

Ingressos adicionais

Sistema de arranjo

O acervo da Mapoteca Histórica está divido em (3) três fundos documentais: Secretaria de Negócios Estrangeiros e da Guerra do Reino de Portugal (1736 – 1822); Secretaria dos Negócios Estrangeiros do Império do Brasil (1822-1889); e Ministério das Relações Exteriores (1889 – 1990). Tais fundos estão subdivididos em séries, como: Eventos e Personalidades e o Grupo Múndi, incluindo documentação cartográfica, correspondente à Mapas, Atlas, Cartas, Cartas náuticas, Planos, Plantas e etc, e documentação iconográfica, referente à Fotografias, Gravuras, Álbuns e etc.

Zona de condições de acesso e utilização

Condições de acesso

Sem restrições de acesso.
(Necessidade de agendamento prévio)

Condiçoes de reprodução

Os documentos cartográficos e iconográficos podem ser reproduzidos por via fotográfica, com uso de máquina fotográfica, telefone celular ou tablet, sem uso de iluminação extra. Para coleta de imagens com maior resolução e com a necessidade de iluminação especial se faz necessário a assinatura de instrumentos próprio.

Idioma do material

  • português

Script do material

    Notas ao idioma e script

    Características físicas e requisitos técnicos

    Gravura em preto e branco.

    Instrumentos de descrição

    Instrumento de descrição documental

    Zona de documentação associada

    Existência e localização de originais

    Existência e localização de cópias

    Unidades de descrição relacionadas

    Descrições relacionadas

    Zona das notas

    Nota

    Documento em bom estado de conservação.

    Nota

    Filho de franceses, Jean, dito John, Godefroy nasceu em Londres em 1771, onde aprendeu gravura e produziu dezenas de peças em 1783 e 1797. A partir deste último ano estabeleceu-se na França e obteve rapidamente notoriedade. Foi, com frequência, o editor de suas próprias gravuras. A sua principal técnica consistia no pontilhado [1].

    O Inventaire du fonds français après 1800 descreve o conjunto das obras de Godefroy produzidas de 1798 em diante, no total de 31 peças [2]. Observa o "Inventário" que estampas de sua autoria, como as intituladas "Ossian" e "Psiqué e Amor", são caracteristicas da época imperial. Comenta que, com a mudança de gosto estético, Godefroy foi deixado de lado a partir de 1815 e viveu miseravelmente até sua morte em 1839 [3].

    Há gravuras de Jean Godefroy na "Royal Academy" e na "National Portrait Gallery" de Londres, algumas, inclusive um retrato de William Shakespeare, publicadas entre 1794 e 1796 [4].

    A Biblioteca Nacional da França exibe, entre outras obras de Jean Godefroy, uma estampa do Rei Luís XVIII, desenhada e gravada pelo artista, em que, não obstante o título em francês, seu nome aparece como "John" [5].

    Pode-se apreciar na Mapoteca do Itamaraty (Rio de Janeiro) a "gravura representando o Congresso de Viena", de autoria de Jean Godefroy, datada de 1819 e pautada em obra de Jean Baptiste Isabey (1767-1855). Outros exemplares da gravura de Godefroy podem ser idêntificados [6]. Ela é uma das gravuras arroladas no "Inventaire du fonds français après 1800".

    O “Inventário” assinala que nenhuma das peças produzidas entre 1783 e 1797 era então conhecida. Estão, porém, identificadas algumas obras publicadasna década de 1790, pertencentes à Royal Academy e à National Portrait Gallery de Londres, como se anotará em seguida. ADHEMÁR, JEAN; LETHÈVE, Jacques. Inventaire du fonds français après 1800, Tome neuviène. Paris: Bibliotèque Nationale, 1955, p. 214-215.

    COOPER, Samuel. 1796. 1 gravura. Disponível em: https://www.royalacademy.org.uk/art-artists/name/john-godefroy. Acesso em: 28 mar. 2023.

    GODEFROY, Jean. Louis XVIII. Roi de France et de Navarre, et Dédié à la garde Nationale de France. 1814. 1 gravura. Disponível em: https://gallica.bnf.fr/ark:/12148/btv1b6955019w?rk=42918;4. Acesso em: 28 mar. 2023.

    GODEFROY, Jean. Congresso of Vienna. 1819. 1 gravura. Disponível em: mutualart.com/Artist/John-Godefroy/ECD55DEE54E43BAC. Acesso em: 28 mar. 2023.

    [1] Fonte: Adhémar, Jean; e Lethève, Jacques. Inventaire du fonds français après 1800, Tome neuvième. Paris: Bibliotèque Nationale, 1955, pp. 214-215. O "Inventário" assinala que nenhuma das peças produzidas entre 1783 e 1797 era então conhecida. Estão, porém, identificadas algumas obras publicadas na década de 1790, pertencentes à Royal Academy e à National Portrait Gallery de Londres, como se anotará em seguida.

    [2] Op. cit., pp. 215-218.

    [3] Op. cit., p. 215.

    [4] Essas gravuras estão disponíveis nos endereços http://www.royalacademy.org.uk/art-artists/name/john-godefroy e https://www.npg.org.uk/collections/search/person/mp53608/john-godefroy?role=art.

    [5] Gravura de 1814, intitulada "Louis XVIII. Roi de France e de Navarre". Trata-se da segunda gravura disponível no endereço https://gallica.bnf.fr/services/engine/search/sru?operation=searchRetrieve&version=1.2&query=%28%28dc.creator%20all%20%22Godefroy%2C%20Jean%22%20or%20dc.contributor%20all%20%22Godefroy%2C%20Jean%22%29%29&keywords=Godefroy,%20Jean&suggest=2#resultat-id-2.

    [6] In https://www.mutualart.com/Artist/John-Godefroy/ECD55DEE54E43BAC e https://www.mutualart.com/Artwork/Congress-of-Vienna/8B729E76E57E804C0CC33B56AC4D7929.

    Identificador(es) alternativo(s)

    Pontos de acesso

    Pontos de acesso - Assuntos

    Pontos de acesso - Locais

    Pontos de acesso - Nomes

    Pontos de acesso de género

    Zona do controlo da descrição

    Identificador da descrição

    Identificador da instituição

    Regras ou convenções utilizadas

    Estatuto

    Nível de detalhe

    Datas de criação, revisão, eliminação

    Julho - novembro de 2022.

    Línguas e escritas

      Script(s)

        Fontes

        INSTITUTO DIPLOMÁTICO. 200 anos do Congresso de Viena. Mar. 2018. Disponível em: https://idi.mne.gov.pt/pt/arquivo-e-biblioteca/documentos-e-efemerides/200-anos-do-congresso-de-viena?highlight=WyJjb25ncmVzc28iLCJkZSIsInZpZW5hIiwiY29uZ3Jlc3NvIGRlIiwiY29uZ3Jlc3NvIGRlIHZpZW5hIiwiZGUgdmllbmEiXQ==. Acesso em: 05 set. 2022.

        CONDURU, Guilherme Frazão. O Museu Histórico e Diplomático do Itamaraty: história e revitalização; Brasília: FUNAG, 2013.

        GABLER, Louise. A Secretaria de Estado dos Negócios Estrangeiros e a consolidação das relações exteriores no Brasil. Rio de Janeiro: Arquivo Nacional, 2013.

        Nota do arquivista

        Equipe da prestadora Cassis Ged e serviços diversos LTDA ao Arquivo Histórico do Itamaraty: Catarine Villa Verde e Djalma P. Bernardes (Bibliotecários/Descritores), Jefferson Nascimento Albino (Historiador/descritor), Jéssica Almeida Alves (Fotógrafa), Marina Caldas da Rocha Ferreira (Tradutora), Rafael Martins de Moura (Arquivista), Susana Priscila Cerqueira Santos (Conservadora-Restauradora).

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