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RIO-AHI-SNEIB-FIM-COM-CMis-CMBrGBr-Pnh-Rela_L26-M02_1860-03-07 · Item · 07/03/1860
Part of Escritório de Representação no Rio de Janeiro

Pertencente a Antonio Alves Ferreira e comandado por João Pedro Leira, o hiate brasileiro denominado Penha partiu do Rio de Janeiro com destino ao porto de Itapocorói, localizado na atual região de Penha, em Santa Catarina, uma área que, no século XIX, se destacava como ponto estratégico para atividades comerciais e portuárias. Durante sua travessia, em julho de 1851, foi apreendida pelo cruzador britânico Locust, sob comando de R.L. Curtis, sendo posteriormente encaminhada para a Ilha de Santa Helena, um dos principais postos britânicos para julgamento e repressão ao tráfico transatlântico. Localizada a cerca de 1.950 km da costa africana, a Ilha de Santa Helena desempenhou um papel relevante na estrutura de repressão montada pelo Império Britânico, funcionando como entreposto naval e ponto de apoio logístico para ações de patrulhamento no Atlântico Sul. A escolha da ilha como destino da embarcação apreendida evidencia a sistematicidade das operações britânicas e o uso de territórios ultramarinos como base de sustentação das políticas de controle marítimo. A apreensão do Penha insere-se em um contexto de crescente vigilância marítima britânica no Atlântico Sul, parte do esforço do Reino Unido para erradicar o tráfico ilegal de africanos escravizados. O cruzador Locust já havia se envolvido em diversas operações semelhantes, como na captura das embarcações Triunpho e Calíope, reforçando a atuação persistente da Marinha Real Britânica na repressão ao comércio transatlântico ilícito. O destino do Penha, o porto de Itapocorói, evidencia a complexidade das rotas comerciais no Brasil imperial. A região catarinense, apesar de não ser um dos principais centros da economia escravista como o Rio de Janeiro e a Bahia, abrigava atividades comerciais relevantes, incluindo a pesca da baleia e o transporte interprovincial de mercadorias e pessoas.

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